segunda-feira, 16 de março de 2009

Jesualdo, um campeão a caminho do desemprego?

Quando ainda se jogam vários dos objectivos desta temporada e com os azuis e brancos a manterem aspirações à vitória nas três frentes em que estão ainda envolvidos, antecipadamente e como sempre, já se começa a jogar nos bastidores muito do planeamento da próxima temporada.

A passagem aos quartos de final da Liga dos Campeões, com os inevitáveis dividendos desportivos e económicos decorrentes, teve o mérito de atrair ainda mais a atenção dos “tubarões” europeus para os melhores jogadores da equipa portista. Não será portanto de espantar se no final desta época, o plantel veja partir os seus activos mais valiosos. Precavendo esta situação, a administração aponta já baterias para a definição do plantel que atacará a próxima época. Miguel Lopes e Varela já estão confirmados, mas notícias recentes apontam Eliseu, Beto e Rúben Micael como negócios praticamente certos. Parece começar assim, a ganhar forma o próximo plantel, apesar da definição do técnico que irá liderar a equipa deixe ainda vários pontos de interrogação que nem a passagem da eliminatória da Champions ajudou a esclarecer. Jesualdo Ferreira sempre vai afirmando que se mantém tranquilo e focado nos objectivos. Mas poderá estar verdadeiramente tranquilo quando as contratações que vão sendo anunciadas na imprensa representam uma alteração de rumo face à política de reforços que seguiu desde que assumiu o comando técnico dos Dragões?

Todos os esforços apontam para jovens nacionais, com margem de progressão e com experiência de campeonato nacional. Uma clara contradição com a política de contratações assumida pelo técnico, já que pelas suas mãos chegaram ao Dragão 21 jogadores estrangeiros num total de 24, num investimento a rondar os 40 milhões de euros. E prendem-se nestes pontos as reticências da administração e dos adeptos, para os quais aliás nunca foi um treinador consensual, em renovar com o técnico. Mas não será este o prenúncio de que os tempos de Jesualdo no Porto terminam no final desta temporada? É que aliado ao enorme investimento efectuado no extenso mercado sul-americano sem resultados aparentes, preferencialmente o argentino que época após época foi engrossando o plantel, o técnico negligenciou por completo a aposta assumida da administração em jogadores formados no clube e não rentabilizou jogadores com os quais o Porto tem ainda contrato, como Ibson ou Pitbull. Pior, engrossou o lote de jogadores emprestados, sem que daí tenha resultado aproveitamento desportivo e consequentemente dividendos económicos para a SAD desses jogadores. E já se sabe o quanto é importante a rentabilização de jogadores para a sanidade das contas da SAD.

Apesar do discurso coerente e sempre ambicioso do técnico, não é pacífica entre os adeptos a contenção defensiva com que enfrenta as partidas com os eternos rivais de Lisboa. Jesualdo Ferreira tem somado desilusões em jogos com os rivais e as competições a eliminar têm ditado alguns amargos de boca aos adeptos, como as derrotas com o Atlético para a Taça de Portugal e mais recentemente com o Sporting para a Taça da Liga. As recordações das últimas edições da Supertaça também não serão as melhores. No Porto ganhar é um hábito adquirido e uma exigência permanente dos adeptos e administração, nas palavras do técnico “é como lavar os dentes”. Pelo que, a conquista do título de Campeão Nacional não representa por si só a garantia de permanência no cargo. Jesualdo Ferreira pode ter mesmo o lugar em perigo! Mas sempre que penso nesta matéria, imediatamente me ocorre quem o poderá substituir?

Jorge Jesus, que tem demonstrado em Braga todo o potencial que se lhe adivinhava depois das brilhantes campanhas em Belém? Uma aposta de risco como Jorge Costa, que tem entusiasmado em Olhão, onde parece capaz de devolver o Olhanense à elite do futebol nacional? Um técnico estrangeiro, que seria uma solução não menos arriscada se tivermos em conta as desilusões recentes que foram Co Adriannse, Víctor Fernandez e Luigi Del Neri? São poucos os treinadores capazes de neste momento de assumir o comando técnico dos Dragões e apontar um será sempre um exercício complicado. Mas, neste momento parece-me óbvio que muito do futuro de Jesualdo Ferreira no FC Porto passará pelos resultados desportivos que a equipa conseguir até ao final da época e como os objectivos que se avizinham são exigentes, exigem-se-lhe dias de glória.

Por: Ricardo Carvalho (Colaborador ogolo.net)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Ana Ivanovic: "Michelle Brito tem muito talento"


A tenista sérvia Ana Ivanovic, que acabou de disputar o torneio do Dubai, falou em entrevista ao ogolo.net sobre a portuguesa Michelle Larcher de Brito, com quem já jogou, e confessou ainda um desejo: “Gostaria de visitar Portugal no futuro”.

Entrevista completa em www.ogolo.net

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Os desportos de sonho dos americanos

Se há país que se sobressai a nível mundial, são os Estados Unidos da América (EUA). Pelo menos tem sido assim até agora.

Ao nível desportivo, o cenário não se altera muito, quando vemos, por exemplo, os EUA a ficarem quase sempre no topo das tabelas olímpicas de quatro em quatro anos. Ou pelo menos tem sido assim nas últimas décadas, se esquecermos Pequim.

Então hoje vou debruçar-me um pouco, não sobre o impacto daquele país no desporto, mas sim sobre as modalidades mais vistas e aplaudidas no próprio território norte-americano. Deixo desde já o esclarecimento que, apesar das críticas que se seguem, limito-me à visão do espectador; além disso, já assisti com gosto a vários desafios de cada uma das quatro modalidades, com excepção da primeira.

Comecemos precisamente pelo basebol, a Major League Baseball (MLB): muito tempo parado. E com uma musiquinha a meio do sétimo inning, ou período, se preferirem. Mas é assim que eles se divertem, pronto.

A National Football League (NFL), conhecida por cá como futebol americano. Três ou quatro horas no estádio para ver um jogo de sessenta minutos. Muita estratégia (ou tentativas de algo parecido). Muito estilo e vários festejos ridículos só por mandarem alguém ao chão. Treinadores a tapar a boca quando dão orientações, talvez com a ideia que escondem planos militares para a Guerra Fria. Violência a mais.

Segue-se a National Basketball Association (NBA). Duas horas e mais alguma coisa no pavilhão para ver 48 minutos de jogo. Ou seja, mais jogos com imenso tempo parado. Noto isso quando estou a assistir a um período no qual faltam cinco minutos para o fim e, depois de ver durante dez minutos um outro canal qualquer, volto à Sporttv e ainda faltam três minutos para o mesmo período terminar. Pouco tempo útil. Depois, há outro aspecto: considerem-me oficialmente maluco, mas continuo a achar que não há assim tanta qualidade naquela liga. Muitas perdas de bola, inúmeros lançamentos falhados… Já vi vários jogos europeus que se revelaram mais entusiasmantes. E não adianta usarem o argumento do “olha para os resultados finais: as equipas marcam quase sempre mais de cem pontos!”, porque respondo logo: “olha para a duração dos jogos: eles têm praticamente mais um período do que nós!”

Por fim, a «grande» National Hockey League (NHL), ou hóquei em gelo. Não hesito: muita violência. Acho muito curioso quando ouço um comentador português a dizer algo do género: “Há muita gente que pensa que o hóquei em gelo é um desporto violento, mas estão enganados!” – pois, devem estar. Eu também estou, já agora. Devo ver mal, porque assisto muitas vezes a jogadores a serem quase esmagados contra o muro, segundos depois de passarem o disco a um colega. Ou então quando assisto àqueles combates de boxe deveras ridículos em plena partida de hóquei, nos quais os árbitros se limitam a observar e que deixam em delírio aquele povo norte-americano tão parolo. Preciso mesmo de ir ao oftalmologista. Além disso, apesar da grande dinâmica e ritmo desta modalidade, há vários momentos confusos e atabalhoados, pode jogar-se com o patim e com a mão, depois aqueles passes estranhos para a equipa adversária, discos enviados propositadamente para trás da baliza contrária para poderem efectuar a troca de linhas…enfim, jogadas desagradáveis e tempo perdido para quem está a ver. Mas eles divertem-se. E se houver porrada, é o culminar da festa!

Após todas estas indicações, congratulo a Sporttv por oferecer mais uma vez a diversidade desportiva que tanto gosto, apesar de ainda se centrar muito no futebol. Além da NBA e da final da NFL, para esta época adicionaram a NHL. No início, iria ser apenas um jogo por cada sete dias, mas essa oferta alargou-se poucas semanas depois. Fiquei agradado com isso. Só falta a MLB…
Por: Nuno Miguel

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

A Taça da Liga que ninguém ligava

Já se jogaram as meias-finais da Taça da Liga, a prova mais recente do futebol português. O Sporting ganhou ao FC Porto, depois o Benfica venceu o Vitória de Guimarães. Há assim derby na final.

Quem chega agora ao país e lê apenas este parágrafo, parece que está tudo bem. Mas não está. Nem esteve. Apesar do recurso do Belenenses ser mais antigo, o primeiro ponto que vou focar são as já famosas declarações de Soares Franco no sábado, penso.

Em conversa com a comunicação social, o presidente do Sporting Clube de Portugal contou que o presidente do Futebol Clube do Porto, Pinto da Costa, o tinha avisado que talvez não houvesse jogo entre os dois clubes hoje. Tal e qual um porta-voz ou assessor de imprensa dos “dragões”.

Desde logo, parece-me uma atitude infantil (entre muitas outras que existem no futebol em Portugal). Depois, sem fundamentos, porque não é por mais um ou menos um jogo que Porto ou Benfica jogam melhor ou pior na próxima jornada. A minha experiência confirma-o. O ridículo deste aviso aumenta quando se prevê que quase nenhum, ou mesmo nenhum dos habituais titulares alinhou no jogo. Qual é a diferença então, se equipa joga ou não? Os jogadores que mais interessam descansam na mesma...enfim.

Além disso, para quem se orgulha tantas vezes de nunca pensar nos restantes clubes, que o FCP apenas se interessa em si mesmo porque é superior a todos os outros…afinal está muito preocupado com o que o Benfica faz ou deixa de fazer. E outra prova disso foi a expulsão de Fucile em Belém, que demonstrou claramente que preferia jogar contra o Benfica do que no embate frente ao Sporting. Afinal talvez preocupe.

Como se estes “teatrinhos” estúpidos não bastassem, também o Benfica subiu ao palco. A direcção do clube da Luz pediu para adiar o jogo caso o Vitória fosse mesmo o adversário, alegando “não ter condições logísticas para realizar o jogo com tão pouco tempo de antecedência”. Pois, é capaz.

No final de toda esta história, afinal sempre houve um Sporting-Porto e um Benfica-Vitória Guimarães.

Ora, na minha opinião, não se fez justiça. É verdade que foram aos pormenores da regulamentação tentar arranjar uma maneira de ultrapassar a segunda fase de grupos, mas o facto é que o Belenenses tinha razão. E tem razão. O termo “goal-average” significa divisão, e não subtracção entre golos marcados e sofridos.

Pelo que ouvi, uma das justificações da Federação Portuguesa de Futebol em frente aos microfones foi algo do género: “é uma expressão usada por muita gente, pela maioria das pessoas”. Sim, é. Mas estamos a falar de regras e de princípios, não do senso comum ou do que o povo diz. Infelizmente, parece-me que, mais uma vez, protegeram os do costume.

E tanto foi dito sobre esta Taça da Liga, que não tinha qualquer importância no panorama futebolístico…afinal dá muito que falar. Superior a este episódio, só os árbitros, claro.


sábado, 31 de janeiro de 2009

EDITORIAL


ATÉ…




Demos o pontapé-de-saída em Julho de 2007. 16 meses depois, apitamos para o final de uma fase da nossa carreira de jornalistas que nos treinou para o que iremos enfrentar no futuro. Um caminho com mais calma do que percalços, onde a amizade imperou mas em que a responsabilidade de cada um também teve um peso considerável no sucesso que, achamos, este projecto alcançou.




Segunda-feira, dia 26 de Janeiro de 2009. Despida de gente, a redacção do Jornalismo Porto Net / Jornalismo Porto Rádio via abrir-se uma tarde chuvosa e fria de Inverno. As 14h tinham já passado há muito quando os primeiros elementos da redação da Gazeta do Futebol, resistentes mas atrasados, começavam a chegar. A antecâmara de mais uma reunião semanal (por sinal, a última), para determinar a agenda da semana, decidir quem assinava o comentário da sexta-feira que se aproximava, escolher temas para o editorial, distribuir trabalho para os jogos dos quartos-de-final da Taça de Portugal.

Pelo meio, impropérios e palavras que jamais ousarão sair do nosso seio, muita boa-disposição, comentários bem-humorados, provocações mesquinhas entre o André e o Pedro, trocas de ideias entre a Patrícia e o Zé, com o Guilherme a espicaçar as discussões em duas frentes. Por força de compromissos académicos, tínhamos todos prometido à Patrícia que a reunião seria breve. Nada mais errado. 30 minutos em que a distribuição de trabalho se processou em três tempos, mas que o “bichinho” de analisarmos, no início de cada semana, os casos da jornada, os melhores golos ou os falhanços se encarregou de alongar o último encontro da Gazeta do Futebol.

Demos o pontapé-de-saída em Julho de 2007. 16 meses depois, apitamos para o final de uma fase da nossa carreira de jornalistas que nos treinou para o que iremos enfrentar no futuro. Um caminho com mais calma do que percalços, onde a amizade imperou mas em que a responsabilidade de cada um também teve um peso considerável no sucesso que, achamos, este projecto alcançou.

Relembramos os bons momentos que passámos entre todos na cobertura de jogos da Liga Portuguesa. Quando entrávamos nas zonas reservadas à comunicação social dos estádios, o nervoso miudinho apoderava-se de nós, mas rapidamente nos sentávamos e ligávamos os computadores. Era ver as equipas destacadas a rir que nem umas desalmadas com um golo perdido de baliza aberta ou um erro grosseiro do guarda-redes. Era ver as equipas destacadas saírem apreensivas dos estádios onde nos deslocávamos quando os adeptos, irados, esperavam alguém à porta.

E que dizer da cobertura do Euro 2008’? Inolvidável. Verdadeiramente inolvidável. Os relatos sentidos e emocionados do André, do Pedro, do Zé. A reportagem volante e activa da Patrícia. A alegria de ver a nossa Selecção marcar um golo e de poder presenciar toda a festa, in loco, com os portugueses.

Olhando para trás, fica já o sentimento de nostalgia. Não foram poucas as vezes em que, nas salas do curso de Ciências da Comunicação, na Praça Coronel Pacheco, escrevíamos as notícias, acompanhávamos conferências de imprensa através da web, da rádio, da televisão, divagávamos nos comentários semanais. Os vídeos mais engraçados do mundo do futebol eram vistos em grupo «n» vezes e o barulho do júbilo chamava mais boa gente lá do curso para se juntar a nós.

E podíamos estar aqui a escrever muita coisa sem sentido, mas que só iria ajudar a traçar o perfil da sua Gazeta do Futebol. Um pequeno grupo de aspirantes a jornalistas (exceptuando o Pedro, cujo coração há muito pende para o lado da assessoria da comunicação) que quis colocar em prática todos os conceitos que assimilou nas aulas.

Na tal última reunião, as palavras de encerramento ficarão para sempre na memória. O Guilherme, no seu jeito gingão, começou: “O melhor corpo redactorial possível”. As palmas seguiram-se. Prosseguiu o André, apoderando-se do gravador: “Os meus colegas mais antigos concordam, este editor até hoje ainda não nos pagou um único ordenado. Nada!”. O Pedro ainda alinhou pelo mesmo diapasão: “Estou pior que os jogadores do Estrela… já não recebo há 15 meses e as Finanças já hipotecaram o meu plasma e a minha Playstation!”. A Patrícia continuou na toada das críticas: “Aí está a explicação de eu ainda não ter passado a Int. à Economia. A culpa é do Zé que não paga”. O visado preferiu optar pela diplomacia e por uma posição salomónica: “Foi um prazer ter trabalhado convosco… apesar de tudo!”.



(NOTA DO EDITOR


A ideia fervilhava na minha cabeça há meses: arranjar um espaço onde pessoas como eu, interessadas em seguir jornalismo desportivo (ou não…), pudessem treinar e cometer todos os erros possíveis antes de saírem para as redacções de muitos órgãos de comunicação social. Entrou o André, logo de início; seguiram-se-lhe a Patrícia e o Pedro; o Guilherme seria o último a entrar para este grupo. A juntar a estes nomes, Bernardino Barros, Nuno Moutinho, Rita Oliveira, Diana Vasconcelos, David Fernandes, Adriano Cerqueira. Sem prejuízo de outros nomes, compreenderão quando as palavras que abaixo reservo vão direitinhas para os primeiros 4. Os 4 «magníficos».

A todos eles o meu muito obrigado. Fizeram com que vivesse o sonho que acalentava há muito, empenharam-se, sacrificaram-se e fizeram desta Gazeta do Futebol aquilo que ela foi, é, e será para todo o sempre.

Os louros, os créditos os elogios: todos para vocês. Fui apenas a pessoa que vos distribuía trabalho, um mero peão no meio de um xadrez repleto de mais-valias para o meio das Ciências da Comunicação.

Conseguimos assentar, em 5 estacas, as bases de um projecto que, esperamos, possa vir a servir de inspiração para outros “delfins” no campo do jornalismo.

Mas é a vocês, André, Guiherme, Patrícia, Pedro, que quero dizer um “até…”. Não um “até já”, porque será difícil, no futuro próximo, conseguirmos erguer mais uma maluqueira destas. Simplesmente um “até…” porque teremos sempre na memória o que passámos nestes últimos 16 meses e porque, um dia bem mais tarde, estaremos todos a beber um copo e a relembrar esses belos momentos.)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

BENFICA TENCIONA RENOVAR COM NUNO GOMES



PATRÍCIA MARTINS


O Benfica apresentou hoje um comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) onde deixa espelhada a intenção de renovar contrato com o avançado Nuno Gomes. Contudo, os encarnados afirmam que ainda não existiu «qualquer negociações de verbas».

O clube da luz acredita que mesmo que a renovação se venha a confirmar, isso não acrescerá de uma grande despesa para o Benfica e as contas da SAD não vão sofrer com isso.

Recorde-se que esta é a décima temporada que Nuno Gomes emberga o emblema da águia (com excepção de dois anos ao serviço da Fiorentina) e o contrato acaba no final desta época.


FONTE:

ESTA SEMANA, ESCREVO EU...




OS TOMBA-GIGANTES


Os tomba-gigantes são as melhores equipas do país porque nos relembram do mais importante do futebol. Não são os mais ricos que, necessariamente, são os melhores. Não é apenas na Primeira Liga que estão os candidatos a vencer a Taça de Portugal.




ANDRÉ MATOS LEITE




Esta semana tivemos Taça de Portugal. Muitas vezes olhamos para esta competição como o "patinho feio" do nosso país. Pelo menos eu e muitas das pessoas com que falo sobre futebol temos tendência a desvalorizar aquela que é, na realidade, a mais maravilhosa das competições portuguesas no desporto-rei.

Esta temporada foi uma agradável surpresa ver o Atlético de Valdevez. Uma humilde equipa da II Divisão B conseguiu chegar aos quartos-de-final da Taça, tendo derrotado, para conseguir tal feito, nada menos que quatro emblemas da Liga Vitalis, incluindo os três primeiros classificados e, portanto, os três principais candidatos a subir à Liga Portuguesa, principal escalão do futebol nacional.

Quem se esqueceu da magnífica campanha de uma outra equipa, actualmente da Primeira Liga e antiga líder do campeonato, mas que na época 2001/2002 militava, também, na II Divisão B e que conseguiu o notável feito de chegar à final com o Sporting? Já então foi uma febre por todo o país assistir aos jogos para a Taça de Portugal do Leixões. Foi algo que nos relembrou de uma coisa importantíssima, algo que temos tendência a muito esquecer…

Os tomba-gigantes são as melhores equipas do país porque nos relembram do mais importante do futebol. Não são os mais ricos que, necessariamente, são os melhores. Não é apenas na Primeira Liga que estão os candidatos a vencer a Taça de Portugal. Qualquer equipa, com o seu esforço, o seu suor e a sua paixão pelo jogo, tem hipóteses de chegar ao fim com o troféu na mão. Mais ainda e com importância ainda maior, relembra-nos que não só nos três grandes há grande qualidade a nível de jogadores. Em todas as divisões, em todos os clubes, há e haverá sempre jogadores cheios de qualidade à espera de serem chamados aos principais palcos portugueses e europeus, à espera de uma oportunidade para brilhar e de se mostrarem ao mundo como jogadores cheios de potencial que teriam ficado perdidos se ninguém lhes tivesse dado uma hipótese… ou se eles não tivessem colocado de lado todos os medos e todas “verdades” do costume e lutado para chegar até à vitória final. Ontem, quando defrontou o Nacional, o Valdevez foi eliminado da Taça. O sonho terminou. Contudo, a força e paixão demonstrada por aqueles atletas permanecerá por anos a fio. Tudo porque mostraram que até uma humilde equipa da II Divisão B pode obrigar um poderoso emblema da Primeira Liga a bater-se nos penaltys após ter visto a sua hipótese de triunfar gorada nos 90 minutos regulamentares e no prolongamento…

A fechar, afasto-me um pouco do tema. Neste que será, provavelmente, o meu último comentário neste projecto que tanta alegria trouxe a uma mão cheia de badamecos do curso de Ciências da Comunicação da Universidade do Porto… temos sido, também nós, os outsiders de Portugal. Cinco alunos, cinco jovens com amor incondicional por este grandioso desporto e um espírito de amizade como pouco se vê já no mundo, tornaram-se nos tomba-gigantes do jornalismo desportivo. Bem, talvez não tomba-gigantes no verdadeiro sentido da expressão. O que é certo, no entanto, é que podemos fechar esta semana, mas conseguimos sentir que fizemos um bom trabalho. A todos os que nos acompanharam todo este tempo, a todos os que só nos acompanharam no início, no fim ou pelo meio da Gazeta do Futebol e também, porque não, a todos os que nunca souberam ou quiseram saber de todo o trabalho que desenvolvemos, deixo esta mensagem: se os tomba-gigantes, os pequenos que conseguem provar ser grandes, existem no futebol, não deixam de ser uma analogia para a realidade de todas as áreas do mundo. Nós provámo-lo e espero que por todo o mundo sigam o nosso exemplo. Na vida, tal como no futebol, não são necessariamente os ricos que triunfam. Qualquer um com o seu trabalho e o seu suor pode chegar ao topo, com paixão e esforço tudo se consegue. Mas se não conseguirmos chegar mesmo ao topo da montanha, pelo menos damos umas gargalhadas pelo caminho, levantamo-nos e sabemos que basta o nosso desejo para voltarmos a tentar a escalada “impossível” outra vez.



TAÇA DE PORTUGAL: ATLÉTICO VALDEVEZ DESPEDE-SE DEPOIS DE LEVAR NACIONAL A PENALTIS




ANDRÉ MATOS LEITE


E nos quartos-de-final o sonho acabou. O Atlético de Valdevez foi eliminado da Taça de Portugal pelo Nacional da Madeira, mas não sem assustar os insulares. Até à marcação de grandes penalidades (após prolongamento o marcador mostrava 1-1), o jogo não tinha vencedor previsível, com a formação teoricamente inferior a dispor de algumas boas oportunidades para conseguir fazer o segundo golo.

O Valdevez apresentou-se em casa emprestada como a surpresa da presente edição da Taça de Portugal. A equipa natural de Viana do Castelo milita na segunda divisão B, mas já tinha eliminado os três primeiros classificados da Liga Vitalis. Esperava-se um bom espectáculo de futebol e os adeptos do desporto-rei não se podem dar por desiludidos: vienenses e madeirenses, por toda a primeira parte, trocaram entre si ataques, remates… e até golos. Aos 38’ o Nacional colocou-se em vantagem por Mateus que aproveitou da melhor maneira um erro da defesa contrária. No entanto, o Valdevez estava apostado em surpreender uma equipa da Primeira Liga e respondeu rápido: Léo Souza, na direita, livrou-se dos adversários e jogou em Diego que só teve mesmo de encostar. Foi o empate aos 44’ minutos.

Na segunda metade esperava-se que os pupilos de Manuel Machado acelerassem o ritmo, mas acabou por ser a formação de Micael Sequeira a conseguir os melhores momentos. A baliza de Bracalli viu-se em permanente ameaça e só por muita sorte é que o guardião do Nacional não viu a bola tocar novamente as suas redes. Aos 87’ Rafael rematou com sele de golo da direita, mas Bracalli conseguiu defender. Contudo, ainda houve tempo para a bola bater tanto na barra como no poste antes de ser definitivo que não era desta que se decidiria o jogo.

Chegado o prolongamento o Nacional conseguiu ganhar ascendente sobre a turma de Valdevez. Os vienenses começaram a sentir o peso dos mais de 90 minutos que já levava a partida, mas apesar da melhor forma física dos insulares não baixaram nunca os braços. A marcação de grandes penalidades revelar-se-ia o ponto mais fraco da equipa da II Divisão B: Léo Souza, Telmo e Alan falharam três das grandes penalidades batidas pelo Atlético de Valdevez e nem a parada de Hugo Ferreira ao penalti de Bruno Amaro permitiu a salvação da grande surpresa da Taça de Portugal.

Ficha de Jogo

Taça de Portugal - quartos-de-final
Complexo Desportivo de Melgaço
Hora: 20:15
Árbitro: Vasco Santos (Porto)

ATLÉTICO VALDEVEZ: Hugo Ferreira, Cara, Edson, Pedro Maciel, Sérgio, Carlos Miguel, Diego, Amaral, Rafael, Léo Souza e David.
Suplentes: Vítor Nuno, Bruno Sousa, Alan, Nandinho, Tiba, Telmo e Cássio.
Treinador: Micael Sequeira.

NACIONAL: Bracalli, Patacas, Maicon, Felipe Lopes, Nuno Pinto, Edson, Luis Alberto, Alonso, Ruben Micael, Mateus e Nené.
Suplentes: Douglas, Cléber, Bruno Amaro, Igor Pita, Duje Cop, Miguel Fidalgo e Leandro Salino.
Treinador: Manuel Machado.





quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

TAÇA DE PORTUGAL: PORTO CARIMBA MEIAS FRENTE A GRANDE LEIXÕES



O PORTO ASSEGUROU A PASSAGEM ÀS MEIAS-FINAIS DA TAÇA DE PORTUGAL. OS PORTISTAS DERROTARAM O LEIXÕES POR 1-0. NUM JOGO INTENSO, O LEIXÕES ACABA POR SAIR DE CABEÇA ERGUIDA DA TAÇA APÓS UMA GRANDE EXIBIÇÃO NO DRAGÃO.



PEDRO ROCHA




O Porto carimbou a passagem à meia-final da Taça de Portugal. Mariano Gonzalez apontou o único golo da partida logo aos 5 minutos. O Leixões mostrou-se sempre uma equipa aguerrida e talentosa chegando, em alguns momentos do jogo, a dominar os campeões nacionais.

Jesualdo promoveu alguma rotação e colocou meia-equipa fresca: Nuno, Stepanov, Benítez, Guarín e Mariano. Com as alterações no onze o Porto demonstrou uma dinâmica mas a ansiedade dos jogos em casa continua a aparecer. O Leixões demonstra uma grande solidez defensiva (ainda não sofreu golos na Liga em 2009) só que já não há Wesley para marcar e a equipa parece ressentir-se disso.

A partida começou praticamente com o golo do Porto. A base argentina funcionou entre Lucho, Mariano e Lisandro com Mariano a empurrar para a baliza de Beto. A perder desde cedo a equipa de José Mota partiu para a ofensiva e empurrou os azuis e brancos para trás. Zé Manel (grande defesa de Nuno) e Chumbinho tiveram mesmo oportunidade para igualar a partida antes do intervalo, o que não aconteceu.

No segundo tempo a partida ganhou mais intensidade. O Leixões continuou na procura do empate, o Portou criou mais oportunidades de golo. A equipa de Matosinhos ao avançar deu espaços aos portistas que poderiam ter fechado a partida mais cedo. Não conseguiram. O Leixões continuou a colocar Nuno à prova mas pareceu faltar poder de fogo. Do outro lado, Lisandro e Bruno Alves obrigaram Beto a aplicar-se. Em ritmo intenso e com uma excelente arbitragem a partida terminou com a vitória sofrida do Porto.


Taça de Portugal - quartos-de-final


Estádio do Dragão, no Porto
Hora: 20:45
Árbitro: João Ferreira (Setúbal)


EQUIPAS
FC PORTO - Nuno; Fucile, Stepanov, Bruno Alves e Benítez; Raul Meireles, Guarín e Lucho; Mariano, Lisandro e Hulk.

Suplentes: Ventura, Rolando, Pedro Emanuel, Bolatti, Tomás Costa, Farías e Rodríguez.

Treinador: Jesualdo Ferreira
LEIXÕES - Beto; Laranjeiro, Nuno Silva, Élvis e Angulo; Roberto Sousa, Bruno China e Hugo Morais; Zé Manuel, Chumbinho e Diogo Valente.

Suplentes: Berger, Sandro, Diogo Luís, Ruben, Castanheira, Paulo Tavares e Nwoko.

Treinador: José Mota

TAÇA DE PORTUGAL: FESTIVAL DE GOLOS NA VITÓRIA DO PAÇOS




ANDRÉ MATOS LEITE


O Paços de Ferreira venceu a Naval 1º de Maio, em casa, por uns fantásticos 5-3. A passagem dos pacenses às meias-finais da Taça de Portugal deu-se sobre uma chuva de golos, ocorrida na primeira metade do encontro.

Início do jogo e só 4 minutos de espera para ver a essência do desporto-rei: o golo. Com Kelly na assistência foi Rui Miguel a inaugurar o marcador. A reacção da Naval também não tardou a chegar, a turma de Ulisses Morais empatou aos 10’ por Marinho. Cinco minutos depois quase se viu novo tento dos visitantes, mas seria o Paços a conseguir adiantar-se novamente no marcador. Carlitos fez penalti aos 17’ com Pedrinha a não falhar a conversão. Numa quase repetição dos primeiros minutos da partida, a reacção do emblema da Figueira da Foz chegou rápido e Marinho já bisava aos 21’. O golo foi validado apesar da posição irregular do médio da Naval. Contudo esta não foi uma decisão com grande influência no resultado visto que a equipa da casa carregou sobre o último reduto adversário e conseguiu marcar duas vezes em três minutos: primeiro foi Ricardo a bater Peiser, aos 28’, e logo aos 30’ foi Paulão a enganar-se na baliza, batendo o seu próprio guardião. Com 4-2 no marcador já se tinham visto mais golos do que o habitual num jogo português, mas ainda faltava Dudu fazer o gosto ao pé, já no período de compensação, reduzindo para 4-3.

Com as equipas regressadas dos balneários esperava-se a continuação do festival a que se assistia, mas não quis o destino que assim acontecesse. Rui Miguel fez um chapéu a Peiser para bisar e ampliar o marcador para 5-3, a favor do Paços de Ferreira. Os pupilos de Paulo Sérgio aproveitaram para assumir o controlo do jogo e iniciar a gestão da vantagem que já tinham adquirido.

Ficha de Jogo

Taça de Portugal - Quartos-de-Final
Estádio da Mata Real, em Paços de Ferreira
Hora: 15:00
Árbitro: Pedro Henriques (Lisboa)

PAÇOS DE FERREIRA: Cássio; Tiago Valente, Ricardo e Kelly; Ferreira, Dedé, Filipe Anunciação, Pedrinha e Rui Miguel; Cristiano e Edson
Suplentes: Coelho, Leandro Tatu, Kiko, Filipe Gonçalves, Carlos Carneiro, Jorginho e Chico Silva
Treinador: Paulo Sérgio

NAVAL: Peiser; Carlitos, Paulão, Diego Ângelo e Daniel Cruz; Alex Hauw, Bolívia, Godemeche; Davide e Marinho, Marcelinho
Suplentes: Jorge Batista, Fabrício, Simplício, Dudu, Tiago Freitas, Igor e Real
Treinador: Ulisses Morais


Fontes

Record




terça-feira, 27 de janeiro de 2009

ANÁLISE DA JORNADA

15ª JORNADA: FINAL DA PRIMEIRA VOLTA COM F.C. PORTO DE VOLTA À LIDERANÇA



PATRÍCIA MARTINS


A última jornada da primeira volta trouxe novo líder. O F.C. Porto conseguiu ultrapassar Sporting e Benfica já que os rivais empataram os respectivos encontros. Ainda assim a diferença na liderança da tabela é de apenas um ponto. No fundo continua o Rio Ave que esta semana voltou a perder, desta feita diante do Estrela da Amadora.


MARÍTIMO 0-0 LEIXÕES

Marítimo e Leixões não foram além de um nulo na partida que abriu a jornada. Um jogo muito fraco e sem grandes motivos de interesse em que a responsabilidade estava do lado da equipa da casa que nada fez para vencer. O Leixões teve o mérito de defender tudo e ir conquistar um ponto a um reduto por regra difícil. Um resultado inteiramente justo que penaliza os insulares e coroa uma solidez defensiva dos matosinhenses.


BELENENSES 0-0 BENFICA

Os encarnados foram ao Restelo perder a liderança. Embora tenha sido um jogo bem disputado de parte a parte, a verdade é que este empate favorece a equipa da casa e traz grandes incómodos para Quique que vê o seu emblema ser ultrapassado pelos dragões. Destaque para Aimar que mostrou em pleno a boa forma física em que se encontra, apesar do terrível estado do terreno de jogo.


TROFENSE 1-3 PAÇOS DE FERREIRA

O Trofense foi algo ingénuo na derrota diante dos castores. A turma anfitriã inaugurou o marcador logo aos seis minutos com um golo de Reguila, mas Dedé repôs a igualdade ao minuto 21. Refira-se que poucos minutos após o empate os da Trofa viram-se com um jogador a menos devido à expulsão de Márcio, condicionando a sua prestação no resto da partida. O cronómetro marcava 69 minutos quando o Paços de Ferreiro passa para a frente do marcador com um golo de Ferreira e Cristiano é o responsável por fechar a contagem (83’).


V. SETÚBAL 0-1 NAVAL

A turma da Figueira da Foz foi ao Bonfim arrecadar o primeiro triunfo fora de portas da época. Foi logo aos 19 minutos que Marcelinho recebe a bola já dentro da área adversária e serve Marinho que remata para o fundo das redes. Estava feito o 1-0. Embora o Setúbal tenha disposto das melhores oportunidades na segunda parte, sendo a equipa superior em campo, a verdade é que a finalização foi sempre um problema.


E. AMADORA 2-0 RIO AVE

Um mau jogo de futebol mas com direito a dois grandes golos. Assim se pode resumir esta visita dos vila-condenses à Reboleira. Em cima do intervalo (44’),Varela fez o marcador mexer ao colocar a equipa da casa em vantagem. Foi preciso uma segunda parte quase inteira para vermos novamente algo de bonito neste encontro: aos 85 minutos foi a vez de Rui Varela alargar e fechar o resultado em 2-0. Fica a nota da expulsão pouco depois do visitante André Vilas Boas.


NACIONAL 1-1 SPORTING

Na visita à Madeira o Sporting desperdiçou muitas oportunidades que o poderiam ter deixado isolado na liderança do campeonato. No entanto, a divisão de pontos pode ser considerada justa. Foi aos sete minutos do encontro que o brasileiro Nenê marcou o primeiro golo, com um remate a sobrevoar Rui Patrício digno de fazer levantar toda a gente nas bancadas da Choupana. Mais tarde o Nacional desperdiçou a oportunidade de dilatar a vantagem ao permitir a defesa de uma grande penalidade ao guardião leonino. Mesmo em cima do intervalo foi a vez do Sporting igualar o marcador: Izmailov cruza da direita e Vukcevic encosta para o golo. Numa partida emotiva até ao apito final, os leões continuam em igualdade pontual com o Benfica, sendo ultrapassados pelos dragões com mais um ponto.


SP. BRAGA 0-2 F.C. PORTO

Os dragões foram a Braga vencer e aproveitar os descuidos de Sporting e Benfica para assaltar a liderança. O primeiro golo do F.C. Porto surgiu aos 20 minutos, e Cristián Rodriguez foi o marcador de serviço. Um golo repleto de polémica com Hulk a fazer o passe para Rodriguez em posição irregular. Mais tarde (31’) Lisandro alarga a vantagem para o 2-0. Pelo meio mais polémica, com o árbitro a deixar passar em branco duas grandes penalidades que favoreciam os bracarenses. O Braga ocupa o 6º lugar.


ACADÉMICA 2-1 V. GUIMARÃES

A briosa venceu no seu terreno os vimaranenses no último encontro da primeira volta do campeonato. Em cima do intervalo os estudantes marcaram o primeiro golo através de Lito. Numa partida pobre esta vantagem só se justifica porque os da casa foram os que mais tentaram chegar ao golo. Logo a abrir a segunda metade (48’) a briosa dilata o resultado: Sougou foge pela direita e centra de modo exímio para um cabeceamento de Diogo Gomes. Nuno Assis ainda reduziu (55’) mas sem qualquer resultado prático. O Vitória de Guimarães ocupa a 10ª posição seguidos pela Académica com menos um ponto.

Confira aqui a tabela classificativa.