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sábado, 18 de outubro de 2008

EDITORIAL


RESPONDER OU NÃO RESPONDER



É complicado elaborar um editorial em que tomamos uma posição clara quanto a um assunto tão melindroso como este. Como vem sendo política deste projecto, mais uma vez optamos por não fugir à regra: criticamos a falta do direito ao contraditório na notícia do jornal A BOLA mas também estranhamos uma ausência de reacção da Direcção «axadrezada» a tais acusações.




Os princípios académicos que nos tentam incutir no tocante à maneira como elaborar um editorial assentam na ideia de que um texto desta natureza deve cumprir, em linhas gerais, duas funções: ser informativo e esclarecedor assim como reflectir uma posição tomada por um órgão de comunicação social sobre este ou aquele tema.

Esta semana: primeiro informamos e esclarecemos; depois, tomamos posição.

Foi uma semana agitada, aquela porque passou o Boavista. O Bessa esteve sob fogo cruzado, por força de uma notícia publicada no passado domingo pelo jornal A BOLA na qual se afirmava que a Direcção boavisteira havia pago duas deslocações da claque «Panteras Negras» ao Algarve para acompanhar a equipa «axadrezada» a Olhão e Portimão, no valor de 1500 Euros. Uma fonte que preferiu manter o anonimato, mas que faz parte dos quadros administrativos do Boavista, deu a informação a um profissional do já citado diário desportivo, adiantando ainda que muitos funcionários estariam com alguns meses de salários em atraso. A mesma fonte mostrou-se indignada pelo facto de a Direcção encabeçada por Álvaro Braga Júnior ter, supostamente, pago a tal deslocação dos elementos da claque e os salários estarem ainda por saldar. O jornalista que assina a peça, no entanto, não cumpriu uma regra deontológica básica do sector: o direito ao contraditório junto dos visados pela notícia. A Direcção do Boavista, por seu turno, optou por não reagir nem publicar um comunicado oficial no seu sítio na Internet para refutar as acusações lançadas na praça pública.

No início desta semana, a redacção da Gazeta do Futebol decidiu investigar um pouco mais a estória. Os contactos desenvolvidos pela nossa equipa incluíram o Departamento de Comunicação do Boavista, Álvaro Braga Júnior, Presidente da Direcção, assim como o líder dos «Panteras Negras». A versão apresentada por todas as partes desmente o teor da notícia. Mais: confirmam-nos que as relações com o jornal A BOLA estão cortadas.

É complicado elaborar um editorial em que tomamos uma posição clara quanto a um assunto tão melindroso como este. Como vem sendo política deste projecto, mais uma vez optamos por não fugir à regra: criticamos a falta do direito ao contraditório na notícia do jornal A BOLA mas também estranhamos uma ausência de reacção da Direcção «axadrezada» a tais acusações.

Este foi um tema que agitou em demasia as águas que passam por um Bessa já de si turbulento. Curiosamente, pouco ou nada foi repercutido nos media nacionais acerca deste assunto.

A fechar, um recado: entendam-se, meus senhores.




segunda-feira, 5 de novembro de 2007

ENTREVISTA GAZETA DO FUTEBOL

2ª Parte


MANUEL TAVARES


“O QUE SE PEDE É QUE NÓS, JORNALISTAS, SEJAMOS QUALIFICADOS E HONESTOS"



DIANA VASCONCELOS
(em trabalho especial para a Gazeta do Futebol)



GAZETA DO FUTEBOL: É do conhecimento público que o Manuel Tavares é portista. Acha que isso é um pretexto para que o jornal seja visto como um meio que serve os interesses do FCP?

MANUEL TAVARES: Em relação a isso só lhe digo que ninguém põe em questão o facto do Marcelo Rebelo de Sousa ser do PSD e comentar política no principal canal público de televisão. As pessoas são sempre de algum partido, de algum clube, de alguma religião. O que se pede é que sejamos profissionalmente qualificados – e honestos acima de tudo. Provavelmente, as pessoas que são declaradamente de um partido ou de um clube até acabam por ser mais cuidadosas. Até certa altura, os árbitros de futebol diziam todos que eram da Académica ou do Atlético. A partir do momento em que deixou de ser problema um árbitro assumir a sua condição de adepto temos visto árbitros portistas, benfiquistas ou sportinguistas apitar jogos dos seus clubes de preferência e nem por isso o fazem com mais erros que anteriormente, quando negavam esse afectos para não serem afastados dos grandes clássicos.


G.F.: Pois, mas se eles erram e calham de beneficiar aquele que é o seu clube, mesmo sem querer, vão ser acusados…

M.T.: Pois, mas os erros acontecem não por se ser portista, benfiquista ou sportinguista. Os erros são produto das circunstâncias ou de má qualificação profissional ou da falta de ética.


"NÃO ME PARECE QUE AMANTES DE DIRIGENTES POLÍTICOS INTERESSEM AOS LEITORES D' O JOGO"



G.F.: Quais são os critérios editoriais d’O JOGO?


M.T.: O primeiro é que notícia é notícia e opinião é opinião.


G.F.: Às vezes misturam-se…

M.T.: Às vezes misturam-se, sim. Quando se está a escrever um relato de futebol tem de estar lá a nossa opinião, senão o relato seria a mera constatação dos factos que vão do minuto 0 ao 90 e isso seria insuportável para o leitor de hoje que, antes do jornal, já sabe tudo, ou quase tudo, do que aconteceu pelas rádios e pelas televisões ou pela NET..
Outro critério editorial central é o do respeito pela vida privada das pessoas, pela sua intimidade. Só entramos nesse círculo íntimo desde de dentro dele surja matéria de evidentíssimo interesse público, o que no caso de O JOGO geralmente tem a ver com implicações na expressão pública dos desempenhos desportivos. Não me parece que amantes de dirigentes políticos sejam matéria de interesse para os leitores de O JOGO.
Outro critério é o de que se alguém é acusado é preciso ouvi-lo antes de noticiar. Nem sempre é possível em tempo útil, mas quando isso acontece temos de insistir nas horas e até dias seguintes. Mesmo sabendo que há quem prefira desligar o telemóvel.
Também é nosso princípio editorial criar todas as condições para a igualdade de tratamento dos emblemas e esta é uma questão muito sensível entre os três grandes.


G.F.: O JOGO tem duas edições.


M.T.: Começamos por ter duas edições porque era impossível produzir no Porto e fazer o jornal chegar ao Algarve às sete da manhã. A partir desse dado, a nossa Redacção em Lisboa ganhou uma autonomia tal que hoje as duas edições são distintas no plano editorial. Alterámos as primeiras páginas e o próprio alinhamento noticioso, mas isso não quer dizer que noticiemos de uma modo para o Norte e de outro para o Sul.


"O «RECORD» TEM UMA POSIÇÃO QUE É A DE FALAR MAL DO FUTEBOL"



G.F.: Jornalismo objectivo é o que se deve dar aos leitores, mas o sensacionalismo é, muitas vezes, o que vende. Como encara e ultrapassa esta dualidade?

M.T.: Pois, não ultrapasso porque não creio que a comunicação social possa comportar-se como vanguarda do que quer que seja, muito menos dos valores éticos e estéticos. Estamos a passar por uma fase em que a sociedade consome muito sensacionalismo mas acho que esta etapa vai passar porque as pessoas vão cansar-se das tricas. E acho mais: a imprensa sensacionalista vai ter um problema maior do que a imprensa clássica quando isso acontecer. Os sinais estão aí: os escândalos começam a surgir na Internet muito antes de poderem ser impressos. Ainda agora o Mourinho tentou impedir com uma providência cautelar que um escândalo impresso nas páginas do Sun chegasse a Portugal, e enquanto ele andava a tentar evitar isso o escândalo já circulava em montes de sites.


G.F.:
Então, como é que o Record, acusado de ser sensacionalista, vai sobreviver?

M.T.: O Record tem uma posição há anos que é a de falar mal do futebol. É evidente que o futebol tem todos os pecados e todas as virtudes de todas as outras áreas sociais, mas tem uma coisa que as outras áreas não têm: paixão. A paixão torna o futebol quase sanguinolento e o Record tem ido por aí..


G.F.: Sempre teve paixão pelo jornalismo?

M.T.: Sempre. Mesmo quando estava a tirar o curso de engenharia electromecânica.


"JÁ NÃO ME APETECE TRABALHAR MUITO MAIS..."



G.F.: Alguma vez pensou chegar onde chegou?

M.T.: Não, nunca. Fui convidado pelo senhor Joaquim de Oliveira para ser director d’O JOGO quando ainda estava no Público. Convidou-me para jantar, disse-me que provavelmente ia comprar O JOGO e perguntou-me se eu queria o cargo. Disse-lhe que achava que não tinha feitio nem jeito para a função, mas ele é muito persuasivo e ao fim de meia hora estava convencido que seria o melhor director para O JOGO. Já trabalhava há uns 8 anos no Público e já não havia coisas muito excitantes a fazer e isso também me levou a aceitar o convite. Na altura, O JOGO era distribuído duas vezes por semana, depois passou a três e ainda a cinco antes de ser diário. Voltou à origem porque quando nasceu, há 20 e tal anos, O JOGO foi o primeiro jornal desportivo diário.


G.F.: Acha que a sua carreira acaba aqui?


M.T.: Espero bem que sim, já não me apetece trabalhar muito mais. (risos)


G.F.: De todos os sítios onde já trabalhou, qual foi o que lhe ofereceu experiências mais positivas?

M.T.: Evidentemente que foi O JOGO porque é um filho meu. Quando cheguei aqui este jornal era uma coisa morta. O JOGO vendia cerca de 8 mil exemplares. Agora vende na casa dos 40 mil.


G.F.: Foi um processo longo…

M.T.: Foi longo e nunca vai acabar. O difícil não é ganhar um campeonato. O difícil é ganhar dois, três e mantermo-nos no topo.



clique aqui: 1ª Parte desta entrevista

sábado, 17 de maio de 2008

EDITORIAL


«APITO FINAL»: HÁ QUE QUESTIONAR



Com este Editorial, a Gazeta do Futebol limita-se a questionar o que de errado lhe soou em todo este processo do «Apito Final».



Uma nota prévia: a Gazeta do Futebol não se irá pronunciar sobre a legitimidade da Comissão Disciplinar da Liga de Clubes quando decidiu punir clubes, dirigentes e árbitros, num anúncio feito na passada sexta-feira, dia 9 de Maio de 2008, no âmbito do denominado processo do «Apito Final». A equipa liderada por Ricardo Costa sustentou as suas decisões em matéria contida nos regulamentos em vigor nas competições profissionais do futebol nacional, pelo que apenas nos limitaremos a questionar – e nada mais – todo o corropio alimentado em volta de uma decisão importante na prossecução da “verdade desportiva”.


Contudo, não se pode descurar que algumas questões têm que ser feitas, mesmo ficando sem resposta até à data da publicação deste texto.


Podemos questionar o timing escolhido pela Liga de Clubes para divulgação de uma tal decisão? Podemos, porque ainda falta saber em que moldes os recursos serão apreciados pelo Conselho de Justiça da FPF. Podemos questionar o porquê de tão pomposa conferência de imprensa para enaltecer o papel da Liga de Clubes em todo este caso? Podemos, pela simples razão de que apenas tinham que ser divulgadas as decisões, ponto final. Podemos questionar o porquê de a decisão já estar nas bancas de jornais há mais de um mês? Podemos, porque houve fuga de informação da Comissão Disciplinar e isso pode (e deve) ser punido pela justiça desportiva.


Tal como indicado no início do texto, a Gazeta do Futebol limita-se a questionar o que de errado lhe soou em todo este processo do «Apito Final». Poderíamos ainda questionar o porquê do uso de escutas telefónicas em casos de simples processos disciplinares ou ainda a reabertura de casos já arquivados pela Justiça portuguesa. No entanto, ficamos somente pelo referido no terceiro parágrafo. As questões estão lançadas; espera-se agora uma discussão saudável na praça pública sobre todos estes assuntos. A Gazeta do Futebol deu, com este texto, a sua contribuição para que o «Apito Final» seja devidamente analisado.


sábado, 31 de janeiro de 2009

EDITORIAL


ATÉ…




Demos o pontapé-de-saída em Julho de 2007. 16 meses depois, apitamos para o final de uma fase da nossa carreira de jornalistas que nos treinou para o que iremos enfrentar no futuro. Um caminho com mais calma do que percalços, onde a amizade imperou mas em que a responsabilidade de cada um também teve um peso considerável no sucesso que, achamos, este projecto alcançou.




Segunda-feira, dia 26 de Janeiro de 2009. Despida de gente, a redacção do Jornalismo Porto Net / Jornalismo Porto Rádio via abrir-se uma tarde chuvosa e fria de Inverno. As 14h tinham já passado há muito quando os primeiros elementos da redação da Gazeta do Futebol, resistentes mas atrasados, começavam a chegar. A antecâmara de mais uma reunião semanal (por sinal, a última), para determinar a agenda da semana, decidir quem assinava o comentário da sexta-feira que se aproximava, escolher temas para o editorial, distribuir trabalho para os jogos dos quartos-de-final da Taça de Portugal.

Pelo meio, impropérios e palavras que jamais ousarão sair do nosso seio, muita boa-disposição, comentários bem-humorados, provocações mesquinhas entre o André e o Pedro, trocas de ideias entre a Patrícia e o Zé, com o Guilherme a espicaçar as discussões em duas frentes. Por força de compromissos académicos, tínhamos todos prometido à Patrícia que a reunião seria breve. Nada mais errado. 30 minutos em que a distribuição de trabalho se processou em três tempos, mas que o “bichinho” de analisarmos, no início de cada semana, os casos da jornada, os melhores golos ou os falhanços se encarregou de alongar o último encontro da Gazeta do Futebol.

Demos o pontapé-de-saída em Julho de 2007. 16 meses depois, apitamos para o final de uma fase da nossa carreira de jornalistas que nos treinou para o que iremos enfrentar no futuro. Um caminho com mais calma do que percalços, onde a amizade imperou mas em que a responsabilidade de cada um também teve um peso considerável no sucesso que, achamos, este projecto alcançou.

Relembramos os bons momentos que passámos entre todos na cobertura de jogos da Liga Portuguesa. Quando entrávamos nas zonas reservadas à comunicação social dos estádios, o nervoso miudinho apoderava-se de nós, mas rapidamente nos sentávamos e ligávamos os computadores. Era ver as equipas destacadas a rir que nem umas desalmadas com um golo perdido de baliza aberta ou um erro grosseiro do guarda-redes. Era ver as equipas destacadas saírem apreensivas dos estádios onde nos deslocávamos quando os adeptos, irados, esperavam alguém à porta.

E que dizer da cobertura do Euro 2008’? Inolvidável. Verdadeiramente inolvidável. Os relatos sentidos e emocionados do André, do Pedro, do Zé. A reportagem volante e activa da Patrícia. A alegria de ver a nossa Selecção marcar um golo e de poder presenciar toda a festa, in loco, com os portugueses.

Olhando para trás, fica já o sentimento de nostalgia. Não foram poucas as vezes em que, nas salas do curso de Ciências da Comunicação, na Praça Coronel Pacheco, escrevíamos as notícias, acompanhávamos conferências de imprensa através da web, da rádio, da televisão, divagávamos nos comentários semanais. Os vídeos mais engraçados do mundo do futebol eram vistos em grupo «n» vezes e o barulho do júbilo chamava mais boa gente lá do curso para se juntar a nós.

E podíamos estar aqui a escrever muita coisa sem sentido, mas que só iria ajudar a traçar o perfil da sua Gazeta do Futebol. Um pequeno grupo de aspirantes a jornalistas (exceptuando o Pedro, cujo coração há muito pende para o lado da assessoria da comunicação) que quis colocar em prática todos os conceitos que assimilou nas aulas.

Na tal última reunião, as palavras de encerramento ficarão para sempre na memória. O Guilherme, no seu jeito gingão, começou: “O melhor corpo redactorial possível”. As palmas seguiram-se. Prosseguiu o André, apoderando-se do gravador: “Os meus colegas mais antigos concordam, este editor até hoje ainda não nos pagou um único ordenado. Nada!”. O Pedro ainda alinhou pelo mesmo diapasão: “Estou pior que os jogadores do Estrela… já não recebo há 15 meses e as Finanças já hipotecaram o meu plasma e a minha Playstation!”. A Patrícia continuou na toada das críticas: “Aí está a explicação de eu ainda não ter passado a Int. à Economia. A culpa é do Zé que não paga”. O visado preferiu optar pela diplomacia e por uma posição salomónica: “Foi um prazer ter trabalhado convosco… apesar de tudo!”.



(NOTA DO EDITOR


A ideia fervilhava na minha cabeça há meses: arranjar um espaço onde pessoas como eu, interessadas em seguir jornalismo desportivo (ou não…), pudessem treinar e cometer todos os erros possíveis antes de saírem para as redacções de muitos órgãos de comunicação social. Entrou o André, logo de início; seguiram-se-lhe a Patrícia e o Pedro; o Guilherme seria o último a entrar para este grupo. A juntar a estes nomes, Bernardino Barros, Nuno Moutinho, Rita Oliveira, Diana Vasconcelos, David Fernandes, Adriano Cerqueira. Sem prejuízo de outros nomes, compreenderão quando as palavras que abaixo reservo vão direitinhas para os primeiros 4. Os 4 «magníficos».

A todos eles o meu muito obrigado. Fizeram com que vivesse o sonho que acalentava há muito, empenharam-se, sacrificaram-se e fizeram desta Gazeta do Futebol aquilo que ela foi, é, e será para todo o sempre.

Os louros, os créditos os elogios: todos para vocês. Fui apenas a pessoa que vos distribuía trabalho, um mero peão no meio de um xadrez repleto de mais-valias para o meio das Ciências da Comunicação.

Conseguimos assentar, em 5 estacas, as bases de um projecto que, esperamos, possa vir a servir de inspiração para outros “delfins” no campo do jornalismo.

Mas é a vocês, André, Guiherme, Patrícia, Pedro, que quero dizer um “até…”. Não um “até já”, porque será difícil, no futuro próximo, conseguirmos erguer mais uma maluqueira destas. Simplesmente um “até…” porque teremos sempre na memória o que passámos nestes últimos 16 meses e porque, um dia bem mais tarde, estaremos todos a beber um copo e a relembrar esses belos momentos.)

sábado, 31 de maio de 2008

EDITORIAL


AS MELHORAS PARA

RUI ORLANDO E CARLOS RODRIGUES




Os elementos que compõem a redacção da Gazeta do Futebol tomaram conhecimento do sucedido na noite de sábado, através do próprio Carlos Rodrigues, nosso colega de curso em Ciências da Comunicação. Através dos media? Nada. Apenas a Agência Lusa se dignou a noticiar um acidente de alguma gravidade na A25, mas sem referir os intervenientes mais directos. Lamenta-se a pouca atenção dada.




Sexta-feira, dia 23 de Maio. Uma equipa de reportagem da SportTv dirigia-se para Viseu, onde iria cobrir mais um treino da Selecção Nacional. Em plena A25, o carro onde seguiam o produtor José Luís Coimbra e os jornalistas Rui Orlando e Carlos Rodrigues derrapou em plena estrada devido a óleo derramado no asfalto. Três vezes bateu nos separadores de vias e uma última, numa rocha. Se José Luís Coimbra não sofreu ferimentos graves, o mesmo já não se pode dizer dos outros dois profissionais que seguiam na viatura: Rui Orlando fracturou a clavícula, duas costelas e três vértebras, esperando-o uma recuperação prolongada, fora dos ecrãs e afastado do Euro 2008’; Carlos Rodrigues acabou com uma perna contundida e algumas escoriações.


Os elementos que compõem a redacção da Gazeta do Futebol tomaram conhecimento do sucedido na noite de sábado, através do próprio Carlos Rodrigues, nosso colega de curso em Ciências da Comunicação. Através dos media? Nada. Apenas a Agência Lusa se dignou a noticiar um acidente de alguma gravidade na A25, mas sem referir os intervenientes mais directos. Lamenta-se a pouca atenção dada.


Tratavam-se de profissionais que se dirigiam para um local de reportagem, onde iriam trabalhar e onde iriam exercer a sua profissão mas, pela relevância destes para a formação da “opinião pública” (sem notícias e sem jornalistas esfuma-se o sentido da expressão), a equipa da Gazeta é da opinião de que este acidente deveria ter tido mais cobertura mediática. Rui Orlando é um dos jornalistas com mais experiência em Portugal e vai ficar afastado da mega-operação que a SportTv afirma ter preparada para o Euro 2008. E todos sabemos como é um imenso orgulho para um jornalista estar presente em grandes competições desportivas.


Não pedimos que fosse montado um autêntico circo mediático á volta do assunto. Apenas uma referência ao sucedido. Da parte da Gazeta do Futebol, um mea culpa. Pelo facto de não termos prestado mais atenção ao meio jornalístico para nos apercebermos a tempo de um acidente noticiável na nossa página web, mas também pelo facto de que, sabendo do sucedido apenas na noite do dia seguinte, estava já perdido o tempo útil para a publicação de algo sobre este lamentável sucedido.


As melhoras para Rui Orlando e Carlos Rodrigues. De toda a equipa Gazeta do Futebol.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

DUAS NOVAS RÚBRICAS NA GAZETA DO FUTEBOL



A partir desta semana, a Gazeta do Futebol apresenta-lhe duas novas rúbricas:






  • Aos Sábados, EDITORIAL. Fique a saber qual a opinião dos redactores da Gazeta do Futebol sobre os grandes temas do desporto-rei português.



  • Às segundas, de manhã, ANÁLISE DA JORNADA. Patrícia Martins faz o rescaldo do fim-de-semana após cada jornada da Liga Portuguesa.






GAZETA DO FUTEBOL









sábado, 29 de novembro de 2008

EDITORIAL


UMA ÁGUIA BIPOLAR



Estamos perante um emblema com identidade dupla. A excelente campanha do S.L. Benfica na Liga Portuguesa é de louvar, sobretudo se atendermos às péssimas épocas que o passado se encarrega de relembrar. Mas o que dizer da quebra anímica na Europa do futebol?



Quem olha para a tabela classificativa da Liga Portuguesa vislumbra, bem lá no alto, para além do sensacional Leixões, mais uma formação num excelente momento. O S.L. Benfica de Quique Flores até deu o pontapé de saída neste campeonato com a chuteira esquerda, mas recupera terreno, nas últimas jornadas, com exibições sólidas e resultados condizentes.

Quem olha para a tabela classificativa do grupo B da Taça UEFA, vislumbra, bem lá no fundo, uma equipa «encarnada» no extremo daquilo a que já habituou os portugueses em competições domésticas: os jogos são sofridos, os golos adversários aparecem em catadupa, as derrotas acumulam-se. E o S.L. Benfica está mesmo com um pé fora da competição uefeira quando o sorteio e o agendamento de jogos não eram assim tão complicados.

O que nos leva a acreditar que estamos perante um emblema com identidade dupla. A excelente campanha do S.L. Benfica na Liga Portuguesa é de louvar, sobretudo se atendermos às péssimas épocas que o passado se encarrega de relembrar. Mas o que dizer da quebra anímica na Europa do futebol?

Não há dúvidas de que Quique tem uma boa filosofia profissional e coloca em prática métodos avançados e altamente competentes para colocar a sua equipa a “jogar à bola”. Tem-lo feito, com algum brio, e até a «estrelinha» de campeão lhe parece sorrir nas últimas partidas do campeonato.

Tem também ao seu lado um Director-desportivo estreante nestas andanças que parece, ao fim de alguns meses de administração clubística, começar a dar as cartas de que o treinador espanhol necessita para levar o barco a bom porto.

Falta uma maior predisposição dos jogadores para encararem a Taça UEFA com a mesma garra e aplicação que mostram na Liga Portuguesa. Falta um departamento médico que recupere os atletas de pequenas lesões a 100%. Falta um bom departamento de prospecção que aposte nos mais jovens para o futuro.

Dois homens não mudam o mundo. E parece que este S.L. Benfica navega a duas velocidades. O que pode ser um factor decisivo na hora de assinar o título de campeão nacional, vencedor da Taça de Portugal ou da Taça da Liga. Sim, porque a UEFA está por um canudo.



sábado, 5 de julho de 2008

EDITORIAL


AINDA O EURO 2008:
MAIS IMPARCIALIDADE, POR FAVOR


O ponto 1 do Código Deontológico dos Jornalistas Portugueses indica que “o jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. (…) A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público”. Faltou uma grande dose de imparcialidade a muitos dos profissionais portugueses presentes em Viena.



A final do Euro 2008 viu subir ao relvado do Ernst Happel, em Viena, as duas nações do futebol que mereceram, por força de um desfecho positivo nas partidas anteriores, o acesso a uma partida em que o título de melhor selecção da Europa seria atribuído. Os 90’ regulamentares trouxeram a vitória a Espanha e Casillas, capitão da turma orientada por Aragonés, acabou por erguer o troféu. Até aqui, tudo bem, tudo normal.

Contudo, o que se viu da parte de muitos jornalistas portugueses, durante esta mesma final, foi uma clara violação dos princípios éticos e deontológicos mais nobres da classe, com a tomada de um partido – o espanhol – pela simples razão de que o adversário era tão-só a Alemanha, que havia eliminado Portugal nos quartos-de-final.

Sejamos concretos: o ponto 1 do Código Deontológico dos Jornalistas Portugueses indica que “o jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. (…) A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público”. Faltou uma grande dose de imparcialidade a muitos dos profissionais portugueses presentes em Viena.

É inaceitável que se tome um partido, durante a realização de um trabalho jornalístico de âmbito desportivo. A única excepção à regra, bem sustentada, passa-se aquando dos jogos da Selecção Portuguesa (e, eventualmente, durante a presença de equipas portuguesas em competições europeias), nunca esquecendo os critérios de seriedade e honestidade que regem a relação dos media com o público. É tão simples quanto isso.

O que se viu, em muitos dos trabalhos realizados por muitos jornalistas portugueses, foi uma clara deturpação de certos acontecimentos. Falou-se de “arrogância alemã” quando os adeptos germânicos abandonavam, cabisbaixos, o estádio, após a partida. Pudera. Tinham perdido. Foi clara, durante todo o jogo, uma tendência para elevar o futebol espanhol e para denegrir a estratégia alemã. Tudo porque os germânicos já tinham atirado com Portugal para fora do Europeu.

Lamentam-se estas atitudes. Lamenta-se o facto de que todos os portugueses foram mal informados, antes, durante e após a final do Euro 2008, com indicações parciais de jornalistas com experiência a mais para cometerem tais erros. Por vezes, o estatuto faz esquecer a responsabilidade social do profissional de um órgão de comunicação social. Não devia.


sábado, 28 de junho de 2008

EDITORIAL


DIAGNÓSTICO: «FLOP»



O futebol está diferente. A Rússia é o paradigma de uma nova visão e a ela se juntam a Espanha e, a espaços, a própria Alemanha. Para equipas que demonstram debilidades, como a França ou a Itália, o aeroporto é o caminho indicado. Há um «espaço vital» deste mundo, ao qual só os bons têm acesso. Os restantes, os «flops», são recambiados para casa.



29 de Junho, Viena: data e local da final de mais um campeonato da Europa de Selecções nacionais. Chega ao fim uma organização a dois – Áustria e Suíça – de um Euro 2008 em que, mais do que analisar o segredo do sucesso russo ou a garra turca, importa chegar a uma breve e cruel conclusão: não vale a pena antever partidas no plano teórico e estatístico.

A queda precoce dos favoritos a erguer a taça Henry Delaunay, no Ernst Happel, coloca-nos perante o assumir dessa evidência, em que os media desportivos apenas se limitam a colorir as páginas de jornais, as transmissões televisivas e as reportagens radiofónicas antes das partidas. Contam, isso sim, apenas as indicações estatísticas no final do jogo, aquelas que demonstram que a equipa «A» rematou mais vezes à baliza do que a equipa «B» e que, por isso, acabou por sair pela porta grande, vencendo.

Um autêntico «flop» foi o que redundou na campanha das Selecções nacionais que almejavam o título de campeãs europeias. Falta de qualidade? Sobranceria? Venha o diabo e escolha. O que todos vimos foi uma França a ser afastada sem um único relance de bom futebol e uma Itália cujo cinismo finalmente saiu vergado perante um estilo ofensivo de «nuestros hermanos». Falando de Portugal, pecou apenas por não ter perdido o respeito perante a «Mannschaft». Pormenores que se tornaram em “pormaiores”.

Em Junho de 2004, a Grécia surpreendeu o mundo do desporto-rei, depois de uma saída triunfal do Estádio da Luz, erguendo o caneco e vencendo um europeu à defesa. Em Junho de 2006, foi a vez da Itália dar também ela um ar da sua graça, com Marcelo Lippi a orientar os transalpinos num «catenaccio» bem eficaz mas em nada bonito de se ver. Contudo, Berlim viu Cannavaro erguer a copa do mundo.

O futebol está diferente. A Rússia é o paradigma de uma nova visão e a ela se juntam a Espanha e, a espaços, a própria Alemanha. Para equipas que demonstram debilidades, como a França ou a Itália, o aeroporto é o caminho indicado. Há um «espaço vital» deste mundo, ao qual só os bons têm acesso. Os restantes, os «flops», são recambiados para casa.

sábado, 24 de maio de 2008

EDITORIAL


COMO UMA FORÇA QUE

NINGUÉM PODE PARAR




Já cá não moram Figo, Rui Costa, ou Pauleta. A fase é nova. Agora, pede-se a Scolari o mesmo tipo de discurso motivador para os seus «meninos» e a explicitação clara de que a qualidade do seu grupo de trabalho é mais do que suficiente para voltar a fazer os portugueses sorrir, chorar a rir e festejar golos. Muitos golos.




Milhares de pessoas no Fontelo, em Viseu. Dejá vu? Não. Mais do que isso: realidade. A Selecção de todos nós iniciou, esta semana, o estágio de preparação para mais um campeonato da Europa e o momento mais marcante não foi o atraso de Pepe ou a ausência dos atletas que iriam disputar a final Liga dos Campeões. O que valeu mesmo a pena foi reviver. Reviver a paixão pelo futebol que os portugueses ainda não esqueceram, reviver a alegria que a equipa das «quinas» ainda vai dando a 10 milhões de almas, reviver os gritos eufóricos e as expressões de felicidade que todos nós mostrámos nos segundos fulcrais das duas últimas campanhas nacionais de 2004 e 2006.


Já cá não moram Figo, Rui Costa, ou Pauleta. A fase é nova. Agora, pede-se a Scolari o mesmo tipo de discurso motivador para os seus «meninos» e a explicitação clara de que a qualidade do seu grupo de trabalho é mais do que suficiente para voltar a fazer os portugueses sorrir, chorar a rir e festejar golos. Muitos golos.


Já cá não moram muitos dos adeptos que viveram e vibraram com as grandes exibições de uma outrora era do futebol nacional em que brilhámos no Mundial 66’ e no Euro 84’. Agora, pede-se aos que hoje apoiam as cinco quinas da bandeira que saiam de suas casas, vejam os jogos com os amigos e pintem as ruas com cânticos e gritos de apoio. Tudo para que a Selecção se sinta reconfortada e com a certeza de que tem um país inteiro atrás de si. Como uma força que ninguém pode parar.


A promessa, essa, também nós a fazemos: a Gazeta do Futebol vai acompanhar, a par e passo, todas as incidências e partidas da equipa de Scolari, não obstante os limites académicos que se nos possam atravessar no caminho. A preparação de uma grande cobertura continua. Os nossos visitantes terão todas as novidades num futuro próximo.


sábado, 22 de novembro de 2008

EDITORIAL


MEIOS TECNOLÓGICOS

E

“VERDADE DESPORTIVA”



O que não se discute – e, a nosso ver, erradamente – são as consequências de tamanha revolução no futebol. Exemplificamos: nenhum adepto está disposto a ir a um estádio para estar um eterno minuto à espera que um árbitro, defronte das câmaras de TV, opine sobre se é penalty, ou se é uma pura simulação. Mais: não afectará isso o próprio ritmo do jogo, diminuindo o tempo útil do mesmo?



«Evolui ou morres». Era este o título de um livro destinado aos mais jovens, de cariz declaradamente humorístico mas altamente educativo que, decerto, muitos de nós pudemos ler há não muitos anos atrás. Explicava a evolução do Homem, desde os tempos mais recônditos da nossa existência enquanto seres humanos até ao passado mais recente. Um trajecto feito de bons momentos. Mas, também, de momentos não tão bons.

A que propósito vem isto?

As últimas discussões – acesas, por sinal – sobre os erros dos árbitros têm feito correr tinta a mais e têm patrocinado sombrios debates em demasia. Reivindicam-se novos meios tecnológicos para se atingir a perfeição da tão propalada “verdade desportiva”, com extensas listas de compras de material informático e audiovisual, reivindicam-se mais dois ou três árbitros em campo para apurar, junto da linha-de-fundo, se uma bola transpõe o risco de golo.

O que não se discute – e, a nosso ver, erradamente – são as consequências de tamanha revolução no futebol. Exemplificamos: nenhum adepto está disposto a ir a um estádio para estar um eterno minuto à espera que um árbitro, defronte das câmaras de TV, opine sobre se é penalty, ou se é uma pura simulação. Mais: não afectará isso o próprio ritmo do jogo, diminuindo o tempo útil do mesmo?

Meio-termo. A palavra é simples de pronunciar. Inovações como a introdução de auriculares para uma melhor comunicação entre a equipa de arbitragem? Sim, pois claro. A imagem de um 5º árbitro, isolado numa sala com dez ecrãs da transmissão televisiva, sujeito a repetições exaustivas, de vários ângulos, a atrasar uma decisão tão importante de um jogo como a marcação de uma grande penalidade? Não, obrigado.

Com a actual conjuntura e até a própria cultura do desporto-rei, tal não é possível. Vemos esse tipo de inovações no rugby, sim, mas não queiramos comparar batatas com cebolas. Todos os agentes desportivos e fãs do rugby sabem bem que o árbitro principal pode interromper uma partida para saber se um ensaio é válido ou não. É uma cultura diferente.

Não dizemos «NÃO» à introdução dos meios tecnológicos no futebol. Apenas pensamos que a evolução e a inovação podem ser mais comedidas, nesta matéria. Porque há o risco de se matar o desporto que mais paixões movimenta.

P.S.: quanto a mais árbitros dentro do terreno de jogo, a rábula de há umas semanas atrás dos «Gato Fedorento» diz tudo. Apesar de extremamente cáustica e extrapolada, dá uma visão engraçada da confusão que seria termos mais juízes a decidir no meio de um jogo.




sábado, 26 de julho de 2008

EDITORIAL


JOGOS OLÍMPICOS:
MAIS PROBLEMAS EM PEQUIM



A estória? A mesma de sempre. Aquela em que os clubes não querem ceder atletas às selecções nacionais e aquela em que as selecções nacionais não ressarcem os emblemas devidamente pela utilização de jogadores que a eles estão contratualmente vinculados.



Um (ainda) jornalista desportivo afirmou, nas páginas do seu jornal, que as polémicas no futebol eram positivas para os diários desportivos: permitiam-lhes vender mais. Uma visão pragmática mas que não deixa de corresponder a uma infeliz realidade. Depois dos problemas domésticos a que todo o Portugal pôde assistir, lá por fora o cenário não se afigura muito melhor. A escassos dias do início dos Jogos Olímpicos de Pequim, conflitos entre clubes e selecções continuam a pautar o dia-a-dia.

A estória? A mesma de sempre. Aquela em que os clubes não querem ceder atletas às selecções nacionais e aquela em que as selecções nacionais não ressarcem os emblemas devidamente pela utilização de jogadores que a eles estão contratualmente vinculados.

Na antecâmara de mais um compromisso olímpico em solo chinês, os últimos dias têm-se revestido de notícias que dão conta de proibições expressas dos clubes em que os seus assalariados enverguem a sua camisola nacional e, claro está, de algumas desobediências. Os casos das revoltas dos brasileiros Diego (Werder Bremen) e Rafinha (Schalke 04) vêm demonstrar o quão tépidas se encontram as ligações entre clubes e federações nacionais.

Convém pôr termo a todas estas picardias. Um entendimento é possível, desde que clubes e selecções cheguem a acordo, de uma vez por todas, acerca de todos os pontos que têm vindo a ser discutidos nos últimos anos. Sim, porque este é um conflito que - lamentamos informar os mais distraídos - já vem de longe e parece não ter fim à vista.

Qual o papel da FIFA e da Associação das Ligas Europeias de Futebol Profissional (EPFL) em todo este imbróglio? Estarão estes dois grandes pilares a trabalhar arduamente neste dossier? Ou será que as instâncias disciplinares desportivas como os Comités de Disciplina ou mesmo o próprio Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) podem já contar com os próximos anos cheios de processos para analisar e rever? Esperemos que não.

Até lá, o desejo de uns Jogos Olímpicos fantásticos.


sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

NOTA DA REDACÇÃO


O FIM DE UMA ETAPA



A redacção da Gazeta do Futebol aproveita o atingir do meio do mês de Janeiro para informar os seus leitores e utilizadores de que o projecto sofrerá uma reformulação editorial a partir do primeiro dia de Fevereiro.

Conclui-se a 31 de Janeiro mais de um ano e meio de actividade jornalística de uma equipa reduzida, passando este espaço a ser incluído num outro projecto de jovens jornalistas na web: O GOLO.

Com o aproximar do período de estágios, que principia nos inícios de Março, esta equipa opta por cessar a sua actividade na Gazeta do Futebol, fazendo este espaço juntar-se a um outro site. A partir de 1 de Fevereiro, a Gazeta do Futebol como todos a conhecem deixará de existir, com a cobertura jornalística de futebol que encetámos desde Julho de 2007 a ser substituída por um espaço de comentário e de interacção entre a redacção do ogolo.net e os leitores deste projecto.

Fica a promessa de que todos nós continuaremos a publicar as nossas opiniões, sempre que possível, na nova Gazeta do Futebol.

Mais: fica a promessa de que, até ao final do mês de Janeiro, a produção jornalística se manterá com o mesmo ritmo, a mesma garra e a mesma alegria. Até porque queremos sair em grande.

Não nos despedimos agora porque ainda faltam alguns dias até ao fecho. Até lá, somente um até já.



A Redacção,

José Pedro Pinto
Patrícia Martins
André Matos Leite
Pedro Rocha
Guilherme Braz



sábado, 27 de setembro de 2008

EDITORIAL


QUEM ROUBA A QUEM?




O Regulamento de Competições da Liga de Clubes, no seu artigo 69º, define a tabela de preços dos ingressos para a Liga Sagres: um mínimo de cinco Euros e um máximo de sessenta Euros. E são os clubes quem aprova e define esta mesma tabela em Assembleia-Geral da LPFP, podendo variar a cobrança nas bilheteiras de forma arbitrária ao longo da época. Vale a pena dizer mais alguma coisa?



É curiosa a forma quase instantânea como um simples adepto, tradicional comentador em conversas de café, nos responde a uma questão:

- Logo à tarde vai à bola? – perguntamos.
- Raios! Com os preços que estão, prefiro ver o jogo em casa, na televisão… – returque o adepto, virando mais uma página do seu diário desportivo.

Pois. É apenas um de muitos exemplos que preferem pagar a mensalidade da TV por cabo a gastar o mesmo montante numa partida de futebol de meio da tabela, às 18h de domingo, com o tempo chuvoso e com um espectáculo que não agrada a ninguém.

O sucedido no passado fim-de-semana, em Matosinhos, é mais uma gota que vai enchendo um copo que anda perto de transbordar com tamanha falta de respeito pelo futebol. Os dirigentes do Leixões foram os protagonistas da semana, pelas piores razões, ao impedirem os adeptos de irem ao Estádio do Mar. Sim, porque com preços estabelecidos a partir dos trinta Euros e com bilhetes a atingir o tecto dos sessenta, os adeptos não assistem aos jogos in loco. Preferem nem sair de casa ou optam por um convívio no café da esquina, com uma cerveja de um lado e os amigos do outro.

Senão vejamos: O Regulamento de Competições da Liga de Clubes, no seu artigo 69º, define a tabela de preços dos ingressos para a Liga Sagres: um mínimo de cinco Euros e um máximo de sessenta Euros. E são os clubes quem aprova e define esta mesma tabela em Assembleia-Geral da LPFP, podendo variar a cobrança nas bilheteiras de forma arbitrária ao longo da época. Vale a pena dizer mais alguma coisa?

Só isto: de bom grado se colocou, no próprio Estádio do Mar e por adeptos do Sp. Braga, uma tarja que comparava preços de bilhetes de grandes jogos do mesmo fim-de-semana (dentro dos quais se incluía o Chelsea – Man. Utd). Pagou-se menos em Stamford Bridge para ver espectáculo do que em Matosinhos para um jogo de início de época entre duas formações de meio da tabela.

Os precedentes abrem-se. Outros clubes e dirigentes sentem-se no direito de inflacionar os preços das entradas nos estádios. O ciclo completa-se, torna-se – ainda mais – vicioso. E o copo começa mesmo a transbordar.



sábado, 1 de março de 2008

EDITORIAL


ALGO CORRE MAL NA CIDADE DO LIS



Más exibições e maus resultados. Pouco (ou nenhum) apoio dos adeptos que ainda restam. Um presidente reaccionário e extemporâneo. Indisciplina no balneário. Tudo ingredientes indigestos aos quais se junta uma troca de treinadores como guarnição e se consegue um repasto explosivo.



Leiria era, até há bem pouco tempo atrás, um terreno em que era frequente a perda de pontos por parte de numerosas equipas da Liga Portuguesa. Ir até à cidade do Lis significava, na maior parte das ocasiões, escorregadelas e enormes dificuldades para arrancar, pelo menos, um empate. Que o digam até os três «grandes» do nosso futebol.


Hoje em dia, infelizmente, isso já não se verifica. A estória da época dos leirienses escreve-se num tom melodramático: última posição no campeonato de uma equipa que, na pré-época, chegou a andar por palcos europeus, e uns incríveis 8 pontos amealhados em 60 possíveis.


Más exibições e maus resultados. Pouco (ou nenhum) apoio dos adeptos que ainda restam. Um presidente reaccionário e extemporâneo. Indisciplina no balneário. Ingredientes indigestos aos quais se junta uma troca de treinadores como guarnição e se consegue um repasto explosivo.


As más exibições e os maus resultados resultam de um evidente erro de casting na altura da constituição do plantel. A juntar a isso, sem um apoio mínimo de adeptos, nada feito. Como motivar uma equipa deprimida com apenas 500 pessoas presentes no Magalhães Pessoa? Impossível. Depois, um presidente que não se inibe de discutir assuntos internos do clube na praça pública, ao qual podemos juntar, como se de um apêndice se tratasse, a indisciplina que reina no balneário. Falta ainda a «dança» de treinadores, sempre nefasta para a tranquilidade de qualquer plantel profissional.


É curioso como uma equipa que se aguentou tanto tempo no principal escalão do futebol português, desde que subiu à I Divisão, na longínqua época de 1994/1995, se vê, agora, catapultada para uma descida praticamente assegurada. Algo vai mesmo mal pelos lados do Lis.

sábado, 11 de outubro de 2008

EDITORIAL


LÁ POR FORA, TUDO OK



Os Bilhetes de Identidade indicam nomes como Ricardo Quaresma, Nuno Ribeiro (Maniche), Sérgio Valente (Duda), Eliseu Santos, Ricardo Sousa (Cadu), Hugo Almeida, Daniel Gomes (Danny) ou Arnaldo Silva (Edinho). Estes e mais alguns têm levado o nome de Portugal para outras paragens e são os melhores publicitários do futebol luso que o dinheiro pode pagar.



Ficamos contentes quando vemos portugueses a singrar além-fronteiras. O estrangeiro é um novo mundo, onde só os melhores se destacam e onde somente a falta de esforço e dedicação deitam tudo por terra. É difícil sobressair num mundo cada vez mais estereotipado, onde todos tentam copiar todos, onde a questão da globalização de ideias e princípios se fica pela teoria e onde um corpo “estranho” demora muito tempo a encaixar-se. Paciência e persistência são a receita para o sucesso.

Os últimos fins-de-semana têm demonstrado essa vontade de querer vencer e de ter sucesso. Os jogadores de futebol portugueses que se espalham por essa Europa fora têm feito das tripas coração para pegar de estaca em onzes onde figuram nomes como Ibrahimovic, Lampard, Aguero ou Arshavin, mas têm também levado a sua avante e enchem grandes estádios com o perfume do seu futebol. E as críticas, essas, são bem positivas.

Os Bilhetes de Identidade indicam nomes como Ricardo Quaresma, Nuno Ribeiro (Maniche), Sérgio Valente (Duda), Eliseu Santos, Ricardo Sousa (Cadu), Hugo Almeida, Daniel Gomes (Danny) ou Arnaldo Silva (Edinho). Estes e mais alguns têm levado o nome de Portugal para outras paragens e são os melhores publicitários do futebol luso que o dinheiro pode pagar: marcam golos, fabricam outros para os seus companheiros de equipa, correm quilómetros por cada 90 minutos de jogo. De seguida, os grandes olheiros mundiais e empresários do mundo do desporto-rei enfiam-se no próximo avião rumo a Portugal e fazem negócio bem perto de nós. De milhões e milhões de Euros.

Danny esteve em grande na goleada do passado fim-de-semana do Zenith de S. Petersburgo sobre o Vladivostok (8-1). Eliseu e Duda fizeram o gosto ao pé com a camisola do Málaga. Cadu tem liderado a defesa do Cluj na sensacional campanha da turma romena na “Liga Milionária”. Edinho parece estar a encher as medidas a adeptos e equipa técnica do AEK de Atenas.

São apenas alguns belos exemplos de grandes atletas que lutaram pelo lugar de destaque que hoje ocupam nas páginas de jornais. Aqui fica o reconhecimento pelo bom trabalho desenvolvido.




sábado, 4 de outubro de 2008

EDITORIAL


UM «MOMENTO DA VERDADE»
PARA PAULO BENTO, POR FAVOR



Uma pergunta aos leitores deste texto: em qual das categorias se insere Paulo Bento? «Teimosia» ou «intransigência»?



Teimosia
. Definida pelos mais comuns dicionários como sendo a “qualidade de teimoso, pertinácia, teima excessiva”, inerente a todos nós enquanto seres humanos que erram a toda a hora (mesmo quando não nos apercebemos) e uma característica inata. Faz parte da condição humana como um pré-requisito que nos é exigido.

Agora, intransigência: “intolerância, austeridade de carácter, inflexibilidade, rigidez ou rigor na observância dos princípios”. Já faz parte apenas do subconsciente de alguns, aqueles que pegam nos seus princípios e os levam à letra, de uma forma demasiadamente fundamentalista. Criam celeumas dentro dos grupos em que se inserem, não cedem, não admitem os erros, prosseguem sem os levar em conta. E continuam a errar, a errar, a errar.

Uma pergunta aos leitores deste texto: em qual das categorias se insere Paulo Bento?

Vamos sintetizar. Passando um pano pelo caso despoletado com a indisciplina de Stoijkovic, a última e a presente temporadas de Bento à frente do Sporting não podem ser consideradas como positivas. Vejamos:


1. o péssimo futebol apresentado na temporada de 2007/2008 apenas foi salvo por uma razoável campanha dos «leões» na Taça UEFA e pela vitória na Taça de Portugal, frente ao F.C. Porto;

2. as escolhas de Paulo Bento ao longo de toda a temporada de 2007/2008 deixaram a desejar: a decisão de dispensar Marian Had em detrimento de um atleta como Ronny é discutível, assim como são discutíveis as oportunidades dadas a um avançado que não era sequer pretendido para alinhar no Brasil (Rodrigo Tíui) e que acabaria por integrar o plantel 2008/2009. E Carlos Saleiro continua emprestado;

3. toda a questão com João Moutinho. A braçadeira de capitão deveria ter mesmo saído do braço do jovem médio após as declarações lamentáveis no Torneio do Guadiana. Ficou no mesmo braço. No seguimento da situação, Marco Caneira dá uma entrevista exclusiva ao jornal RECORD, onde afirma que estaria preparado para assumir o papel de capitão. Problemas criados no seio do balneário? Talvez.

4. Vukcevic: impensável se torna imaginar o que terá feito o montenegrino para merecer tamanho castigo. Jogador versátil, que desequilibra e que luta durante os 90 minutos de uma partida, é afastado alegadamente por indisciplina. Um treinador deve saber como conversar com os seus pupilos, colocá-los no seu devido lugar e recuperá-los, caso seja necessário, ao nível psicológico. Fazendo-os entrar a cinco minutos do fim de um jogo, em Braga, pode não ser a melhor maneira de motivar um jogador que quer jogar.

5. numa cortina temporal mais estreita, o clássico da Luz. A conferência de imprensa que antecede o jogo lança uma pressão indesejável sobre o seu próprio plantel, na prossecução de um recorde (apenas para proveito do «mister») e o que é certo é que o Sporting perde contra um S.L. Benfica que foi mais humilde, esteve melhor em campo e teve um treinador que soube ler o jogo. Quique deu - o que se convencionou chamar - uma “bofetada de luva branca” em Bento, cuja equipa pareceu não ter argumentos para reagir logo após o golo de Reyes. Faltou liderança logo a partir do banco.


Paulo Bento tem mesmo que começar a esclarecer alguns «dossiers» pendentes e que continuam a minar todo o seu trajecto enquanto técnico do Sporting. Alertou para o facto de que, na presença dos jornalistas, nada diria sobre o que se passasse no balneário. Para seu próprio bem, e para sabermos se estamos ou não a ser injustos com Paulo Bento, é bom que fale, é bom que esclareça. E que diga de sua justiça, porque o tribunal de Alvalade começa a expressar-se de forma audível. Também nós nos predispomos a ouvi-lo, Sr. Paulo Bento.



sábado, 14 de junho de 2008

EDITORIAL


TEMOS PENA




Gostaríamos de ter podido publicar, sempre após os jogos da Selecção Nacional, um pequeno texto de um dos convocados de Scolari sobre a partida em causa. Não pudemos.



Foi numa das muitas aulas de Introdução à Economia do Curso de Ciências da Comunicação que o Professor Nuno Moutinho se referiu a este projecto como uma iniciativa que visava proporcionar um serviço às pessoas: informação. Não tem sido fácil manter online a Gazeta do Futebol. Os compromissos académicos, como autênticas prioridades que são para esta equipa, impedem-na, muitas vezes, de estar em cima do acontecimento e de exercer a sua função na sociedade portuguesa. Por isso, assumimos o facto e, por isso, o nosso lamento por não conseguirmos ser omnipresentes neste mundo cada vez mais dependente de um repórter disponível a full-time.

Contudo, não deixamos de tentar. E tanto assim é que tínhamos preparado para os nossos visitantes, dentro da cobertura que continuamos – e continuaremos – a efectuar sobre o Euro 2008, uma pequena surpresa. Gostaríamos de ter podido publicar, sempre após os jogos da Selecção Nacional, um pequeno texto de um dos convocados de Scolari sobre a partida em causa. Não pudemos.

A justificação que esse mesmo atleta nos deu, após consultar o Departamento de Comunicação da FPF, foi a de que era impossível por força de uma estratégia de imprensa já definida. O atleta, esse, estava na disposição de colaborar connosco. Somos apenas um projecto universitário, em que apenas treinamos o que nos foi leccionado em salas de aula, em que apenas tentamos adquirir mais experiência de trabalho.

Mais: quando vemos outros colegas de profissão de outros meios de comunicação social a reunirem, de improviso, com jogadores da Selecção Nacional no final de conferências de imprensa, pedindo declarações exclusivas, sentimo-nos discriminados e sentimo-nos tristes.

Pena é que a assessoria de imprensa apenas se dê ao trabalho de auxiliar os que mais poder têm (não está aqui em causa o bom nome dos Profissionais dos media que acompanham Portugal no Euro 2008) e não permita a um pequeno projecto de jornalismo um segundo para brilhar.

Fica a nota.


sábado, 20 de dezembro de 2008

EDITORIAL


UM OLHAR PARA O FUTURO



Um Feliz Natal. Um Óptimo 2009. Com tudo o que todos possam desejar para si próprios. São os votos sinceros da redacção da
Gazeta do Futebol.



Em época de festa, escusamo-nos relembrar o passado, tanto pelas alegrias como pelas tristezas. Preferimos, ao invés, um olhar sobre o futuro e o novo ano que se nos deparará daqui a alguns dias.

Não queremos enveredar pelos tradicionais 12 desejos de passagem de ano porque achamos que os apelos e os pedidos podem ser bem mais eficientes junto das estruturas de poder do futebol português.

Apela-se aos dirigentes de todos os clubes um maior e mais célere cumprimento das suas obrigações – seja de que âmbito for – na tentativa de sanear o mau ambiente que se vive no desporto-rei em Portugal.

Apela-se às duas mais altas entidades do futebol nacional (Federação Portuguesa de Futebol e Liga Portuguesa de Futebol Profissional) uma maior incidência na regulação junto dos clubes e um esforço complementar para tornar este desporto cada vez melhor. Passemos à frente as grandes galas e os sorrisos que são dados pela frente e não pelas costas.

Apela-se ao diálogo e ao entendimento de todos para baixar os preços dos bilhetes e levar mais gente aos estádios.

Apela-se à classe da arbitragem uma maior concentração nos jogos em que os árbitros têm, obrigatoriamente, que decidir lances complicados e um maior pragmatismo na hora de levar o apito à boca.

Apela-se aos jogadores um nível de entrega ao jogo superior ao que temos visto, nas últimas semanas.

Apela-se aos adeptos somente isto: civismo. Para que todos possam ver 90 minutos de futebol sem sobressaltos.


Um Feliz Natal. Um Óptimo 2009. Com tudo o que todos possam desejar para si próprios. São os votos sinceros da redacção da Gazeta do Futebol.

A partir de 23 de Dezembro, entramos em período de férias (que achamos bem merecidas) para recarregar baterias. Vemo-nos no novo ano.



sábado, 6 de setembro de 2008

EDITORIAL


SOMENTE ISTO

E

NADA MAIS DO QUE ISTO



Um parágrafo. Uma posição vincada. Uma síntese de (mais) uma semana atribulada junto da Liga Sagres.



Apenas um parágrafo é o suficiente para esclarecer e sintetizar uma semana em que, novamente, se falou demais, se questionou e se acusou sem fundamentos morais e em que a vergonha voltou aos estádios de futebol. Para marcar uma simples posição, a Gazeta do Futebol
gasta poucas linhas: insurgimo-nos contra qualquer tipo de punição a clubes e/ou Sociedades Anónimas Desportivas (SAD) sempre e quando um adepto decida, por sua livre e espontânea vontade, invadir um recinto desportivo e agredir um árbitro. O adepto em causa não pertence aos quadros administrativos do clube nem esta instituição tem o dom de adivinhar o que vai passando pela cabeça de pessoas como Carlos Santos. Não está aqui colocada a hipótese de o acto ter sido perpetrado por um elemento de uma qualquer claque (com protocolos de cooperação com direcções de clubes) pelo que a punição interposta, esta semana, pela Comissão Disciplinar da Liga de Clubes ao S.L. Benfica, só pode ser criticada pela nossa redacção. Olvida-se a responsabilidade acrescida da Polícia de Segurança Pública (PSP) como o garante da normalidade de encontros desportivos de alto risco, quando mega-dispositivos – por vezes, obsoletos – são anunciados com pompa e circunstância. Olvida-se a incompetência de uma Justiça que devolveu Carlos Santos à sociedade portuguesa sem qualquer tipo de medida de coacção, permitindo que este continue a acompanhar o seu Benfica aos muitos estádios que se estendem por esse país fora.


P.S.: Aí está. Pouco mais de duzentas palavras. Quem dera que a retórica de alguns agentes desportivos, despropositada em inúmeros momentos de tensão, fosse tão sucinta como a que tentámos imprimir no texto acima escrito.