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domingo, 8 de junho de 2008

GAZETA NO EURO 2008 * - 1ª PARTE


VITÓRIA LUSITANA LOGO A ABRIR



PORTUGAL 2-0 TURQUIA
1ª JORNADA
GRUPO A
ESTÁDIO DE GENEBRA, GENEBRA, SUÍÇA







REDACÇÃO GAZETA DO FUTEBOL



Portugal venceu, ontem, a sua congénere turca por 2-0. A nossa Selecção entrou muito bem na partida e dominou todo o encontro. A sorte parecia não estar do lado dos portugueses, com duas bolas ao ferro e um golo anulado por fora-de-jogo a Pepe. Pepe, que não conseguiu marcar à primeira, marcou à segunda. Aos 61 minutos, o luso-brasileiro rompe pela defesa turca e marca o primeiro golo português. No resto do jogo, a equipa das quinas ainda enviou nova bola ao poste por Nuno Gomes e fechou o marcador em cima do minuto 90’ por Raúl Meireles.




Numa grande partida de Portugal, ouça aqui os principais momentos do jogo vividos in loco na Avenida dos Aliados por todos os redactores da Gazeta do Futebol.





Fotos de toda a Reportagem: http://gazetadofutebol.hi5.com





1ª PARTE






Inicio da 1ª Parte.mp3 - Gazeta do Futebol







Momento (10).mp3 - Gazeta do Futebol







Golo anulado a Pepe.mp3 - Gazeta do Futebol







Comentário Pedro Rocha - Golo anulado a Pepe.mp3 - Gazeta do Futebol







Momento (18).mp3 - Gazeta do Futebol







Momento (25).mp3 - Gazeta do Futebol







Momento (27).mp3 - Gazeta do Futebol







Momento (36).mp3 - Gazeta do Futebol







Momento (39)mp3 - Gazeta do Futebol



Final da 1ª Parte.mp3 - Gazeta do Futebol














* - pelo facto de o ecrã gigante do Cais de Gaia não ter transmitido a partida entre Portugal e Turquia, a equipa Gazeta do Futebol foi obrigada a efectuar o relato e reportagem da partida na Avenida dos Aliados. Pelo sucedido, completamente alheio à Gazeta do Futebol, as nossas desculpas.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

GAZETA NO EURO - PORTUGAL vs. ALEMANHA (1ª Parte)

ACABOU O SONHO


PORTUGAL 2 - 3 ALEMANHA
QUARTOS-DE-FINAL
ST. JACOB'S PARK, BASILEIA, SUÍÇA




REDACÇÃO GAZETA DO FUTEBOL


Terminou a campanha da Selecção Nacional no Euro 2008. A equipa das «quinas» saiu derrotada da partida dos quartos-de-final, frente à Alemanha, numa partida em que nada correu bem. Schweinsteiger voltou a fazer estragos na defesa lusa (cuja actuação deixou a desejar) e nem as reacções portuguesas conseguiram evitar a derrota e a saída do campeonato da Europa. Para os portugueses, marcaram Nuno Gomes e Hélder Postiga; para os alemães, Schweinsteiger, Klose e Ballack.

Ouça tudo em mais uma reportagem Gazeta do Futebol, a última emitida a partir da Avenida dos Aliados. Terminou também a nossa cobertura da campanha da Selecção no Euro 2008.



Fotos de toda a Reportagem: http://gazetadofutebol.hi5.com/


Início da partida.mp3 - Gazeta do Futebol



Momento (8).mp3 - Gazeta do Futebol




Golo da Alemanha (22) .mp3 - Gazeta do Futebol




Golo da Alemanha (26).mp3 - Gazeta do Futebol




Momento (30).mp3 - Gazeta do Futebol




Momento (35).mp3 - Gazeta do Futebol




Comentário arbitragem (36).mp3 - Gazeta do Futebol




Golo de Nuno Gomes (40).mp3 - Gazeta do Futebol



Comentário final 1ª Parte.mp3 - Gazeta do Futebol

quinta-feira, 12 de junho de 2008

GAZETA NO EURO 2008 - REP. CHECA vs. PORTUGAL (1ª Parte)


QUARTOS-DE-FINAL: AÍ VAI A SELECÇÃO!



REP. CHECA 1 - 3 PORTUGAL
GRUPO A
2ª JORNADA
STADE DE GENÉVE, GENEBRA, SUÍÇA






REDACÇÃO GAZETA DO FUTEBOL



Portugal garantiu ontem a passagem aos quartos-de-final do Euro 2008, depois de uma vitória por 3-1 frente à Rep. Checa. Desta feita, os heróis que assinaram os golos de Portugal dão pelo nome de Deco, Ronaldo e Quaresma, numa partida sofrida, em que a equipa das «quinas» venceu com toda a justiça, mas em que não faltaram momentos de sobressalto e sofrimento.

Ouça todas as incidências desta partida com os sons da Gazeta do Futebol, directamente do centro nevrálgico da cidade do Porto: a Avenida dos Aliados. A Equipa Gazeta do Futebol esteve, mais uma vez, a acompanhar um jogo da Selecção juntamente com os portugueses.




Fotos de toda a Reportagem: http://gazetadofutebol.hi5.com/



Hino de Portugal.mp3 - Gazeta do Futebol




Inicio da partida.mp3 - Gazeta do Futebol




Comentário André Matos Leite (5).mp3 - Gazeta do Futebol




Golo de Deco (8).mp3 - Gazeta do Futebol




Comentário André Matos Leite (11).mp3 - Gazeta do Futebol



Golo da Rep. Checa (17).mp3 - Gazeta do Futebol




Momento (24).mp3 - Gazeta do Futebol




Momento (41).mp3 - Gazeta do Futebol




Final da 1ª Parte.mp3 - Gazeta do Futebol

GAZETA NO EURO 2008 - REP. CHECA vs. PORTUGAL (2ª Parte)

REP. CHECA 1 - 3 PORTUGAL
GRUPO A
2ª JORNADA
STADE DE GENÉVE, GENEBRA, SUÍÇA








REDACÇÃO GAZETA DO FUTEBOL


Fotos de toda a Reportagem: http://gazetadofutebol.hi5.com/




Inicio da 2ª Parte.mp3 - Gazeta do Futebol




Momento (3).mp3 - Gazeta do Futebol




Momento (7).mp3 - Gazeta do Futebol




Momento (9).mp3 - Gazeta do Futebol




Golo de Ronaldo (19).mp3 - Gazeta do Futebol




Comentário sobre substituições.mp3 - Gazeta do Futebol




Momento (38).mp3 - Gazeta do Futebol




Comentário puxão orelhas Scolari a Quaresma.mp3 - Gazeta do Futebol




Golo de Quaresma (46).mp3 - Gazeta do Futebol



Final da partida.mp3 - Gazeta do Futebol


sexta-feira, 16 de maio de 2008

TAÇA TEM ACOMPANHAMENTO PERMANENTE NA GAZETA DO FUTEBOL



Domingo, mais uma final da Taça de Portugal. A partir das 17h, F.C. Porto e Sporting defrontam-se no Estádio do Jamor em mais uma partida entre «dragões» e «leões».


A Gazeta do Futebol vai estar em permanente acompanhamento da grande festa do futebol português.



Taça ao Minuto - acompanhe todas as movimentações, grandes oportunidades, grandes jogadas e erros de arbitragem, com o olhar de André Matos Leite.


Crónica Gazeta do Futebol - assinada, após o jogo, por Patrícia Martins.


Reportagem Gazeta do Futebol - especial sobre a festa da Taça de Portugal, com José Pedro Pinto.


domingo, 7 de setembro de 2008

REPORTAGEM GAZETA DO FUTEBOL


O ARRANQUE DOS «PEREGRINOS» DE BOSTON




O Boston United milita nos distritais do futebol inglês, mas teve a oportunidade de provar o seu valor numa partida onde conheceu o outro extremo da realidade do desporto-rei britânico. A Gazeta do Futebol assistiu ao jogo frente ao Hull City.




JOSÉ PEDRO PINTO
Enviado-especial a Boston, Inglaterra




Enverga um fato-de-treino preto, calça ténis claros e já os «11» iniciais do Boston United haviam principiado o aquecimento quando faz a sua primeira aparição no túnel de acesso aos balneários. Traz uma bola debaixo do braço, entra no relvado e dá o mote para o habitual treino de finalização dos seus atletas. A dura realidade do futebol distrital inglês a isso obriga Tommy Taylor. É o treinador principal da turma denominada de pilgrims (peregrinos, na tradução para português) e acumula as funções de um preparador-físico cujas características incluem uma atenção redobrada a todos os momentos de treino que precedem uma partida. O oponente de mais um amigável de pré-época daquela noite de 9 de Agosto trazia apenas jogadores das categorias sub-21 mas dava pelo nome de Hull City, recentemente promovido à Premier League.


O mais alto escalão do futebol britânico está a léguas de distância de Boston. A recente despromoção da turma de Taylor para a terceira divisão dos distritais (decorrente de problemas financeiros) obriga este manager de 55 anos a repensar objectivos, orçamentos e a gerir todo um processo motivacional dos seus pupilos. Estes parecem aceitar mais um desafio para o clube de York Street: treinam com afinco e com um sorriso no rosto, tudo potenciado pela boa disposição do treinador.



653 pessoas preenchiam timidamente um Staffsmart Stadium com lotação para mais de 6000 adeptos. Agosto brindava-os com um final de tarde chuvoso e frio, a um dia de semana, mas nem as adversidades os afastaram de mais um jogo do United. A seu favor tinham os preços dos ingressos, fixados numas apelativas cinco libras, e o facto de muitos deles trazerem consigo verdadeiras refeições. Uma família que se deslocou desde Hull para apoiar a sua equipa entrou na bancada principal trazendo na mala café, bolinhos doces e sandes variadas e ali montou o seu “lar”. Mesmo que por umas efémeras duas horas. Os restantes, aguçados pelo cheiro a comida e vendo a hora de jantar a aproximar-se, renderam-se aos hambúrgueres que os bares vendiam.


Entretanto, o jogo arrancava. Intenso ao máximo, digno de um defeso onde as oportunidades tocam a todos, onde os jogadores se mostram e apostam tudo num estatuto de titular ao longo de uma época que se quer regular. As linhas defensivas bem altas, de parte a parte, permitiam espaço de sobra para a bola rolar e os fãs dos dois clubes entusiasmavam-se. Wright, guarda-redes do Boston, voa para uma defesa vistosa e o primeiro frisson do jogo ouve-se, em uníssono. Enquanto Tommy Taylor e Phil Brown, técnico do Hull City, trocam sorrisos e palavras bem-humoradas, os adeptos deleitam-se com a magia do jovem Kieron Leabon, um ás na ala-direita, e contraem-se com as entradas pouco ortodoxas do veterano Talbot, ambos do lado da casa.




As análises dos «treinadores de bancada» também se fazem ouvir. As novas caras escalpelizadas ao mais ínfimo pormenor, as opções de cada treinador – acertadas ou falhadas? -, o mau passe que deixa o eixo defensivo “aos papéis”. Tudo é alvo de comentário, num burburinho muito pessoal e íntimo que enerva o mais habituado aos ruidosos encontros de futebol em Portugal.


Taylor e Brown não veriam golos até ao reatar da 2ª Parte. As muitas substituições da praxe encheram a linha lateral, junto ao quarto-árbitro, e foi dos pés de uma jovem opção do banco do United que surgiu o tento inaugural: livre portentoso de Lee Beeson para o fundo das redes do Hull City. Aplausos mereceu, complementados com cânticos de apoio e incentivos por parte dos adeptos. E de tal forma empertigou os apoiantes que a animação passou, qual testemunho, para os seus companheiros de equipa. Tanto que o veterano capitão Talbot haveria de ampliar a vantagem para os da casa e ouvir a maior ovação da noite, perante o sorriso matreiro de Tommy Taylor. 2-0, para gáudio dos fãs de Boston.


O Hull City ainda reduziria a desvantagem já nos últimos minutos, colocando o resultado final em 2-1. Insuficiente para retirar a alegria aos adeptos da casa e insuficiente para impedir que os seus rapazes regressassem aos balneários debaixo de uma chuva de palmas.


sábado, 31 de maio de 2008

EDITORIAL


AS MELHORAS PARA

RUI ORLANDO E CARLOS RODRIGUES




Os elementos que compõem a redacção da Gazeta do Futebol tomaram conhecimento do sucedido na noite de sábado, através do próprio Carlos Rodrigues, nosso colega de curso em Ciências da Comunicação. Através dos media? Nada. Apenas a Agência Lusa se dignou a noticiar um acidente de alguma gravidade na A25, mas sem referir os intervenientes mais directos. Lamenta-se a pouca atenção dada.




Sexta-feira, dia 23 de Maio. Uma equipa de reportagem da SportTv dirigia-se para Viseu, onde iria cobrir mais um treino da Selecção Nacional. Em plena A25, o carro onde seguiam o produtor José Luís Coimbra e os jornalistas Rui Orlando e Carlos Rodrigues derrapou em plena estrada devido a óleo derramado no asfalto. Três vezes bateu nos separadores de vias e uma última, numa rocha. Se José Luís Coimbra não sofreu ferimentos graves, o mesmo já não se pode dizer dos outros dois profissionais que seguiam na viatura: Rui Orlando fracturou a clavícula, duas costelas e três vértebras, esperando-o uma recuperação prolongada, fora dos ecrãs e afastado do Euro 2008’; Carlos Rodrigues acabou com uma perna contundida e algumas escoriações.


Os elementos que compõem a redacção da Gazeta do Futebol tomaram conhecimento do sucedido na noite de sábado, através do próprio Carlos Rodrigues, nosso colega de curso em Ciências da Comunicação. Através dos media? Nada. Apenas a Agência Lusa se dignou a noticiar um acidente de alguma gravidade na A25, mas sem referir os intervenientes mais directos. Lamenta-se a pouca atenção dada.


Tratavam-se de profissionais que se dirigiam para um local de reportagem, onde iriam trabalhar e onde iriam exercer a sua profissão mas, pela relevância destes para a formação da “opinião pública” (sem notícias e sem jornalistas esfuma-se o sentido da expressão), a equipa da Gazeta é da opinião de que este acidente deveria ter tido mais cobertura mediática. Rui Orlando é um dos jornalistas com mais experiência em Portugal e vai ficar afastado da mega-operação que a SportTv afirma ter preparada para o Euro 2008. E todos sabemos como é um imenso orgulho para um jornalista estar presente em grandes competições desportivas.


Não pedimos que fosse montado um autêntico circo mediático á volta do assunto. Apenas uma referência ao sucedido. Da parte da Gazeta do Futebol, um mea culpa. Pelo facto de não termos prestado mais atenção ao meio jornalístico para nos apercebermos a tempo de um acidente noticiável na nossa página web, mas também pelo facto de que, sabendo do sucedido apenas na noite do dia seguinte, estava já perdido o tempo útil para a publicação de algo sobre este lamentável sucedido.


As melhoras para Rui Orlando e Carlos Rodrigues. De toda a equipa Gazeta do Futebol.


sábado, 31 de janeiro de 2009

EDITORIAL


ATÉ…




Demos o pontapé-de-saída em Julho de 2007. 16 meses depois, apitamos para o final de uma fase da nossa carreira de jornalistas que nos treinou para o que iremos enfrentar no futuro. Um caminho com mais calma do que percalços, onde a amizade imperou mas em que a responsabilidade de cada um também teve um peso considerável no sucesso que, achamos, este projecto alcançou.




Segunda-feira, dia 26 de Janeiro de 2009. Despida de gente, a redacção do Jornalismo Porto Net / Jornalismo Porto Rádio via abrir-se uma tarde chuvosa e fria de Inverno. As 14h tinham já passado há muito quando os primeiros elementos da redação da Gazeta do Futebol, resistentes mas atrasados, começavam a chegar. A antecâmara de mais uma reunião semanal (por sinal, a última), para determinar a agenda da semana, decidir quem assinava o comentário da sexta-feira que se aproximava, escolher temas para o editorial, distribuir trabalho para os jogos dos quartos-de-final da Taça de Portugal.

Pelo meio, impropérios e palavras que jamais ousarão sair do nosso seio, muita boa-disposição, comentários bem-humorados, provocações mesquinhas entre o André e o Pedro, trocas de ideias entre a Patrícia e o Zé, com o Guilherme a espicaçar as discussões em duas frentes. Por força de compromissos académicos, tínhamos todos prometido à Patrícia que a reunião seria breve. Nada mais errado. 30 minutos em que a distribuição de trabalho se processou em três tempos, mas que o “bichinho” de analisarmos, no início de cada semana, os casos da jornada, os melhores golos ou os falhanços se encarregou de alongar o último encontro da Gazeta do Futebol.

Demos o pontapé-de-saída em Julho de 2007. 16 meses depois, apitamos para o final de uma fase da nossa carreira de jornalistas que nos treinou para o que iremos enfrentar no futuro. Um caminho com mais calma do que percalços, onde a amizade imperou mas em que a responsabilidade de cada um também teve um peso considerável no sucesso que, achamos, este projecto alcançou.

Relembramos os bons momentos que passámos entre todos na cobertura de jogos da Liga Portuguesa. Quando entrávamos nas zonas reservadas à comunicação social dos estádios, o nervoso miudinho apoderava-se de nós, mas rapidamente nos sentávamos e ligávamos os computadores. Era ver as equipas destacadas a rir que nem umas desalmadas com um golo perdido de baliza aberta ou um erro grosseiro do guarda-redes. Era ver as equipas destacadas saírem apreensivas dos estádios onde nos deslocávamos quando os adeptos, irados, esperavam alguém à porta.

E que dizer da cobertura do Euro 2008’? Inolvidável. Verdadeiramente inolvidável. Os relatos sentidos e emocionados do André, do Pedro, do Zé. A reportagem volante e activa da Patrícia. A alegria de ver a nossa Selecção marcar um golo e de poder presenciar toda a festa, in loco, com os portugueses.

Olhando para trás, fica já o sentimento de nostalgia. Não foram poucas as vezes em que, nas salas do curso de Ciências da Comunicação, na Praça Coronel Pacheco, escrevíamos as notícias, acompanhávamos conferências de imprensa através da web, da rádio, da televisão, divagávamos nos comentários semanais. Os vídeos mais engraçados do mundo do futebol eram vistos em grupo «n» vezes e o barulho do júbilo chamava mais boa gente lá do curso para se juntar a nós.

E podíamos estar aqui a escrever muita coisa sem sentido, mas que só iria ajudar a traçar o perfil da sua Gazeta do Futebol. Um pequeno grupo de aspirantes a jornalistas (exceptuando o Pedro, cujo coração há muito pende para o lado da assessoria da comunicação) que quis colocar em prática todos os conceitos que assimilou nas aulas.

Na tal última reunião, as palavras de encerramento ficarão para sempre na memória. O Guilherme, no seu jeito gingão, começou: “O melhor corpo redactorial possível”. As palmas seguiram-se. Prosseguiu o André, apoderando-se do gravador: “Os meus colegas mais antigos concordam, este editor até hoje ainda não nos pagou um único ordenado. Nada!”. O Pedro ainda alinhou pelo mesmo diapasão: “Estou pior que os jogadores do Estrela… já não recebo há 15 meses e as Finanças já hipotecaram o meu plasma e a minha Playstation!”. A Patrícia continuou na toada das críticas: “Aí está a explicação de eu ainda não ter passado a Int. à Economia. A culpa é do Zé que não paga”. O visado preferiu optar pela diplomacia e por uma posição salomónica: “Foi um prazer ter trabalhado convosco… apesar de tudo!”.



(NOTA DO EDITOR


A ideia fervilhava na minha cabeça há meses: arranjar um espaço onde pessoas como eu, interessadas em seguir jornalismo desportivo (ou não…), pudessem treinar e cometer todos os erros possíveis antes de saírem para as redacções de muitos órgãos de comunicação social. Entrou o André, logo de início; seguiram-se-lhe a Patrícia e o Pedro; o Guilherme seria o último a entrar para este grupo. A juntar a estes nomes, Bernardino Barros, Nuno Moutinho, Rita Oliveira, Diana Vasconcelos, David Fernandes, Adriano Cerqueira. Sem prejuízo de outros nomes, compreenderão quando as palavras que abaixo reservo vão direitinhas para os primeiros 4. Os 4 «magníficos».

A todos eles o meu muito obrigado. Fizeram com que vivesse o sonho que acalentava há muito, empenharam-se, sacrificaram-se e fizeram desta Gazeta do Futebol aquilo que ela foi, é, e será para todo o sempre.

Os louros, os créditos os elogios: todos para vocês. Fui apenas a pessoa que vos distribuía trabalho, um mero peão no meio de um xadrez repleto de mais-valias para o meio das Ciências da Comunicação.

Conseguimos assentar, em 5 estacas, as bases de um projecto que, esperamos, possa vir a servir de inspiração para outros “delfins” no campo do jornalismo.

Mas é a vocês, André, Guiherme, Patrícia, Pedro, que quero dizer um “até…”. Não um “até já”, porque será difícil, no futuro próximo, conseguirmos erguer mais uma maluqueira destas. Simplesmente um “até…” porque teremos sempre na memória o que passámos nestes últimos 16 meses e porque, um dia bem mais tarde, estaremos todos a beber um copo e a relembrar esses belos momentos.)

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

REPORTAGEM GAZETA DO FUTEBOL


O encontro entre Leixões e Vit. Guimarães abre a 3ª Jornada da Bwin Liga. Defrontam-se as duas equipas que conseguiram, este ano, o acesso ao mais alto patamar do futebol português e a GAZETA DO FUTEBOL vai estar presente.


A partida realiza-se amanhã, no Estádio Dr. Prof. Vieira de Carvalho, na Maia.


Não percam, sábado, as reportagens de André Matos Leite e José Pedro Pinto sobre todas as incidências de mais um clássico do futebol português.



GAZETA DO FUTEBOL

sexta-feira, 23 de maio de 2008

REPORTAGEM GAZETA DO FUTEBOL

POUCAS ENTRADAS PARA TANTOS ADEPTOS NO APOIO À SELECÇÃO



A GAZETA DO FUTEBOL ESTEVE EM VISEU NO ACOMPANHAMENTO À SELECÇÃO NACIONAL. UM TREINO MARCADO PELA EUFORIA EM REDOR DOS JOGADORES PORTUGUESES, ALIADO À DESILUSÃO DE MUITOS QUE NÃO CONSEGUIRAM ENTRAR NO ESTÁDIO PARA ASSISTIR ÀS JOGADAS DOS CRAQUES DE PERTO.


PATRÍCIA MARTINS


Desde manhã que à entrada do Hotel Montebelo se juntavam muitos jornalistas e adeptos, ansiosos por ver os jogadores portugueses mais de perto. Mas a isso acrescenta-se o facto de ser o dia em que Cristiano Ronaldo se juntava ao grupo de trabalho de Scolari. A espera não valeu de muito, porque o número sete do Manchester só chegou ao final da tarde.

Logo após o almoço, a multidão foi aumentando à porta do Complexo Desportivo do Fontelo. O objectivo? Conseguir bilhetes que permitissem entrar no treino da selecção. Mas nada feito, já que os ingressos estavam completamente esgotados. Muitos adeptos vinham de longe e acabaram por ficar do lado de fora. No entanto, quer quem não conseguiu entrada, quer as pessoas que assistiram à sessão de treino mantiveram uma opinião unânime: As coisas pelos lados de Viseu estão muito mal organizadas no que diz respeito à distribuição de bilhetes.

"Nos jornais e internet diziam que na Câmara Municipal tinham bilhetes, viemos do Porto directos lá e mandaram-nos à Federação de Futebol de Viseu. Aqui é o que se vê: respondem-nos que não há um único ingresso!" afirmam revoltados vários adeptos.

Embora o estádio tenha capacidade para alvergar muitas mais pessoas, apenas são disponibilizados cerca de 1700 ingressos para os treinos "à porta aberta". Contudo, a grande maioria desse reduzido número é distribuida previamente por escolas e instituições de Viseu. O motivo de não permitirem o acesso a mais apoiantes? O que alegam os responsáveis da Federação é a concentração de que os jogadores precisam. Mas as vozes levantam-se e dizem fazer mais sentido menos treinos abertos ao público, mas onde todos possam entrar enquanto houverem lugares disponíveis no complexo.


Já no decorrer do treino o apoio vindo das bancadas era bem perceptível e as vozes, sobretudo de crianças, uniam-se e gritavam o nome de cada um dos jogadores. O vermelho e verde da Selecção Nacional preenchiam o recinto e até uma grande bandeira de Portugal foi estendida numa bancada onde não havia público. No final, os jogadores agradeceram o apoio recebido com um aplauso.

Antes de abandonarem o Fontelo em direcção ao hotel, Bruno Alves, Nuno Gomes e Ricardo Quaresma ainda se dirigiram a um grupo de jovens com deficiências e distribuiram autógrafos e algumas palavras de carinho. A boa-vontade tem sido uma marca deste grupo liderado por Scolari, que já na parte da manhã se tinha dirigido, juntamente com João Moutinho, Petit e Raúl Meireles ao Hospital Pediátrico de Viseu, onde partilharam sorrisos com muitas crianças que passam um mau momento.




No que se refere às expectativas para o Europeu, os portugueses com quem a Gazeta do Futebol falou mostraram-se optimistas e confiantes numa boa prestação da equipa das quinas: "Apesar de muito jovens, têm garra e talento. Até podem não vencer a competição, mas acho que chegam longe", diz-nos um adepto equipado a rigor com as cores nacionais.

Refira-se ainda que Deco prometeu, na conferência de imprensa que antecedeu o treino, "grandes jogos no Europeu". Essa vontade ficou marcada no relvado, ao marcar três golos e fazer dribles à altura do "mágico". Miguel Veloso foi o outro atleta a deslocar-se à sala de imprensa e demonstrou a falicidade por estar entre os convocados que vão representar Portugal no Euro 2008: "Estou bastante contente por estar aqui, pois foi um voto de confiança. Temos um grupo bastante forte e quero continuar, no futuro, a fazer parte dele". O lateral Miguel mantem-se condicionado e realizou apenas corrida.


A equipa delineada por Scolari ficou hoje completa, com as chegadas de Cristiano Ronaldo, Nani, Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira.

sábado, 27 de outubro de 2007

REPORTAGEM GAZETA DO FUTEBOL

UMA NOITE COM O “LIGA VITALIS”





O programa Liga Vitalis, que vai para o ar todas as terças-feiras no Porto Canal, é único no que toca a acompanhar os denominados “parentes pobres” do nosso futebol. A Gazeta do Futebol foi assistir, na última terça-feira, nos bastidores, a tudo o que faz mexer um dos segmentos com maior sucesso deste canal regional.


JOSÉ PEDRO PINTO


São 21h45m – o programa principia às 22h – e o primeiro convidado a chegar aos estúdios do PortoCanal é Paulo Costa, árbitro internacional. Não admira: a transmissão de hoje incidirá sobre o actual momento da arbitragem. De seguida, o moderador e a cara de todo o programa, Bernardino Barros, desce a escadaria que dá acesso à recepção do canal, envergando um fato escuro e uma camisa branca, sem gravata. Está munido do alinhamento do “Liga Vitalis” e cumprimenta Paulo Costa de forma amistosa: “Isto está atrasado, pá! Vamos lá a ver se nos despachamos…”.

A entrada em estúdio processa-se de forma rápida. O cenário, predominantemente claro, contrasta com o escuro que caracteriza o fundo deste espaço. Operadores de câmara a postos, técnicos de som de microfones em punho, assistentes de realização dando os últimos retoques nos pormenores. Bernardino Barros e Paulo Costa sentam-se à mesa, faltando os restantes três convidados: José Leirós, Isidoro Rodrigues (ex-árbitros) e José Neto (Professor e Metodologista de treino físico). “Vamos avançando, senão nunca mais começamos e eu quero despachar isto!”, desabafa Bernardino, comunicando com a régie através do auricular, pouco antes de ajudar a produção a testar todos os microfones.

Entra em estúdio José Neto, e Bernardino Barros parece aliviado por vê-lo: “ Professor, vamos embora, despache-se!”, vai dizendo com um sorriso pelo meio e um cumprimento rápido. “Isto não é o «NJogadas», pois não?”, responde o Professor, sob a forma de uma questão, aludindo ao célebre programa de debate sobre futebol da extinta NTV.

Leirós e Isidoro tiveram falta de atraso… mas conseguem chegar a tempo do início da transmissão. Apressados, lá se sentam, e, às 22h03m, Bernardino Barros dá o tiro de partida para uma hora de conversa: “Boa noite e bem-vindos a mais um «Liga Vitalis», numa semana sem campeonato. Espaço para uma paragem e reflexão no sector da arbitragem”.

Está dado o mote. Num programa em que o tema principal foi intercalado com resumos da Taça da Liga e o concurso «Penalty Cup» (os telespectadores marcam “penalties” através das teclas do telefone), os temas que vão marcando a actualidade da arbitragem juntam-se a uma mesa e são discutidos de uma forma algo informal. Paulo Costa aborda as dificuldades deste sector, José Leirós a gestão da arbitragem jovem, José Neto as metodologias de treino dos juízes e Isidoro Rodrigues a necessidade de haver apenas um modelo de gestão para toda a arbitragem. Bernardino Barros introduz as questões em tom coloquial, desprendidas de qualquer tipo de tabus, e atribui ao programa um cariz familiar, pondo à vontade os seus convidados.

Fora do ar, quando passam os resumos da Taça da Liga, a postura séria e comprometida com o estereótipo de uma transmissão televisiva em directo dá lugar ao relaxamento nas cadeiras, a risos e gargalhadas sobre situações banais do dia-a-dia mas também a uma autêntica amena cavaqueira à qual nem os três operadores de câmara conseguem escapar. Curiosidades (Paulo Costa gabava-se, a José Neto, de ter sido o introdutor dos célebres centros de treino para árbitros…), mais críticas lançadas à gestão da arbitragem… e, de novo, no ar.

Agora, a profissionalização. Sob o olhar atento e a capacidade de Bernardino Barros em alimentar o debate, os intervenientes nesta conversa lá vão opinando sobre a matéria. Paulo Costa deseja a semi-profissionalização da arbitragem, porque se coaduna com a “realidade nacional”; José Leirós prefere abordar a “clivagem” da arbitragem sob a égide de Vítor Pereira; José Neto termina o seu discurso com a frase forte de todo o programa – “O árbitro continua a ser o herói do jogo”.




22h57m: ponto final em mais um «Liga Vitalis». “Não vale a pena olhar para o relógio”, vai dizendo Bernardino Barros, ao encarar a câmara e o telespectador. “Os minutos acabam, mas prometemos voltar para a semana, já com o campeonato a rolar”.

Desligam-se as câmaras e os microfones; continua o painel a conversar, agora em verdadeiro off. A boa disposição que reinava no início continua a imperar no epílogo de mais uma transmissão. Levantam-se das cadeiras e de pronto os assistentes de realização se apressam numa súbita mudança de cenários.

Em relação a promessas, Bernardino Barros não fez só uma: ficou ainda assente a ideia de um debate mais alargado no tempo sobre o tema da arbitragem. Faltou definir a data.



3 QUESTÕES A BERNARDINO BARROS

GAZETA DO FUTEBOL: Como é que se têm “portado” as audiências do programa?

BERNARDINO BARROS: Depende muito dos temas, mas posso dizer que varia muito entre mínimos e máximos. Em termos de share, anda à volta dos 8%-11%. O primeiro pico dá-se das 22h às 22h30m e, depois, há um decréscimo porque dão os resumos da “Liga Vitalis” entre esse espaço de tempo e, depois disso, as pessoas desligam completamente. Estamos a gostar imenso de fazer este programa e, ao contrário do que foi sendo dito, este é o único programa que vai dando atenção à Liga de Honra portuguesa. A Liga de Clubes disse, no início da época, que haveria de surgir um programa nos mesmos molde que o nosso. Ainda não apareceu…


G.F.: A estratégia de uma “conversa familiar” que vem reiterando, programa a programa, é o grande segredo para o sucesso deste programa?

B.B.: É isso mesmo! Eu não vou convidar as pessoas para este espaço, que durante uma hora é a minha casa, para as tratar mal. Tenho que lhes dar hipótese de conversar, para que estejam à vontade para falar como se estivéssemos num café a discutir o fenómeno desportivo que é o futebol. Não é necessário que se fale mal; é necessário que se discuta, no bom sentido, tudo isto.


G.F.: Uma hora é pouco tempo para este programa?

B.B.: Em algumas situações sim, noutras não… No de hoje, por exemplo, penso que faltou tempo para abordar outras questões como a implementação das novas tecnologias e outros assuntos. Mas quando se começa a falar de arbitragem, é sempre assim: nunca se consegue esgotar os temas de conversa!

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

REPORTAGEM GAZETA DO FUTEBOL


Os campeonatos profissionais do futebol português arrancam este fim-de-semana e a Gazeta do Futebol não vai faltar, acompanhando todas as incidências do Leixões - S.L. Benfica que se disputa amanhã, às 21h, no Estádio do Bessa.


Não percam, domingo, as reportagens de André Matos Leite e José Pedro Pinto sobre esta partida.



GAZETA DO FUTEBOL

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

REPORTAGEM GAZETA DO FUTEBOL

DIAS DE FORMAÇÃO NO SALGUEIROS






As mágoas do passado e a nostalgia dos grandes feitos ainda não foram esquecidas, mas, agora, o presente é que interessa e aquilo a que se dá mais importância.



JOSÉ PEDRO PINTO



2005: um ano que ficará para sempre cravado na mente de todos os salgueiristas. Em Setembro desse ano, a direcção do Sport Comércio e Salgueiros anunciava o fim do futebol profissional, assinalando o término de uma das modalidades que mais alegrias deu aos seus sócios (a par do pólo aquático).

Passados pouco mais de 2 anos, é a equipa de Juniores do clube a assumir a posição de «cabeça-de-cartaz»: são os jovens jogadores do Salgueiros que, domingo a domingo, vestem a camisola vermelha e o calção branco e entram em campo para defender essas mesmas cores.

A data de 30 de Setembro de 2007 não foi excepção. O adversário é o Oliveira do Douro, de Gaia. O local é o Campo do Atlético de Rio Tinto. O período que antecede a entrada em campo das equipas permite uma maior composição da bancada coberta (a chuva também picou o ponto…), mas também dá o mote para o rescaldo do Benfica-Sporting da véspera, com recurso à imprensa desportiva diária e aos comentários sobre a arbitragem. A familiaridade entre adeptos mantém-se, tal e qual como no “velhinho” Vidal Pinheiro, antigo estádio do Salgueiros. “Bom dia! Então por aqui, mais uma vez?”, lá conseguiu dizer uma senhora, ao mesmo tempo que subia os degraus da bancada.

Os pais também lá se encontram, não perdendo um desafio dos seus pupilos, mas revestem-se de uma capa de pragmatismo quando é hora de ver quem é incluído no onze inicial. A exigência (não de perfeição, mas de entrega ao jogo) impera e nem o treinador é poupado assim que as equipas se aprontam para dar o pontapé de saída.

Logo após o apito do árbitro, os primeiros incentivos e as primeiras palmas para a equipa ficam-se… pelos minutos iniciais. A curiosidade de saber o que se passa no restante mundo do futebol e as recordações do passado tomam as rédeas do discurso dos adeptos: a rivalidade com o Leixões, o debate sobre quem é mesmo salgueirista de “gema”, os grandes produtos desta mesma formação, em anos anteriores, o estado da arbitragem nacional – “pior do que no ano passado!” – são desde logo interrompidos pelo elemento mais idoso da bancada. A mesma senhora que saudou efusivamente todos quantos se encontravam naquela bancada, lá acaba por virar as atenções para dentro de campo: “estamos aqui para ver o Salgueiros, e não para falar de penaltys!”. E, logo de seguida, um dos lances de maior perigo de todo o encontro provoca a emoção, mas também o riso pelo facto de a bola acertar duas vezes no ferro da baliza e ser cortada em cima da linha de golo. “Não se deve gritar golo antes da bola entrar, caramba!”, lá consegue dizer mais um adepto, no meio de gargalhadas. Os pais vibram com os filhos, que se encontram, in loco, no pelado fustigado pela chuva a tentar dominar o esférico da melhor maneira possível.



Ainda assim, não é possível esconder a mágoa e a raiva latente pela gestão danosa da anterior administração presidida por José António Linhares. Os sócios evitam falar desse assunto, qual tabu, mas a mesma senhora idosa lá consegue ganhar coragem para sussurrar mais algumas notícias em «primeira-mão» à jovem que a acompanha.

Na 2ª Parte, mais do mesmo: apoio incansável e incentivos às grandes jogadas da equipa; críticas e expressões de desilusão no momento de perder um golo certo ou uma bola em zona proibitiva. Tal como o erro que haveria de permitir o golo do Oliveira do Douro.

A partir daqui, o público transforma-se mesmo no famigerado 12º jogador. Aplaude o avanço da equipa em campo e perdoa um outro erro que lá se fosse dando, não perdendo, no entanto, a oportunidade de criticar de uma forma verdadeiramente hostil a arbitragem do encontro. “Estes árbitros têm todos medo das equipas de Gaia, pá!”, vocifera um adepto mais inflamado.

O empate nunca deixa de estar no horizonte tanto de jogadores como dos seus familiares, mas o tempo de jogo escassseia e o desespero começa já a fazer das suas junto de todos quantos vibram com a partida. A 5 minutos do fim, uma imagem paradigmática do adepto que deixou de poder assistir a encontros da equipa sénior, aos domingos à tarde, mas que ainda acompanha a vida do futebol de formação. Levanta-se do seu lugar e despede-se dos restantes: “Bem, vou a Leça do Balio ver os iniciados”.

O jogo termina pouco depois. Os jovens jogadores do Salgueiros saem derrotados (em quatro jogos, registam duas derrotas, um empate e uma vitória) mas os aplausos permanecem durante largos segundos. “A culpa é desta arbitragem. Levaram o Oliveira do Douro ao colo!”, continua a vociferar o adepto inconformado com o resultado.


quinta-feira, 12 de junho de 2008

GAZETA NO EURO 2008 - REP. CHECA vs. PORTUGAL (Reacções dos Adeptos)

REP. CHECA 1 - 3 PORTUGAL
GRUPO A
2ª JORNADA
STADE DE GENÉVE, GENEBRA, SUÍÇA







REDACÇÃO GAZETA DO FUTEBOL


Após a vitória de Portugal por 3-1 diante da República Checa, num jogo sofrido e impróprio para os mais enervados, os adeptos estavam ao rubro com a forte possibilidade de garantir o primeiro lugar do grupo. O entusiasmo apoderou-se de todos os que estavam presentes na Avenida dos Aliados e, pelas vozes dos corações, Portugal sagrar-se-á campeão da Europa sem muito esforço. No que toca ao melhor jogador em campo nesta partida, as opiniões dividem-se entre Pepe, Quaresma ou Ronaldo, mas numa coisa são unânimes: a equipa é o mais importante… e essa, esteve toda bem!

Fotos de toda a Reportagem: http://gazetadofutebol.hi5.com/




O que acharam do jogo.mp3 - Gazeta do Futebol




Melhor jogador em campo.mp3 - Gazeta do Futebol




Até onde pode chegar Portugal.mp3 - Gazeta do Futebol





terça-feira, 30 de outubro de 2007

REPORTAGEM GAZETA DO FUTEBOL: F.C. PORTO 3-0 LEIXÕES S.C.


A Gazeta do Futebol esteve no Estádio do Dragão a acompanhar todas as incidências de mais um clássico do Grande Porto, e viu a partida através de duas perspectivas: a dos adeptos do F.C. Porto, na bancada dos Super Dragões; e a dos adeptos do Leixões S.C., na bancada reservada para sócios e claque matosinhenses.


DO LADO DO F.C. PORTO



O REGRESSO DE UM «DERBY» REGIONAL HISTÓRICO

PEDRO ROCHA


Primeiros toques na bola, primeiros cânticos. As vozes iam aquecendo, à medida que os jogadores também o faziam no relvado. Ouvem-se os primeiros comentários sobre a constituição da equipa “da casa” enquanto se compõem os estandartes que vão ser levantados na altura da entrada das três equipas. 20 minutos para o apito inicial e a bancada pouco preenchida. O dia de trabalho e a hora a isso convidavam. As poucas pessoas que a compunham andavam em constante rodopio ora colocando fita numa haste para segurar a bandeira, ora ensaiando o bater do tambor. Com o aproximar da partida o estádio foi-se compondo. A bancada dos Super não foi excepção. O primeiro grande aplauso da noite vai para a saída da equipa no fim do aquecimento, como que um ultimo sussurro de motivação ao ouvido de cada jogador.

Pouco tempo depois o espectáculo está prestes a começar. As três equipas entram em campo e as colunas do estádio sopram o Hino do Clube. Momento surpresa: as centenas de adeptos da claque sabe o hino e canta-o com uma emoção e uma vontade de louvar. Com o início do jogo começam os cânticos a sério; todos guiados pelo “seu líder”( como gostam de chamar) cantam a uma só voz as primeiras canções de apoio à equipa. O líder passa 80 minutos do jogo de costas para ele. Inicia os cânticos e puxa pelos mais tímidos ou amorfos. “Quero ver tudo a cantar” foi das frases mais utilizadas por Fernando Madureira ,“o Macaco”, para os super. A equipa da casa empurrada pelos seus adeptos entra forte e aos 5 minutos faz o primeiro golo. A bancada explode de alegria. Os adeptos atiram-se uns contra os outros e a felicidade é total. Talvez por isso se perceba a paixão pelo futebol. Na bancada esquece-se tudo. Durante 90 minutos cada pessoa anónima tem oportunidade de esquecer os problemas e viver só o clube. Mas são só 90 minutos.

“Lisandro Lopez” “Lisandro Lopez” “Lisandro Lopez” “Lisandro Lopez” – foi o grito mais ouvido imediatamente a seguir ao golo como forma de idolatrar o marcador do primeiro.

Os cânticos não pararam com o golo. Todos continuaram a cantar. As músicas de apoio têm uma forte ligação à cidade e à região do Porto. O estilo é inconfundível e as letras só fazem sentido se cantadas com o “sotaque” tripeiro. Quando havia pequenas paragens logo o líder se insurgia a cantar e a acordar toda a companhia. A equipa do dragão ampliou a vantagem pouco tempo depois e a euforia já não foi tão grande. Nada como o encanto do primeiro. Ainda assim festejaram e gritaram a bom som o nome do seu marcador. Ainda que Tarik Sektioui seja um nome manifestamente dificil de dizer. Pior de cantar. 2-0 mas a claque não se calou. “Até ao intervalo sempre a cantar” dizia o líder, e assim foi. Chegado o intervalo foi tempo de refrescar as gargantas ou então aconchegar o estômago. Mais de metade da claque seguiu estes exemplos. A outra metade ficou em amena conversa. Grande parte desta gente conhece-se há longos anos. Acompanham o Porto para todo o lado, e ao compartilharem o mesmo espaço acabam por surgir naturais amizades ou relações de empatia.

Chegado o segundo tempo voltaram os cânticos. Agora com menos intensidade. O jogo já practicamente decidido convidava a isso mesmo. A equipa adormeceu por momentos e ouviram-se os primeiros assobios. Do resto do estádio porque nos super ninguém assobia a equipa. Em resposta a este facto os cânticos ganharam nova vida como que tentando acordar a equipa. Cada jogador tem música personalizada. E com o aproximar tranquilo do fim da partida foi tempo para as cantar. Os 11 jogadores em campo tiveram direito a cântico. Excepto Mariano Gonzalez mas( e quero acreditar que sim) por mero esquecimento. Os jogadores respondiam quando podiam, ou batendo palmas, ou levantando o polegar em forma de agradecimento pela ovação. O final da partida não chegou antes do 3-0 e nova onda de euforia. “Lisandro Lopez Lisandro Lopez” voltou-se a ouvir mas muito mais baixo. O final chegou pouco depois e o aplauso à equipa foi unânime. Os adeptos sairam felizes mas sem grandes loucuras, afinal foi só mais uma no reino do Dragão.

E vão oito.





DO LADO DO LEIXÕES S.C.


SE O APOIO DOS ADEPTOS DESSE VITÓRIAS…



JOSÉ PEDRO PINTO


Foi pouco antes do início da partida, quando as duas equipas perfilavam para a Tribuna Presidencial do Estádio do Dragão, que a festa começou na bancada que albergou, por 90 minutos, os adeptos leixonenses. Com o hino do F.C. Porto em fundo, os matosinhenses ergueram os cachecóis e aplaudiram a sua equipa. “Matosinhos, allez!”, repetido vezes sem conta, durante a partida, ecoou pelo Dragão: era o sinal de que os forasteiros não se tinham deslocado ali para entregar a vitória aos «azuis-e-brancos» de mão beijada. Predominantemente encarnada, a bancada cedo se compôs, e não havia nem uma alma que não pensasse nos 18 anos que já passavam desde o último encontro frente ao F.C. Porto.

O esférico girou, e os primeiros minutos da partida foram fatais: o apoio era incondicional, apaixonante até, mas o F.C. Porto cedo se encarregou de estragar a festa aos cerca de 1500 leixonenses que ao Dragão se haviam deslocado: primeiro Lisandro, depois Tarik a colocarem o score, à passagem do madrugador minuto 8’, em 2-0. Era o desânimo entre os sócios, mas apenas mais uma oportunidade para a claque «Máfia Vermelha» exprimir todo o amor que sentia pelo clube… através da música. Instantaneamente, as gargantas inflamadas pela dor da derrota deixaram de o ser, entoando a plenos pulmões todas as indicações que o líder do grupo lá ia dando através do altifalante.

A equipa do Leixões esboçava uma reacção? Era imediatamente recompensada com palmas e o “Muito bem, pá!” da praxe. Um jogador arruinava uma jogada colectiva com um mau passe? “Eh pá, este gajo é sempre a mesma coisa!”. A paixão do adepto que, bem agasalhado contra o frio lá conseguia bater palmas à exibição pouco inspirada da equipa demonstrava uma só coisa: a esperança em que a 2ª Parte fosse um pouco melhor…

Não o foi, de facto. A reacção ténue continuava, com processos lentos por parte da equipa e os espectadores começavam a ficar impacientes nos seus lugares. “Sabes que mais?”, dizia um deles para o amigo. “Devíamos era ser sócios de um clube que não nos fizesse sofrer. E nem vimos a Carolina (Salgado)!”. Os risos espalham-se a toda a periferia, não obstante a turma que apoiavam não estar numa das suas noites de inspiração. A 20’ do fim, as opções tácticas de cada adepto começavam a surgir, com o alvo preferido a ser o treinador, Carlos Brito. “Como é que uma equipa só remata uma vez à baliza em 90 minutos?!”, lá se conseguiu insurgir um adepto mais “tocado” pela bebida.

80’: o canto final do cisne. Mais uma das jogadas brilhantes de Quaresma, a ir à linha de fundo e a cruzar para a pequena-área onde Lisandro cabeceou, de cima para baixo, fechando o marcador em 3-0. A debandada geral de adeptos leixonenses foi a consequência. Na cabeça de cada um, já estava o próximo jogo. Ainda assim, se uns saíam, a claque ficava até ao fim. Desde o minuto 1’ ao 90’, coloriram o Estádio do Dragão, apresentando-se a 100% e prontos a apoiar a equipa, de forma incansável, até que recolhessem, pela última vez, aos balneários.