domingo, 14 de setembro de 2008

TAÇA DE PORTUGAL: SURPRESA DA ELIMINATÓRIA VEM DE VALDEVEZ




ANDRÉ MATOS LEITE


Embora ainda não esteja completamente terminada, a segunda eliminatória da Taça de Portugal já traz surpresas. Boavista de São Mateus, Cinfães, Sertanense e Angrense, todos clubes da Terceira Divisão, levaram de vencida os seus adversários da Segunda Divisão, Lusitânia Lourosa, Ribeira Brava, Mafra e Lusitânia. Mas a grande surpresa foi o Atlético de Valdevez. O clube que, actualmente, disputa a Segunda Divisão triunfou sobre o Oliveirense da Liga Vitalis.

Faltam ainda três jogos para terminar esta eliminatória da edição 2008/2009 da Taça de Portugal. O Abrantes – Paredes não se realizou e dois outros jogos estão pendentes. O Lusitano – Fiães e o Peniche – Fafe, jogos da primeira eliminatória, foram protestados e, portanto, ainda não se sabe quais os clubes que vão defrontar, respectivamente, o Santa Clara e o Sourense.

Todos os Resultados


Madalena (III)-Maria da Fonte (II), 2-3 a.p.
Santana (II)-Cartaxo (III), 7-0
Caniçal (II)-Vila Meã (III), 5-0
Boavista S. Mateus (III)-Lusitânia Lourosa (II), 2-1
Ribeira Brava (II)-Cinfães (III), 1-1 (3-5 g.p.)
Sanjoanense (II)-Cova da Piedade (III), 1-0
Torreense (II)-Oliveira do Bairro (II), 3-0
Vieira (III)-Camacha (III), 0-1
Ribeirão (II)-Joane (III), 1-1 (3-2 g.p.)
Esmoriz (II)-At. Cacém (III), 2-0
Tirsense (II)-Ol. Moscavide (II), 0-1
Marinhas (III)-Odivelas (II), 2-5 a.p.
Varzim (Liga Vitalis)-Lixa (III), 7-0
Portosantense (III)-Fabril (III), 0-1 a.p.
Oriental (II)-Feirense (Liga Vitalis), 0-1
Nelas (II)-Praiense (II), 4-1
Mãe D'água (III)-Gândara (III), 2-3
Gil Vicente (Liga Vitalis)-Louletano (III), 1-0
Padroense (III)-Gondomar (Liga Vitalis), 0-3 a.p.
Mafra (II)-Sertanense (III), 2-2 (4-5 g.p.)
Sp. Covilhã (Liga Vitalis)-Milhoeirense (III), 3-0
Sintrense (III)-Arouca (II), 0-1
Crato (III)-Portimonense (Liga Vitalis), 2-3
Carregado (II)-U. Leiria (Liga Vitalis), 1-3
Boavista (Liga Vitalis)-O Elvas (III), 2-0
Penafiel (II)-Vila Real (III), 1-0
Campinense (III)-U. Madeira (II), 1-3
Lagoa (II)-Chaves (II), 0-2
Fornos Algodres (III)-Operário (II), 1-2
Aliados Lordelo (II)-Real (II), 1-0
U. Lamas (III)-Rabo de Peixe (III), 4-1
Lousada (II)-Infesta (II), 2-0
Torre Moncorvo (III)-Serzedelo (III), 3-1
At. Reguengos (III)-Caldas (III), 3-0
Amares (III)-Mondinense (III), 3-1 a.p.
Lusitânia (II)-Angrense (III), 0-3
Pinhalnovense (II)-Atlético (II), 2-0
Futebol Benfica (III)-Rebordosa (III), 0-1
Merelinense (III)-Freamunde (Liga Vitalis), 0-1 a.p.
Messinense (III)-Olhanense (Liga Vitalis), 0-4
Estoril (Liga Vitalis)-Bragança (III), 1-0
Limianos (III)-Beira-Mar (Liga Vitalis), 1-3
Penamacorense (III)-Aves (Liga Vitalis), 0-3
At. Valdevez (II)-Oliveirense (Liga Vitalis), 2-1 a.p.
Coimbrões (III)-Fátima (II), 1-1 (2-4 g.p.)
Ac. Viseu (III)-Vizela (Liga Vitalis), 1-2 a.p.
Abrantes (II) - Paredes (III), não se realizou
Santa Clara (Liga Vitalis)-Lusitano (III) ou Fiães (III), adiado (a)
Peniche (III) ou Fafe (III) - Sourense (III), adiado (b)

(a) Lusitano (III) - Fiães (III): jogo protestado
(b) Peniche (III) - Fafe (III): jogo protestado


Fontes


sábado, 13 de setembro de 2008

EDITORIAL


O FUTURO A ELES PERTENCE



Está a chegar a campanha de apuramento para o Mundial de 2010, na categoria de sub-20. Esperemos que algo tenha mudado até lá. Até porque esta geração, a de Patrício, Da Costa, Pélé, Veloso, Djaló ou Vaz Té é a que se segue na linha de sucessão nos «AA». Há que não descurar o futuro dos nossos “meninos”.




Se há algo que a vida ensina, seja qual for o contexto que se queira adquirir, é que nem sempre se conseguem atingir os objectivos a que nos propomos. Por força de imperativos cujo controlo nos escapa por entre os dedos, a acção de outros intervenientes ou até mesmo a tão propalada relação contrastante entre a sorte e o azar, somos obrigados, não tão poucas vezes como isso, a reconhecer as derrotas pessoais ou profissionais e seguir em frente.


Já os últimos anos da Selecção Nacional de «esperanças» nada têm a ver com o que acima foi escrito. Extravasando o microcosmos desastroso que se assumiu com o empate frente à Irlanda e o consequente afastamento do Euro’2009 em sub-21, o que é certo é que as últimas campanhas deste escalão mais jovem se têm pautado por desilusões e, mais do que isso, em acontecimentos embaraçosos para o país.


Impossível se torna compreender o comportamento dos jogadores nacionais nas Olimpíadas de Atenas, em 2004. Impossível se torna compreender o péssimo exemplo dado por alguns treinadores desta mesma Selecção de sub-21. E impossível se torna compreender o porquê de tamanho desamparo das comitivas nacionais (em casa ou fora de portas), desprovidas de um elemento federativo que dê a cara pelos desaires. Só para dar exemplos.


É fácil apontar o dedo a alguns nomes que passaram pela gestão corrente das «esperanças» portuguesas ao longo dos últimos anos. Ainda assim, convém dizer que a culpa é doseada de forma equitativa por todos estes intervenientes. Falta atitude, responsabilidade e maturidade a muitos dos nossos mais jovens valores, assim como um maior empenho de alguns técnicos. A juntar a tudo isto, o acréscimo de acompanhamento junto das selecções mais jovens – tão reivindicado por José Couceiro – por parte da FPF.


Está a chegar a campanha de apuramento para o Mundial de 2010, na categoria de sub-20. Esperemos que algo tenha mudado até lá. Até porque esta geração, a de Patrício, Da Costa, Pélé, Veloso, Djaló ou Vaz Té é a que se segue na linha de sucessão nos «AA». Há que não descurar o futuro dos nossos “meninos”.




sexta-feira, 12 de setembro de 2008

JORGE GONÇALVES JÁ CONVENCE




ANDRÉ MATOS LEITE


Jorge Gonçalves, jogador que se transferiu este ano do Leixões para os espanhóis do Racing Santander, chegou ao clube há duas semanas, mas já convenceu o treinador o suficiente para ser convocado para o encontro frente ao Barcelona em Camp Nou.

O treinador, Lopez Muñiz, elegeu o português como um dos 18 convocados. O central Zé António já não conheceu o mesmo destino.

O jogo disputa-se amanhã, às 19:00 horas e será transmitido pelo canal Sportv 2.


Fontes

ESTA SEMANA ESCREVO EU...



MAGIA?



Os jovens esperanças (?) deram uma lição às crianças que viram o jogo, no estádio ou na televisão, e que sonham, eventualmente, ser, um dia, jogador de futebol. A mensagem foi clara: tudo o que não se deve fazer numa partida de futebol.



PEDRO ROCHA



Embaraçoso. Assim defino os dois jogos das nossas principais selecções (esperanças e AA) realizados esta semana. Mas vamos por partes.

Na terça-feira, os sub-21 portugueses realizaram uma exibição fraca, muito fraca. Se a memória não me falha (e ainda sou novo para isso) vi nesta terça-feira “negra” a pior exibição dos últimos tempos de uma selecção nacional. Os jovens esperanças (?) deram uma lição às crianças que viram o jogo no estádio, ou na televisão e que sonham, eventualmente, vir a ser um dia jogador de futebol. A mensagem foi clara: tudo o que não se deve fazer numa partida de futebol. Se os miúdos estiveram atentos, tiraram ilações importantes para o futuro. Uma equipa amorfa, sem ideias, cada um a jogar para si, sem táctica, enfim, só uma coisa eles tinham e vão continuar a ter: vaidade. Os media nacionais tratam de alimentar o ego a muitos pseudo-craques daquela selecção. Digo «pseudo» porque todos aqueles jogadores ainda não provaram, rigorosamente, nada. Vamos aos mais importantes: Manuel da Costa fez meia dúzia de jogos razoáveis no PSV, mas, na Fiorentina, nem nas reservas. Pelé traçou igual caminho no poderoso Inter, mas parece que a fama já lhe sobe à cabeça. Vejamos se de regresso a Portugal melhora. Manuel Fernandes tem rodado por tudo o que é clube e continua sem se afirmar (bom empresário ele tem). Miguel Veloso começou bem no Sporting mas esta época vai desaparecer (previsão). Vaz Tê há muitos anos no Bolton e a única coisa que fez foi um golo ao Guimarães que por acaso ajudou a eliminar a equipa portuguesa. No fim, Rui Caçador assumiu e bem a culpa. Não sendo fácil orientar um grupo destes a verdade é que eles estão lá porque alguém os chamou. Para mim, a falha no acesso ao Europeu sub-21 é uma excelente oportunidade para renovar toda esta selecção.

No dia seguinte, Carlos Queiroz não foi capaz de inverter a nossa triste tendência de, ultimamente, perder pontos em casa. No entanto, com uma inovação face a Scolari. O brasileiro, em três jogos, empatou todos (Polónia, Sérvia e Finlândia), Queiroz perdeu. A verdade é que qualquer pessoa que assistisse ao jogo frente à Dinamarca não diria que temos um novo seleccionador. Quim uma excelente aposta, certo, mas azar dos azares sofreu um golo à Ricardo. Antunes, lateral de raíz que o nosso treinador sempre (?) quis. Pois bem, no primeiro jogo a doer, o miúdo vai para a bancada e regressa Paulo Ferreira (uma aposta de Scolari no Euro).

Portugal jogou bem, mas parece sempre faltar qualquer coisa. Mais que atitude penso que começa a pesar nos jogadores lusos a pressão dos últimos minutos. Afinal, tanto a Sérvia como a Polónia roubaram-nos pontos da mesma forma que a Dinamarca. Portugal joga bem, não amplia a vantagem quando pode, e depois é a aflição total com jogadores baixos e sem mentalidade defensiva a defender nas bolas paradas.

Queiroz, este filme já nós vimos, trata de nos surpreender. Portugal está em quarto lugar e num grupo com somente seis equipas é fundamental começar a amealhar vitórias já na próxima jornada. Esperemos para ver.


PS: Uma simples pergunta de um adepto nacional que quer o melhor para a sua selecção (não só a A): que foi Djaló fazer à selecção AA nesta jornada dupla? Era fundamental a sua presença nos sub-21. Convocado com todo o mérito mas a verdade é que o técnico não o utilizou. Pena para Rui Caçador.




quinta-feira, 11 de setembro de 2008

ZOLA APRESENTADO EM WEST HAM



PATRÍCIA MARTINS


Zola foi hoje apresentado oficialmente como o novo treinador do West Ham. O italiano vai assim ocupar o lugar de liderança deixado em aberto com a saída de Alain Curbishley.

O ex-jogador de apenas 42 anos vai ser pela primeira vez treinador principal de uma equipa, mas isso é coisa que não o preocupa: «Sei que não sou propriamente o treinador mais experiente, mas tenho as minhas ideias e estou no futebol há 20 anos. É uma grande oportunidade e tenho a certeza de que posso fazer um grande trabalho no clube».

Gianfranco Zola era recentemente treinador adjunto da selecção de sub-21 italiana, no entanto o seu nome foi reconhecido pelos adeptos do Chelsea como o melhor jogador que já passou por aquele clube. Neste momento Zola agarra a oportunidade como técnico principal no clube rival: «Passei anos maravilhosos no Chelsea, que nunca vou esquecer. Mas aqui tenho uma nova oportunidade, como treinador». O Contrato tem a duração de três épocas.


FONTE:

APAF: ANTÓNIO SÉRGIO DE SAÍDA



COM ELEIÇÕES PARA OS CORPOS GERENTES MARCADAS PARA DEZEMBRO, O REGRESSO DE LUÍS GUILHERME É UMA FORTE HIPÓTESE PARA A SUCESSÃO.




JOSÉ PEDRO PINTO




António Sérgio vai abandonar o cargo de Presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF). Líder da instituição desde 2005, António Sérgio termina um ciclo quando as eleições para os corpos gerentes estão marcadas para o próximo mês de Dezembro.


No que toca à sucessão na liderança da APAF, um nome parte na linha da frente: Luís Guilherme, também ele um antigo presidente da organização que representa os direitos dos árbitros de futebol portugueses. O regresso de Guilherme à liderança da APAF está bem encaminhado e até mesmo António Sérgio considera essa mesma eventualidade como natural. "Em Dezembro, haverá eleições, porque (a APAF) é uma instituição respeitada e respeitável e Luís Guilherme merece todo o crédito com o passado que tem junto da arbitragem. Não só como antigo presidente da Comissão de Arbitragem como da própria APAF", disse António Sérgio, em declarações à Renascença. O ainda líder desta organização adiantou que só se candidataria ao acto eleitoral de Dezembro caso não surgissem outros nomes para assegurar a "continuidade directiva da APAF".


A candidatura de Luís Guilherme ainda não foi anunciada oficialmente, pelo que se aguardam novidades para os próximos dias, e outros nomes podem mesmo surgir para o acto eleitoral da APAF em Dezembro. Uma das hipóteses pode ser a de Cunha Antunes, actual vice-presidente da direcção de António Sérgio e ex-árbitro que, recorde-se, já havia apresentado uma candidatura a esta mesma instituição no ano de 2001.





FONTES

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

CRÓNICA GAZETA DO FUTEBOL

PORTUGAL 2-3 DINAMARCA

DESILUSÃO EM ALVALADE COM VITÓRIA DA DINAMARCA NOS MINUTOS FINAIS!



Alvalade assistiu a um bom espectáculo de futebol na segunda jornada de apuramento para o Mundial 2010. Emoção é a palavra de ordem no desporto-rei e foi mesmo a isso que se assistiu esta noite: uma incrível reviravolta da Dinamarca faz com que Portugal saia derrotado do jogo por 3-2 nos minutos finais. A desilusão no fim do encontro ficou espelhada entre todos os portugueses enquanto dinamarqueses festejam a vitória caída do céu.



PATRÍCIA MARTINS



Logo nos minutos iniciais da partida ficou patente a esperança de um bom jogo de futebol. Duas oportunidades dos dinamarqueses e uma de Portugal em três minutos foram suficientes para suspender a respiração desde cedo. Surpreendidos com a ofensiva dos visitantes, Portugal reagiu rapidamente e com qualidade atacando o meio campo do adversário. Deco protagonizou excelentes lances provando o bom momento que atravessa na sua carreira.


A posse de bola estava do lado de Portugal mas o jogo era equilibrado e de grande nível, quando já muito perto do intervalo Nani coloca os lusos em vantagem. Quatro jogadores envolvidos no lance: Simão passa a Paulo Ferreira que faz um excelente trabalho de continuidade com um belo passe para Hugo Almeida que, por sua vez, cruza para o remate certeiro de Nani.


Apesar da desvantagem, a Dinamarca já tinha provado que era necessário tomar cuidado e não pretendia facilitar a vida aos jogadores portugueses. Na entrada da segunda metade o jogo arrefeceu de intensidade. Já aos 83 minutos a Dinamarca chega ao empate através de Bendtner. Foi o início de instantes absolutamente inacreditáveis.


No minuto seguinte à igualdade o árbitro britânico assinala correctamente grande penalidade a favor de Portugal. Deco é chamado a converter e não falha, consagrando a excepcional exibição com um golo. Com a vantagem retomada Portugal desconcentram-se em lances dentro da área e a Dinamarca não perdoa: mais uma vez volta a igualar o marcador através de Poulsen (89’). Um canto marcado da esquerda permite que o médio se antecipe a Quim e marque de cabeça.


Com várias oportunidade para fechar o jogo com uma vitória, Portugal deixa-se empatar nos minutos finais, mas quando todos achavam que este era um resultado inesperado… Jensen apanha uma bola fora da área, remata em força e faz o esférico embater em Pepe que trai Quim, empurrando a bola para o fundo das redes lusas.


A Dinamarca leva os três pontos e a equipa de Carlos Queiroz fica com a desilusão estampada nas faces dos jogadores. Segue-se a Suécia e a obrigação de conseguir melhor em terras estrangeiras.



PORTUGAL


Quim, Bosingwa, Pepe, Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira; Raul Meireles, Maniche e Deco; Nani, Hugo Almeida e Simão.


Suplentes: Eduardo, Miguel, Bruno Alves, João Moutinho, Yannick Djaló, Danny e Nuno Gomes.


Treinador: Carlos Queiroz



DINAMARCA


Andersen, Andreasen, Jacobsen, Agger, Laursen e Jensen;, Christian Poulsen e Rommedahl; Tomasson, Lovenkrands e Bendtner.


Suplentes: Ellegard, Kroldrup, Silberbauer, Vingaard, Norregaard, Borring e Bernburg.


Treinador: Morten Olsen

SELECÇÃO «AA»: POUCOS ADEPTOS CONTRA A DINAMARCA




ANDRÉ MATOS LEITE




Foram vendidos 15 mil bilhetes para a partida entre Portugal e Dinamarca a contar para a qualificação para o Mundial 2010. Este é um número que deixa a Federação desiludida visto que, segundo o adjunto do secretário geral da FPF, Álvaro Albino, era esperado que a assistência ao jogo que se vai disputar esta noite, em Alvalade, ascendesse aos 30 mil ou 40 mil adeptos.

Num press release publicado no site da FPF, a Federação expressava o desejo de contar com os adeptos portugueses para dar um incentivo extra aos jogadores, mas tal situação parece estar longe de acontecer pelas indicações do organismo máximo do futebol lusitano.

Álvaro Albino continua optimista e ainda espera que os adeptos assistam, nos números pretendidos, ao encontro frente à Dinamarca: “Penso que se conseguirmos chegar aos 30 ou 40 mil bilhetes já teremos um estádio com uma moldura humana muito agradável”.



Fontes

A BOLA

FPF



terça-feira, 9 de setembro de 2008

SUB-21: POBRE FADO LUSO, PARTE 2



AS «ESPERANÇAS» ESTIVERAM MUITO PERTO DE CARIMBAR A PASSAGEM AO PLAY-OFF DE ACESSO AO EURO'2009 DA CATEGORIA, MAS O EMPATE FRENTE À IRLANDA E UMA INFELIZ CONJUGAÇÃO DE RESULTADOS ATIRARAM PORTUGAL PARA FORA DA CORRIDA.




JOSÉ PEDRO PINTO




A selecção portuguesa de sub-21 está fora do Europeu de 2009 da categoria. A equipa orientada por Rui Caçador não foi capaz de derrotar a última classificada do seu grupo de apuramento, a Irlanda, registando um empate a duas bolas, no Estádio dos Barreiros, no Funchal. Quando era necessário golear o adversário desta tarde e esperar por escorregadelas de selecções de outros grupos, Portugal desiludiu, não viu os resultados dos restantes campos serem-lhe favoráveis e ficou de fora do Euro'2009.


Para a história da partida ficam os golos nacionais apontados por Vaz Té (38') e Manuel Fernandes (45'+1) e os dois tentos que valeram o empate aos irlandeses, através de Carvan (50', 65'), mas também uma péssima exibição dos comandados de Rui Caçador. A equipa nunca demonstrou vontade de fazer o seu trabalho, que passava por marcar o maior número de golos possíveis a um adversário teoricamente mais débil. Para além disso, nem alguns resultados menos positivos de outros concorrentes pelo acesso ao play-off que surgiram durante os noventa minutos pareceram motivar a selecção nacional de «esperanças» na busca de mais golos. O que lhe poderia ter garantido a passagem ao mesmo.



FICHA DE JOGO

PORTUGAL-REPÚBLICA DA IRLANDA
(Jogo de qualificação do Grupo 3 para o Euro'2009)
Hora: 18:00
Estádio dos Barreiros, na Madeira
Árbitro: Jérome Efong Nzolo (Bélgica)


PORTUGAL: Rui Patrício, Vasco Fernandes, Manuel da Costa, Nuno André Coelho e Gonçalo Brandão; Pelé, Manuel Fernandes e Miguel Veloso; Vieirinha, Ricardo Vaz Té e Paulo Machado.
Suplentes: Ricardo Batista, Miguel Lopes, João Moreira, Hélder Barbosa, Bruno Gama, Vítor Vinha e Carlos Saleiro.
Treinador: Rui Caçador.


REP. IRLANDA: Redmond, Coleman, Liddle, Ryan e Spillana; Nolan, Judge, McCarthy e Amond; Garvan e Scannell.
Suplentes: Henderson, Gleeson, Moore, Madden, Moloney, Berrett e Dennehy.
Treinador: Donald Givens.

domingo, 7 de setembro de 2008

REPORTAGEM GAZETA DO FUTEBOL


O ARRANQUE DOS «PEREGRINOS» DE BOSTON




O Boston United milita nos distritais do futebol inglês, mas teve a oportunidade de provar o seu valor numa partida onde conheceu o outro extremo da realidade do desporto-rei britânico. A Gazeta do Futebol assistiu ao jogo frente ao Hull City.




JOSÉ PEDRO PINTO
Enviado-especial a Boston, Inglaterra




Enverga um fato-de-treino preto, calça ténis claros e já os «11» iniciais do Boston United haviam principiado o aquecimento quando faz a sua primeira aparição no túnel de acesso aos balneários. Traz uma bola debaixo do braço, entra no relvado e dá o mote para o habitual treino de finalização dos seus atletas. A dura realidade do futebol distrital inglês a isso obriga Tommy Taylor. É o treinador principal da turma denominada de pilgrims (peregrinos, na tradução para português) e acumula as funções de um preparador-físico cujas características incluem uma atenção redobrada a todos os momentos de treino que precedem uma partida. O oponente de mais um amigável de pré-época daquela noite de 9 de Agosto trazia apenas jogadores das categorias sub-21 mas dava pelo nome de Hull City, recentemente promovido à Premier League.


O mais alto escalão do futebol britânico está a léguas de distância de Boston. A recente despromoção da turma de Taylor para a terceira divisão dos distritais (decorrente de problemas financeiros) obriga este manager de 55 anos a repensar objectivos, orçamentos e a gerir todo um processo motivacional dos seus pupilos. Estes parecem aceitar mais um desafio para o clube de York Street: treinam com afinco e com um sorriso no rosto, tudo potenciado pela boa disposição do treinador.



653 pessoas preenchiam timidamente um Staffsmart Stadium com lotação para mais de 6000 adeptos. Agosto brindava-os com um final de tarde chuvoso e frio, a um dia de semana, mas nem as adversidades os afastaram de mais um jogo do United. A seu favor tinham os preços dos ingressos, fixados numas apelativas cinco libras, e o facto de muitos deles trazerem consigo verdadeiras refeições. Uma família que se deslocou desde Hull para apoiar a sua equipa entrou na bancada principal trazendo na mala café, bolinhos doces e sandes variadas e ali montou o seu “lar”. Mesmo que por umas efémeras duas horas. Os restantes, aguçados pelo cheiro a comida e vendo a hora de jantar a aproximar-se, renderam-se aos hambúrgueres que os bares vendiam.


Entretanto, o jogo arrancava. Intenso ao máximo, digno de um defeso onde as oportunidades tocam a todos, onde os jogadores se mostram e apostam tudo num estatuto de titular ao longo de uma época que se quer regular. As linhas defensivas bem altas, de parte a parte, permitiam espaço de sobra para a bola rolar e os fãs dos dois clubes entusiasmavam-se. Wright, guarda-redes do Boston, voa para uma defesa vistosa e o primeiro frisson do jogo ouve-se, em uníssono. Enquanto Tommy Taylor e Phil Brown, técnico do Hull City, trocam sorrisos e palavras bem-humoradas, os adeptos deleitam-se com a magia do jovem Kieron Leabon, um ás na ala-direita, e contraem-se com as entradas pouco ortodoxas do veterano Talbot, ambos do lado da casa.




As análises dos «treinadores de bancada» também se fazem ouvir. As novas caras escalpelizadas ao mais ínfimo pormenor, as opções de cada treinador – acertadas ou falhadas? -, o mau passe que deixa o eixo defensivo “aos papéis”. Tudo é alvo de comentário, num burburinho muito pessoal e íntimo que enerva o mais habituado aos ruidosos encontros de futebol em Portugal.


Taylor e Brown não veriam golos até ao reatar da 2ª Parte. As muitas substituições da praxe encheram a linha lateral, junto ao quarto-árbitro, e foi dos pés de uma jovem opção do banco do United que surgiu o tento inaugural: livre portentoso de Lee Beeson para o fundo das redes do Hull City. Aplausos mereceu, complementados com cânticos de apoio e incentivos por parte dos adeptos. E de tal forma empertigou os apoiantes que a animação passou, qual testemunho, para os seus companheiros de equipa. Tanto que o veterano capitão Talbot haveria de ampliar a vantagem para os da casa e ouvir a maior ovação da noite, perante o sorriso matreiro de Tommy Taylor. 2-0, para gáudio dos fãs de Boston.


O Hull City ainda reduziria a desvantagem já nos últimos minutos, colocando o resultado final em 2-1. Insuficiente para retirar a alegria aos adeptos da casa e insuficiente para impedir que os seus rapazes regressassem aos balneários debaixo de uma chuva de palmas.


sábado, 6 de setembro de 2008

CRÓNICA GAZETA DO FUTEBOL

MALTA 0-4 PORTUGAL
FASE QUAL. MUNDIAL 2010'
GRUPO 1 - 1ª JORNADA
ESTÁDIO TA QALI, LA VALETA, MALTA




PRIMEIRO PASSO DA CAMINHADA DADO COM O PÉ DIREITO




JOSÉ PEDRO PINTO




Custou a Carlos Queiroz perceber qual a estratégia mais adequada para ultrapassar um adversário que em nada ameaçou as cores nacionais e que assentou o seu jogo numa defesa em bloco, sem recurso a qualquer tipo de ataque e demonstrando uma clara inferioridade em termos qualitativos. Portugal acabou por golear, 4-0, numa exibição que valeu bem mais pela 2ª Parte do que pela etapa que a precedeu, mas que, ao longo dos 90’, foi sempre pautada por grande carga ofensiva e domínio expressivo das operações em La Valeta.


COMPLICADO. Portugal entrou em campo repetindo o mesmo onze apresentado na estreia da era Carlos Queiroz, frente às Ilhas Faroe (Antunes, Hugo Almeida e Carlos Martins de início). O seleccionador nacional optou por manter o «11» que mais garantias lhe tinha dado, até à data, mas os primeiros 20’ da partida ficaram marcados por muitas dificuldades. Ao habitual 4x3x3 português, Malta respondeu como se esperava: claramente na retaguarda, alinhada em 4x4x2, com todas as suas unidades jogando atrás da linha da bola e apostando em contra-ataques bem tímidos para explorar uma eventual desatenção lusa. Acresce a isto o facto de a maneira como Portugal atacava ser verdadeiramente obsoleta, não obstante o facto de que, pelo ar, Portugal ganhava aos pontos a Malta. A linha média portuguesa estava mais interessada em bombear bolas para as costas da defesa, na busca de Hugo Almeida, descurando o melhor caminho para o golo: pelas extremidades, com Nani e Simão, tanto mais que os laterais malteses pouco ou nada conseguiam fazer contra a velocidade imprimida nas alas. Assimilada a falha e corrigida a estratégia, a boa-nova deu frutos quando aos 25’, Nani e Bosingwa combinaram bem, na direita, serviram Almeida para o golo, mas seria Said, central maltês, a introduzir a bola na baliza. Estava aberta a porta para a goleada final.


CATEGORIA. A defesa em bloco alinhavada por Dusan Fitzel já tinha sido escalpelizada pelo ataque português e a 2ª Parte traria mais novidades: golos! Sem alterações, a Selecção apareceu no relvado do Ta Qali com mais acutilância ofensiva, mais pressão e mais esperteza na altura de enfrentar a muralha maltesa – a duas linhas. O apoio extra de Antunes, na esquerda (algo que não tinha acontecido na 1ª Parte), abriu mais espaços para a finalização e foi isso mesmo que Hugo Almeida acabaria por fazer, aos 60’: numa bola perdida pelo adversário, fuzilou, de fora da área, as redes à guarda de Haber, para o 2-0. Queiroz trocou Maniche por um muito apagado Martins logo após o golo tranquilizador de Simão (3-0, aos 70’) e até Nani haveria de marcar mais um (78’), selando o score e uma exibição colorida com assistências em todos os golos nacionais. E Portugal terminaria a partida com a certeza de que já é líder no seu grupo de qualificação para o Mundial 2010’. E (já só) faltam nove finais rumo à África do Sul.