segunda-feira, 6 de outubro de 2008

O FUTEBOL LÁ FORA




GUILHERME BRAZ


Mais uma semana de futebol no "Velho Continente". Scolari e José Mourinho já lideram nos respectivos campeonatos, enquanto que Manuel Fernandes foi o jogador português em melhor plano esta semana. A desilusão toma corpo na equipa do Lyon, que foi surpreendida pelo Rennes, por esclarecedores 3-0; e no Atlético de Madrid, humilhado pelo "Barça". 6-1 foi resultado.



LIGA INGLESA:

O Manchester United continua a sua recuperação na Premiership. Com os portugueses Nani e Cristiano Ronaldo em campo, os "red devils" asseguraram nova vitória no terreno do Blackburn por 0-2. Brown e Rooney (continua em bom plano o jovem inglês) assinaram os tentos do encontro. Pelo mesmo resultado, o Chelsea bateu o Blackburn. Os londrinos lideram o campeonato com 17 pontos, os mesmos que o Liverpool, que venceu o "City" por 2-3. Fantástica reviravolta dos comandados de Rafa Benitez (estiveram a perder por 2-0). A jornada 7 da "Premiership" pôs também em confronto a "desilusão" da liga (Tottenham) contra a "equipa sensação" (Hull City). Os "tigers" venceram, fora, os "spurs" por um zero. Vida díficil para Juande Ramos, que vê a sua permanência em Londres cada vez mais ameaçada (o Tottenham ocupa a última posição, com uns meros 2 pontos). Uma última palavra para o Arsenal, que após a folgada vitória ante o FC Porto, deixou-se surpreender pelo modesto Sunderland. Os pupilos de Roy Keane estiveram a ganhar até perto do fim (golo de Leadbitter, aos 86min), mas um golo de cabeça de Fabregas, no último minuto da partida, deu o empate aos "gunners".

Veja os resultados da liga inglesa aqui


LIGA ITALIANA:

Mourinho voltou a vencer na "lega calcio". Os "nerazzurri" venceram, por 2-1, a equipa do Bolonha. A dupla de atacantes do Inter esteve imparável, com Ibrahimovic e Adriano a marcar um golo cada. A vitória ainda soube melhor ao "il speciale", já que os seus principais rivais terem cedido pontos. A Juventus foi perder, em pleno Delle Alppi, contra o Palermo. O ex-Benfica Miccoli traiu o seu antigo emblema, ao apontar um dos golos do Palermo. Os restantes golos foram marcados por Del Piero para a "juve" e Mchelidze para o Palermo. Já o Milan não foi além do empate sem golos no terreno do Cagliari. Destaque ainda para o belo espectáculo proporcionado por Génova e Nápoles. A vitória sorriu à equipa de Diego Milito, que marcou um dos golos da partida para os genovanos. Denis e Lavezzi marcaram para o Nápoles. A liderança da liga italiana é repartida por Inter, Lázio (apesar do empate concedido em casa contra o Lecce) e Udinese ( que venceu o Torino com um "bis" de Quagliarella).

Veja os resultados da liga italiana aqui


LIGA ESPANHOLA:

Definitivamente, o Barcelona ressuscitou! Fantástica exibição dos "blaugrana" que venceram o Atlético de Madrid por incontestáveis 6-1. Aos 28 minutos já a equipa de Guardiola vencia por 5-1 (bis de Eto'o e golos de Messi, "Guddy" e Marquez, com Maxi Rodriguez a reduzir pos madrilenos). A partir daí o ritmo desceu, mas ainda houve tempo para o golo de Henry, aos 73 minutos. Já o Real Madrid não foi além de um empate contra o Espanhol de Barcelona. Raúl bisou, mas não foi suficiente para garantir uma vitória aos "merengues". O Valência continua na senda das vitórias. Após a sofrida vitória ante o Marítimo, o clube "ché" venceu pela margem mínima o Valladolid. A "chave" da vitória esteve nos pés de Manuel Fernandes que, à entrada da área, fuzilou as redes do Valladolid. O Valência reparte a liderança com o Villarreal (16 pontos cada), que foi vencer o Bétis de Ricardo por 2-1. Gonzalo e Llorente marcaram os golos que permitiram a vitória do "submarino amarelo".

Ver resultados da liga espanhola aqui


LIGA ALEMÃ:

Na "bundesliga", não parece haver maneira de o Bayern Munique vencer uma partida. Desta feita, os bávaros empataram 3-3 contra o modesto Bochum. O fosso para a liderança aumenta assim para sete pontos. O Hamburgo continua na liderança do campeonato. Mesmo com a saída indesejada de Van der Vaart para o Real Madrid, os homens de Hamburgo continuam firmes no primeiro posto, logo seguidos pela revelação do campeonato: o Hoffenheim. O Werder Bremen, que vinha mostrando uma fantástica veia goleadora foi surpreendido pelo Estugarda. 4-1 foi o resultado, favorável à antiga equipa de Meira. Uma palavra ainda para o Colónia de Petit que foi vencer a Monchengladbach o Borussia por 1-2. O português foi nomeado "MVP" da partida.

Ver resultados da liga alemã aqui


LIGA FRANCESA:

Na "ligue 1", a grande surpresa da ronda europeia: O Lyon foi derrotado pelo Rennes, por claros 3-0. Foi o jogo de Pagis. O veterano avançado francês mostrou ser ainda um ponta de lança capaz, ao lograr um fantástico "hat-trick". Ao contrário da semana transacta, os candidatos ao "championnat" não facilitaram. Bordéus e Marselha venceram por 2-1 o Lorient e o Caen, respectivamente; enquanto que o Lille recebeu, e venceu, o Valenciennes, por 1-0. O PSG é que não aproveitou da melhor forma o deslize dos heptacampeões, ao não conseguir melhor que um empate (1-1) contra o Nancy. É já o terceiro jogo sem ganhar da equipa parisiense. Quem continua a liderar de forma surpreendente o campeonato é o Toulouse. Mesmo sem Elmander, vendido ao Bolton, os "roxos" estão isolados no primeiro lugar, após vitória (1-0) ante o Auxerre.

Ver resultados da liga francesa aqui

domingo, 5 de outubro de 2008

CRÓNICA GAZETA DO FUTEBOL

SPORTING 1-2 F.C. PORTO
LIGA SAGRES - 5ª JORNADA
ESTÁDIO DE ALVALADE, LISBOA




PROFESSOR LECCIONA:
«COMO DAR BANHO TÁCTICO EM ALVALADE»




JOSÉ PEDRO PINTO




O punho cerrado e o rosto de contentamento de Jesualdo Ferreira aquando do apito final de Lucílio Baptista simbolizam, para o «dragão», uma 1ª Volta extremamente positiva nas passagens pela 2ª Circular. Um empate e uma vitória contra os rivais de Lisboa, num trajecto quase imaculado e em que os portistas somam 4 preciosos pontos. Já são líderes isolados, à 5ª Jornada. Esta noite, em Alvalade, o F.C. Porto deu uma chapada psicológica no encontro de meio da semana em Londres, saiu pela porta grande com um resultado de 1-2 no bolso e justificou, com uma exibição bem personalizada, toda uma vitória que nasceu do regresso de Jesualdo à aposta no 4x3x3 mas também na forma algo displicente com que o Sporting encarou esta partida: indefinido na vertente táctica, fraco na pressão sobre o adversário e com muitas dificuldades de leitura de jogo por parte de Paulo Bento. O segundo clássico do campeonato e uma nova derrota, desta feita perante os seus adeptos.


«LEÃO» CONFUSO. A coabitação de Derlei, Postiga e… Djaló na frente de ataque leonina representou uma variante táctica inédita na linha de orientação de Bento (deambulando entre o 4x4x2 losango e o 4x3x3) e os seus jogadores demonstraram, desde cedo, não terem assimilado essas nuances de forma a praticar um bom futebol. Já o F.C. Porto regressou ao seu sistema-tipo, com três avançados bem apoiados por Lucho e Meireles, mas também com a coesão defensiva que caracteriza o estilo de jogo «azul-e-branco». Pressionando q.b. numa linha média em que o Sporting ora se apresentava com três unidades ora com quatro, quando Djaló se decidia a recuar para a posição «10», os portistas demoraram apenas dez minutos a perceber qual a melhor estratégia para levar de vencida o adversário: com posse de bola e transições rápidas, lançou o pânico nos últimos 30 metros «verde-e-brancos» e os remates de longe deixavam adivinhar o golo forasteiro. Surgiu no melhor momento do «dragão», quando Tomás Costa derrubou Grimi na direita, cruzou para o interior da grande área e encontrou Lisandro, solto que nem um pardo. 1-0 para o fundo da baliza de Patrício aos 18’. Sem grande reacção e com um F.C. Porto que parecia controlar a seu bel-prazer, o empate surgiu dez minutos volvidos: «penalty» inexistente de Tomás Costa sobre Moutinho e o próprio capitão leonino a encarregar-se de restabelecer a igualdade. Esperava-se uma maior carga positiva no subconsciente do «leão» mas seria, de novo, o «dragão» a passar para a frente do marcador: Bruno Alves, de livre directo, e com culpas para Patrício, a colocar o score em 2-1. E a meia-hora de jogo passava, com o Sporting a revelar muitas dificuldades de progressão contra um «onze» nortenho que sabia como pressionar e recuperava bem mais bolas que o adversário.


CONTROLO E CINISMO. A solução para Bento no reatamento da partida? Colocar Pereirinha, tirar Grimi, deslocar Veloso para a lateral-esquerda e colocar “Roca” como cabeça de área. A curto prazo perderia as (poucas) rédeas do meio-campo para um FCP que regressaria dos balneários com a ideia fixa de suster quaisquer investidas leoninas e apostar no contra-ataque rápido para sentenciar a partida. O «leão» teve mais posse de bola, há que o dizer, mas o banho táctico dado por Jesualdo a Bento foi mais do que suficiente: a pressão como deve de ser feita, ou seja, logo no início do processo ofensivo do adversário, a pronta recuperação no seu último reduto e parcos segundos gastos até se chegar à grande-área contrária foram o segredo para a conquista dos três pontos por parte dos portistas. O SCP mostrava ser pouco lesto na hora de aproveitar os poucos espaços dados pela defensiva «azul-e-branca» - só Romagnoli quase conseguiu aproveitar um erro de Nuno – e nem mesmo a entrada de Liedson corrigiu o handicap com que os «leões» entraram na partida, logo a partir do primeiro minuto. Com muita vontade mas pouco discernimento, o Sporting acabaria por não conseguir empatar o jogo e perderia, também, a vantagem que tinha sobre o F.C. Porto na tabela classificativa. Jesualdo limpou o quadro negro quando Lucílio apitou pela última vez, aos 95’, e Bento saiu da sala, com a lição bem anotada no seu caderno.


Lucílio Baptista – noite complicada para o juiz internacional. O setubalense não sancionou falta de Tomás Costa no primeiro golo do F.C. Porto e errou gravemente ao assinalar grande penalidade deste mesmo argentino sobre Moutinho. Outros equívocos e exageros com cartões amarelos não abonaram em seu favor.



CLÁSSICO AO MINUTO: SPORTING - PORTO (1-2 aos 90min.)




PEDRO ROCHA


O Sporting melhorou no segundo tempo mas não conseguiu chegar ao empate face a um Porto consistente;


90 - acabou o jogo - Porto vence em Alvalade;

5 minutos de compensação

88´- Hulk falha o golo ao atirar forte mas para fora após contra-ataque perigoso;

86´- Rochemback atira muito por cima após bom lance de Romagnoli;


últimos 5 minutos da partida
83´- Sai Lucho entra Guarin; Capitão do Porto passa a ser B. Alves;

82' - Hulk remata ao lado após boa jogada individual;

80´- Liedson vê amarelo por protestos;

a 15 minutos do fim, o Sporting pressiona os dragões à procura do empate; Porto procura responder em contra-ataque;


73´- Grande remate de Liedson que por pouco não dá golo;

72´- Hulk entra para o lugar de Cristian Rodriguez;

70´- Derlei perde a melhor oportunidade do jogo após passe de Romagnoli;

69´- Nuno antecipa-se a Liedson e evita o golo do Sporting após cruzamento de Veloso;

67´- Tonel tira o golo a Lisandro após cruzamento de Mariano;

66´- Sporting - sai Abel e Postiga entram Romagnoli e Liedson;

64´- Veloso cruza perigoso mas Nuno chega primeiro e sofre falta de Derlei;

61´- Rodriguez atira ao lado após boa jogada de Lisandro;
Sporting mais rápido e melhor mas sem ocasiões de golo; Jogo ganha impetuosidade - Derlei e Sapunaru vêm o amarelo por protestos;


57´- Sai Tomás Costa entra Mariano;


54´- Tomás Costa escapa a expulsão após entrada dura sobre Moutinho;

51´- Livre de Bruno Alves à barra da baliza leonina - falta sobre Rodriguez - amarelo a Pereirinha;


Começa o Segundo Tempo - 20: 48


Sai Grimi entra Pereirinha



Sporting com mais posse de bola num jogo com apenas 12 faltas ( 8 Sporting - 4 Porto)

Primeira parte muito táctica mas com golos. O Porto está um pouco melhor, a pressionar alto e com Tomás Costa e Lucho em evidência. O Sporting tem falhado muitos passes e só chegou ao golo numa falta sobre Moutinho.


45´- Derlei quase marca depois de um erro incrível de Fucile, Nuno evita o pior com uma grande defesa;

45´- Livre de Miguel Veloso à direita do ataque leonino mas sem perigo;

39´- Bom lance do Sporting - Rochemback isola Postiga que é apanhado em fora-de jogo;

38´- Meireles na faixa central a rematar ao lado - Porto mais perigoso;

34´- primeiro canto da partida para o Porto, sem perigo.

O Sporting quase não teve tempo de saborear o golo, o Porto respondeu 2 minutos depois;

31´- GOLO DO PORTO - BRUNO ALVES; livre directo irrepreensivelmente marcado pelo central portista;

29´- GOLO DO SPORTING - JOÃO MOUTINHO; de grande penalidade na sequência de uma falta de Tomas Costa sobre o próprio Moutinho;

27´- Rodriguez atira ao lado da baliza de Patrício;

24´- Abel escapa a amarelo por falta dura sobre Sapunaru;

23´- 1º Cartão Amarelo do jogo a Lucho por falta dura sobre Rochemback;

Grimmi muito mal na jogada;

18' - GOLO DO PORTO - LISANDRO; Tomas Costa ganha a bola a Grimi cruza para Meireles que procura o remate. A bola embate em Veloso e sobra para Lisandro que abre o marcador em Alvalade;

14´- Helder Postiga finta vários jogadores mas Nuno faz bem a mancha e agarra;





Primeiros 10 minutos muito disputados mas sem ocasiões de golo;

4' - Tomás Costa passa por vários jogadores e remata ao lado;1º remate da partida;

2' - confusão na defensiva dos dragões resulta em canto inofensivo para o Sporting, Derlei fica no relvado mas nada de grave;

Começou o jogo em Alvalade - sai o Porto;

19:45 - as equipas entram em campo; o jogo está prestes a começar.

19:37 - resolvido um problema na entrada o estádio de Alvalade começa a ficar composto - 1400 adeptos do F.C. Porto;

19:30 - a 15 minutos do início da partida as equipas regressam aos balneários;

19:27 - quem vencer este jogo salta para a liderança da Liga Sagres;








19:23 - as três equipas já aquecem num relvado que não está em grandes condições;

19:19 - Paulo Bento deixa Romagnoli no banco e coloca Djaló com Derlei e Postiga na frente;Jesualdo aposta em Fucile, Lucho e Nuno no onze, em detrimento de Guarín, Benítez e Helton.

19:16 - Já há Equipas Oficiais

Sporting - Rui Patrício, Abel, Tonel, Polga, Grimmi, Miguel Veloso, Rochemback, João Moutinho, Hélder Postiga, Djaló, Derlei.
Porto - Nuno, Sapunaru, Rolando, Bruno Alves, Fucile, Fernando, Raul Meireles, Lucho Gonzalez, Tomás Costa, Lisandro Lopez e Cristian Rodriguez.


19:09 - Esperam-se cerca de 40 mil pessoas para o último clássico da primeira volta;

19:06 - Sporting e Porto defrontam-se, esta época, pela segunda vez. Na final da Supertaça os leões venceram por 2-0 com bis de Djaló.

sábado, 4 de outubro de 2008

EDITORIAL


UM «MOMENTO DA VERDADE»
PARA PAULO BENTO, POR FAVOR



Uma pergunta aos leitores deste texto: em qual das categorias se insere Paulo Bento? «Teimosia» ou «intransigência»?



Teimosia
. Definida pelos mais comuns dicionários como sendo a “qualidade de teimoso, pertinácia, teima excessiva”, inerente a todos nós enquanto seres humanos que erram a toda a hora (mesmo quando não nos apercebemos) e uma característica inata. Faz parte da condição humana como um pré-requisito que nos é exigido.

Agora, intransigência: “intolerância, austeridade de carácter, inflexibilidade, rigidez ou rigor na observância dos princípios”. Já faz parte apenas do subconsciente de alguns, aqueles que pegam nos seus princípios e os levam à letra, de uma forma demasiadamente fundamentalista. Criam celeumas dentro dos grupos em que se inserem, não cedem, não admitem os erros, prosseguem sem os levar em conta. E continuam a errar, a errar, a errar.

Uma pergunta aos leitores deste texto: em qual das categorias se insere Paulo Bento?

Vamos sintetizar. Passando um pano pelo caso despoletado com a indisciplina de Stoijkovic, a última e a presente temporadas de Bento à frente do Sporting não podem ser consideradas como positivas. Vejamos:


1. o péssimo futebol apresentado na temporada de 2007/2008 apenas foi salvo por uma razoável campanha dos «leões» na Taça UEFA e pela vitória na Taça de Portugal, frente ao F.C. Porto;

2. as escolhas de Paulo Bento ao longo de toda a temporada de 2007/2008 deixaram a desejar: a decisão de dispensar Marian Had em detrimento de um atleta como Ronny é discutível, assim como são discutíveis as oportunidades dadas a um avançado que não era sequer pretendido para alinhar no Brasil (Rodrigo Tíui) e que acabaria por integrar o plantel 2008/2009. E Carlos Saleiro continua emprestado;

3. toda a questão com João Moutinho. A braçadeira de capitão deveria ter mesmo saído do braço do jovem médio após as declarações lamentáveis no Torneio do Guadiana. Ficou no mesmo braço. No seguimento da situação, Marco Caneira dá uma entrevista exclusiva ao jornal RECORD, onde afirma que estaria preparado para assumir o papel de capitão. Problemas criados no seio do balneário? Talvez.

4. Vukcevic: impensável se torna imaginar o que terá feito o montenegrino para merecer tamanho castigo. Jogador versátil, que desequilibra e que luta durante os 90 minutos de uma partida, é afastado alegadamente por indisciplina. Um treinador deve saber como conversar com os seus pupilos, colocá-los no seu devido lugar e recuperá-los, caso seja necessário, ao nível psicológico. Fazendo-os entrar a cinco minutos do fim de um jogo, em Braga, pode não ser a melhor maneira de motivar um jogador que quer jogar.

5. numa cortina temporal mais estreita, o clássico da Luz. A conferência de imprensa que antecede o jogo lança uma pressão indesejável sobre o seu próprio plantel, na prossecução de um recorde (apenas para proveito do «mister») e o que é certo é que o Sporting perde contra um S.L. Benfica que foi mais humilde, esteve melhor em campo e teve um treinador que soube ler o jogo. Quique deu - o que se convencionou chamar - uma “bofetada de luva branca” em Bento, cuja equipa pareceu não ter argumentos para reagir logo após o golo de Reyes. Faltou liderança logo a partir do banco.


Paulo Bento tem mesmo que começar a esclarecer alguns «dossiers» pendentes e que continuam a minar todo o seu trajecto enquanto técnico do Sporting. Alertou para o facto de que, na presença dos jornalistas, nada diria sobre o que se passasse no balneário. Para seu próprio bem, e para sabermos se estamos ou não a ser injustos com Paulo Bento, é bom que fale, é bom que esclareça. E que diga de sua justiça, porque o tribunal de Alvalade começa a expressar-se de forma audível. Também nós nos predispomos a ouvi-lo, Sr. Paulo Bento.



sexta-feira, 3 de outubro de 2008

SELECÇÃO: RONALDO, QUARESMA E TONEL CHAMADOS





PEDRO ROCHA


Carlos Queiroz divulgou, hoje, a lista de convocados da Selecção Nacional para o duplo embate frente à Suécia (11 de Outubro) e à Albânia (15 de Outubro, 20:45, Braga). Ronaldo e Quaresma regressam à lista após dois jogos de ausência. Tonel volta também à lista de convocados da selecção das quinas. R.Carvalho, Pedro Mendes e Simão ficam de fora por lesão. Deco com lesão ligeira vai ser reavaliado pelo departamento médico da selecção.

Lista de convocados:

Guarda-redes: Quim (Benfica), Eduardo (Sporting Braga) e Daniel Fernandes (Bochum).

Defesas: Bosingwa (Chelsea), Paulo Ferreira (Chelsea), Bruno Alves (FC Porto), Fernando Meira (Galatasaray), Pepe (Real Madrid), Tonel (Sporting), Antunes (Lecce) e Miguel (Valencia).

Médios: Maniche (Atlético Madrid), Deco (Chelsea), Raul Meireles (FC Porto), Carlos Martins (Benfica) e João Moutinho (Sporting).

Avançados: Danny (Zenit), Cristiano Ronaldo (Manchester United), Nani (Manchester United), Ricardo Quaresma (Inter Milão), Nuno Gomes (Benfica), Yannick Djaló (Sporting) e Hugo Almeida (Werder Bremen).








ESTA SEMANA, ESCREVO EU...




REVOLTA EM SEMANA EUROPEIA



Os verde rubros jogavam contra o Valência enquanto que o Setúbal jogava contra o Heerenveen e o Braga com o Artmedia… Querem ver que partidas contra clubes que poucos ouviram falar são mais importantes que um encontro contra uma das maiores referências futebolísticas de Espanha? Não havia dinheiro para comprar a transmissão? Talvez se não comprassem a transmissão do NASCAR (...) já tivessem dinheiro…



ANDRÉ MATOS LEITE




Passou mais uma semana europeia. Na Liga dos Campeões Portugal ficou com saldo neutro e na Taça UEFA saldo negativo. Apesar do bravo “combate” do Guimarães e do Marítimo estes pequenos grandes clubes ficaram fora da competição enquanto que o Setúbal se mostrou como um clube de meio da tabela. Braga e Benfica avançam para a fase de grupos. Já na “Champions”, o Sporting venceu o Basileia com dois lances recheados de sorte (embora em boa verdade em outros tantos só por muito azar o golo tenha fugido) e o Porto sofreu uma humilhação muito pouco comum no campeão nacional.

Esta é a lista resumida dos acontecimentos. É a lista que posso avaliar. Por razões que não entendo, um dos jogos europeus (o Valência – Marítimo), não foi transmitido pela televisão. Segundo consta (no site online do Record, pelo menos), há um penálti a favor do Marítimo que o árbitro se esqueceu de assinalar e compensou o erro marcando um penálti que só ele viu a favor da formação espanhola. Infelizmente não tive ainda oportunidade de avaliar tais lances. Enquanto que o jogo do Setúbal foi transmitido na SportTV 2 (na mesma altura passava o Braga na SportTV 1), o Marítimo apenas foi transmitido na Madeira… Resta referir que durante o jogo dos insulares as três emissões da SportTV eram o jogo do Guimarães (SportTV 1) e, salvo erro, uma competição de vela (SportTV 2) e outra de NASCAR (SportTV 3).

Sou da opinião que não interessa se somos adeptos do clube ABC ou do XYZ. Se qualquer equipa portuguesa está a disputar um encontro contra outra estrangeira, está em causa não o clube em si, mas o prestígio e a honra do futebol nacional. Tendo isto em consideração, porque é que o jogo do Marítimo não recebeu a mesma atenção de um canal português de desporto (que somos obrigados a pagar para poder ver) que os restantes clubes envolvidos em competições europeias? Os verde rubros jogavam contra o Valência enquanto que o Setúbal jogava contra o Heerenveen e o Braga com o Artmedia… Querem ver que partidas contra clubes que poucos ouviram falar são mais importantes que um encontro contra uma das maiores referências futebolísticas de Espanha? Não havia dinheiro para comprar a transmissão? Talvez se não comprassem a transmissão do NASCAR (nunca percebi muito bem o interesse dos desportos motorizados, mas este então! Minha Nossa!), já tivessem dinheiro…

Também achei interessante a cobertura das rádios. Peço desculpa se estiver enganado, mas creio que não. Enquanto que uma rádio fazia o relato do Benfica quase não dando espaço aos restantes clubes (excepto para dizer o resultado mais rápido do que eu consigo dizer, o que já é bastante rápido) outras preferiam dar mais destaque à publicidade do que a qualquer um dos jogos. Aliás, nestas rádios agradeço aos comentadores por me terem permitido perceber o que se passava em campo. É que de quem fazia os relatos só ouvia “E leva a bola pelo flanco esquerdo… Pequeno intervalo para publicidade”. Sim, esta quinta-feira acompanhei a maioria dos jogos pela rádio. Isto porque uma certa equipa que estava a jogar não passava na televisão porque a empresa decidiu fazer um canal de televisão do clube e privar tanto adeptos como interessados de ver o encontro em que participavam.

Portanto, passando revista a esta semana: dois clubes que desprestigiaram o país passaram na televisão; uma equipa que jogou contra uma formação quase amadora passou na televisão; de dois emblemas que, embora eliminados, lutaram com unhas e dentes pela vitória só um foi transmitido e, finalmente, o jogo duma equipa que é das que mais adeptos tem em Portugal foi transmitido em exclusivo num serviço de cabo que, provavelmente, já 1% da população tem. Valha-nos o Sporting que prestigiou o país e mostrou-se num canal de televisão que, embora pago, uma boa parte da população portuguesa tem acesso (penso eu, mas posso sempre estar enganado). Quando isto ocorre num país tão apaixonado pelo futebol como o nosso, só posso pensar que, entre clubes e media, todos nos gozam.

TAÇA UEFA: SÓ BRAGA ACOMPANHA “ÁGUIAS” NA FASE DE GRUPOS




ANDRÉ MATOS LEITE


A segunda-mão da primeira eliminatória da Taça UEFA acabou com saldo negativo para as equipas portuguesas. O Braga passou à fase de grupos. Contudo Marítimo e Guimarães foram afastados da competição após parecer que iriam conseguir ultrapassar os respectivos adversários enquanto que o Setúbal caiu perante uma goleada dos holandeses do Heerenveen.

Heerenveen 5 – 2 Setúbal

O Setúbal sofreu a segunda humilhação portuguesa nesta semana europeia. A formação sadina até começou a partida a jogar bem, mas a eficácia holandesa foi melhor e, aos 13 minutos, o Heerenveen já levava dois golos marcados por Paulo Henrique e Sibon. A pressão da desvantagem fez-se sentir e ainda antes do fim do primeiro tempo Sibon bisa e coloca a equipa da casa a vencer 3-0.

No início da segunda parte, já com Bruno Gama em campo, o Setúbal viu Elyounoussi ampliar o resultado para 4-0. Os sadinos começaram a encetar uma recuperação e aos 57 e aos 64 minutos, Bruno Gama e Cissokho reduziram a diferença para apenas dois golos. No entanto, não demorou muito para que Elyounoussi fizesse o quinto golo do Heerenveen (minuto 68) acabando de vez com as esperanças da formação portuguesa.

Artmedia 0 – 2 Braga

Os “arsenalistas” chegaram à 2ª mão com a eliminatória quase resolvida após a vitória por 4-0 conquistada em Braga. Ainda assim, a primeira parte viu a turma de Jorge Jesus repetir os feitos que tinha conseguido em casa. Ou seja, até ao intervalo, o domínio bracarense foi completo com dois golos de Luís Aguiar (11 e 30 minutos) a matar a eliminatória.

Com um acumulado de 6-0, nas duas mãos, favorável ao Braga, os minhotos limitaram-se a controlar o resultado na segunda parte. Os eslovacos, mesmo actuando em casa, não conseguiram mostrar argumentos que justificassem outro resultado permitindo aos “arsenalistas” uma passagem tranquila à fase de grupos.

Valência 2 – 1 Marítimo

Os insulares tinham deixado boas indicações no jogo da 1ª mão e, após um início tremido, conseguiram mesmo chegar ao intervalo em vantagem. Marcinho, assistido por Miguelito, marcou ao minuto 40 empatando a eliminatória.

Na segunda parte, o Marítimo continuou a equilibrar o jogo do teoricamente superior Valência. Os adeptos da casa não gostavam do que viam, assobiavam a formação espanhola, mas aos 78 minutos tudo mudou. Del Horno aproveitou a desconcentração dos centrais insulares para fazer o empate e recolocar o Valência na fase de grupos. Já em tempo de descontos, o árbitro assinalou falta na área sobre David Villa, com o avançado ché a não perdoar na cobrança do castigo máximo.

Guimarães 2 – 2 Portsmouth

Naquele que foi, provavelmente, o jogo mais emotivo desta quinta-feira europeia, a turma de Manuel Cajuda foi eliminada após empatar a duas bolas com o Portsmouth. Os vimaranenses tinham perdido por 2-0 em Inglaterra, mas após uma primeira parte em que só deu Guimarães a eliminatória estava empatada com golos de Douglas (19 minutos) e João Alves (32 minutos).

Ambas as equipas queriam arrumar o encontro antes do prolongamento, mas a segunda parte acabou sem golos. Do lado caseiro o azar bateu à porta com Carlitos a sair lesionado aos 76 minutos, apenas 13 minutos após ter entrado.

Na primeira metade do prolongamento os vimaranenses caíram fisicamente, mas estiveram mais perto da vitória do que a formação inglesa. Só que no futebol estar perto não é suficiente e, com o aproximar do intervalo, Flávio Meireles viu um golo ser-lhe anulado por fora de jogo. Logo no minuto seguinte Peter Crouch marcou para o Portsmouth e colocou os britânicos na fase seguinte da Taça UEFA. No fim do prolongamento Peter Crouch marcou novamente estabelecendo o resultado final.


Fontes

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

TAÇA UEFA: BENFICA JÁ ESTÁ NA FASE DE GRUPOS





GUILHERME BRAZ



Está quebrado o "enguiço" encarnado contra as equipas transalpinas. O Benfica venceu, esta noite, os italianos do Nápoles por 2-0, no Estádio da Luz. Num jogo quase todo ele dominado pelas "águias", Reyes e Nuno Gomes foram os autores dos tentos da partida.

Quique, já sobre aviso do que se tinha passado na 1ª mão no San Paolo, apostou num reforço do meio campo, ao trocar Carlos Martins por Katsouranis, e encostando Ruben Amorim à direita. Já Di Maria foi utilizado como segundo avançado, quase um "joker" da equipa, deambulando por todo o terreno ofensivo. Na equipa do Nápoles, nenhuma alteração de relevo em relação ao último confronto com o Benfica.

Assim como na 1ª mão, o jogo começou intenso. Foi o Nápoles que criou a primeira ocasião de golo, com Lavezzi a passar Luizão em velocidade, mas Quim saiu-se bem e evitou aquele que seria um golo madrugador. Mas o Benfica, ao contrário do que tinha sucedido em Itália, soube reagir ao bom começo do Nápoles, e passou para o domínio do jogo. Aos quatro minutos, Di Maria tem um excelente remate a passar por cima e, dois minutos volvidos, Luisão falha um golo fácil, na sequência de um canto. A verdade é que os jogadores do Benfica perceberam que tinham que tentar virar a eliminatória o mais rápido possível, daí o domínio encarnado nos primeiros 25 minutos, altura em que Di María rematou para defesa de Giannello e, na recarga, Reyes não conseguiu chegar à bola. A partir daí o Nápoles equilibrou, e criou mesmo as melhores ocasiões de golo. Vitale, aos 29 minutos, viu o seu remate embater em Maxi Pereira, Lavezzi, aos 32 minutos, fez uma bicicleta às malhas laterais e, no final da primeira parte, a melhor oportunidade do Nápoles: na sequência de um livre descaído para a linha de fundo, Cannavaro cabeceou ao poste e na recarga Zalayeta falhou escandalosamente.


Na segunda parte, não houve alterações nas equipas, com o Benfica entrou melhor na partida, com um cabeceamento perigoso de Sidnei, aos 47 minutos. Numa fase em que o Nápoles já parecia controlar melhor a ofensiva encarnada, eis que surge o golo. Depois de um corte de Luisão, Katsouranis (um dos melhores em campo) desmarcou Reyes na esquerda que, depois de dominar de peito, fuzilou as redes no Estádio da Luz. Este golo tranquilizou a equipa, que "embalou" num domínio quase total até ao final do jogo. Uma vez mais, Quique mexeu bem na equipa: Carlos Martins rendeu um desgastado Rúben Amorim (a alteração conferiu uma outra dinâmica ofensiva, e maior acerto nas transições e nos contra-ataques) e, minutos mais tarde, Bynia substituiu Yebda (um dos melhores do Benfica, mas já algo cansado). Foi com naturalidade que o Benfica chegou ao segundo golo, já no minuto 82. Depois de um cruzamento em que ninguém aparece na área do Nápoles, Carlos Martins recolhe a bola no limite da grande área e cruza de forma perfeita para o golo de cabeça de Nuno Gomes. Um belo recorte técnico do internacional português que é, para já, o melhor marcador "encarnado", com três golos. O segundo golo foi a "machadada final" na partida. O Nápoles não conseguiu reagir aos golos (e o treinador terá piorado ainda mais essa reacção ao retirar de campo, sem razão aparente, Lavezzi, o melhor dos transalpinos) e foi mesmo o Benfica, primeiro com um remate de Katsouranis de fora da área, e depois com uma perdida incrível de Nuno Gomes, a ter as melhores ocasiões de golo.

Finda a partida, o Benfica está na fase de grupos e alimenta um dos seus grandes objectivos, que passa por chegar longe na Europa. Quebrou, com uma exibição muito conseguida, a "malapata italiana" e limpa a imagem menos positiva que deixou transparecer em San Paolo, na 1ª mão da eliminatória.






Ficha do Jogo:



Estádio da Luz, Lisboa

Árbitro: Wolfgang Stark (Alemanha)



NÁPOLES – Giannello; Rinaudo, Cannavaro e Contini; Maggio, Blasi, Gargano, Hamsik (Russotto, 65 m) e Vitale; Zalayeta e Lavezzi (Denis, 71min)




BENFICA – Quim; Maxi Pereira, Luisão, Sidnei e Jorge Ribeiro; Rúben Amorim (Carlos Martins, 71min), Yebda (Bynia, 77min) Katsouranis e Reyes; Di Maria (Urreta, 78min) e Nuno Gomes



Resultado Final - 2 - 0

Golos - Reyes (57 minutos), Nuno Gomes (82 minutos)

DOMINGO: CLÁSSICO DE ALVALADE NA GAZETA





Não perca, no próximo domingo, a grande cobertura que temos preparada para o Sporting - F.C. Porto. O clássico que tem como aperitivo a rivalidade estatística entre Paulo Bento e Jesualdo Ferreira vai ser acompanhado ao minuto pela Gazeta do Futebol.


DERBY AO MINUTO
(minuto a minuto, jogada a jogada)
e
CRÓNICA GAZETA DO FUTEBOL (a análise do jogo)



quarta-feira, 1 de outubro de 2008

LC: SPORTING CUMPRE




O SPORTING BATEU, ESTA NOITE, OS SUIÇOS DO BASILEIA POR 2-0. APÓS UMA PRIMEIRA PARTE MORNA, OS LEÕES CONSEGUIRAM A VITÓRIA GRAÇAS A UM SEGUNDO TEMPO DE QUALIDADE, COM GOLOS DE ROMAGNOLI E DERLEI.




PEDRO ROCHA




Paulo Bento afirmou que mais importante que a exibição seriam os três pontos. Esta noite, o Sporting só conseguiu a vitória com uma segunda parte de bom nível. Com estes três primeiros pontos conquistados o Sporting volta a colocar-se em boa posição de apuramento após a derrota em Camp Nou.


O primeiro tempo do jogo demonstrou um Sporting reservado e sem ideias. Os leões demoraram a assentar o jogo e a contrariar a linha defensiva suiça. A equipa de Carlitos fechava bem os espaços e procurava lançar rápidos contra-ataques. Face à lentidão de processos leoninos os suiços conseguiram equilibrar a partida a meio-campo e sem permitir oportunidades de golo aos portugueses.

No segundo tempo, Bento deixou Rochemback no balneário e colocou Vukcevic. O montenegrino animou as hostes e a equipa acordou para uma segunda parte de bom nível. O primeiro golo surgiu abençoado aos 55 minutos. Um defesa suiço pontapeia a bola contra Romagnoli e esta descreve um arco caprichoso para a baliza de Constanzo. A partir do golo o Sporting tranquilizou e poderia ter ampliado a vantagem várias vezes. Só Derlei enviou duas bolas aos ferros. O golo do descanso chegou somente a quatro minutos do fim. O “ninja” conseguiu o procurado golo após assistência de Romagnoli.

Num estádio de Alvalade a meio, o Sporting cumpriu as expectativas e somou três pontos na Liga Milionária. No outro jogo do grupo, o Barcelona derrotou o Shaktar, nos últimos minutos, por 2-1.



Ficha de Jogo:

Estádio José Alvalade, em Lisboa

Árbitro: Nicola Rizzoli (Itália)

SPORTING – Rui Patrício; Abel, Tonel, Polga e Grimi; João Moutinho, Rochemback (Vukcevic, 46 m), Miguel Veloso e Romagnoli (Pereirinha, 87 m); Derlei e Postiga (Yannick, 72 m).

BASILEIA – Constanzo; Zanni, Ferati, Abraham e Safari; Carlitos, Huggel, Gjasula e Chipperfield (Perovic, 82 m); Gelabert (Ergic, 60 m) e Streller (Mustafi, 79 m).

Ao intervalo: 0-0

Golos: 1-0, Romagnoli (55 m); 2-0, Derlei (86 m)

Resultado final: 2-0

Cartão amarelo a Grimi, Miguel Veloso, Streller e Tonel.


F.C. PORTO: 11 ANOS VOLVIDOS... NOVA GOLEADA




A ÚLTIMA GRANDE HECATOMBE DO DRAGÃO FOI NO SANTIAGO BERNABÉU, FRENTE AO REAL MADRID, MAS HÁ MAIS MARCOS NEGATIVOS NO HISTORIAL DA «CHAMPIONS» PARA A EQUIPA PORTISTA.




JOSÉ PEDRO PINTO




Há já onze anos que o F.C. Porto não encaixava quatro golos sem resposta em jogos a contar para a Liga dos Campeões. A última vez, após a goleada sofrida ontem, tinha sido na época de 1997/98, quando os «dragões», treinados por António Oliveira, saíram do Santiago Bernabéu, ainda na fase de grupos, com um resultado muito pouco ortodoxo: Real Madrid, 4 - F.C. Porto, 0.


Ainda assim, podem contar-se mais derrotas carimbadas, no mínimo, de «chapa quatro» que os portistas já registaram na «Liga Milionária», no anterior modelo da competição quando a denominação era a de Taça dos Campeões Europeus e noutras provas europeias.


No actual modelo, destaque para a eliminação dos quartos-de-final da prova em 1996/97 aos pés do Man. United, a tal derrota frente ao Real Madrid e a de ontem, em Londres, contra o Arsenal. Contudo, em outras partidas de competições europeias, o F.C. Porto tinha já finalizado encontros com o PSV Eindhoven (1988/89) e com os alemães do Hannover (1965/66) com resultados negativos: 4-0 e 5-0, respectivamente.


Outros marcos relevantes registam-se na época de 1978/79, quando os «dragões» foram despachados por 6-1 frente aos gregos do AEK de Atenas, em 1999/2000, com o Barcelona (4-2), e na época transacta com o Liverpool (4-1).





FONTES