quinta-feira, 3 de julho de 2008

INTERNACIONAL: DOMENECH CONTINUA



ANÚNCIO JÁ FOI FEITO PELA FEDERAÇÃO FRANCESA DE FUTEBOL (FFF). O TREINADOR VIU O SEU VÍNCULO ESTENDIDO ATÉ 2010, MAS SOB UMA SÉRIE DE CONDICIONANTES.



JOSÉ PEDRO PINTO



Raymond Domenech vai continuar a ser o Seleccionador nacional francês. Após a pobre campanha realizada pelos gauleses no Euro 2008 e depois da contestação ao próprio Domenech, a direcção da Federação Francesa de Futebol decidiu manter o treinador à frente dos destinos da França na caminhada para o Mundial de 2010, a realizar-se na África do Sul. No entanto, há certas condições impostas pelo líder federativo, Jean-Pierre Escalettes, para a permanência de Domenech.


Após a saída francesa do Euro 2008, o Seleccionador reuniu-se com a direcção da FFF, altura em que terá admitido os erros que redundaram no fracasso e em que terá redefinido, juntamente com o elenco federativo, toda a sua actuação.


Face ao sucedido, a direcção da FFF decidiu, por maioria absoluta (18 votos a favor da continuidade em 19 possíveis), a continuidade de Domenech, não obstante o facto de que o papel exercido até agora pelo treinador será ligeiramente alterado: as tarefas do Seleccionador cingem-se às competências desportivas, sendo que a logística (até ao Euro 2008 da competência de Domenech) será assegurada por um secretário-geral designado para o efeito.


O Presidente da FFF, Jean-Pierre Escalettes, considerou o Euro 2008 como um "fracasso completo" e que Domenech terá agora que provar o seu valor: "Tem de apresentar resultados e mostrar que a atitude da equipa se alterou".


Se as críticas têm sido parte integrante da vida de Raymond Domenech enquanto Seleccionador gaulês, com a opinião pública a pedir a sua dispensa, certo é também o apoio de grandes figuras do futebol francês à sua continuidade, como Patrick Vieira ou Michel Platini, actual Presidente da UEFA.





FONTES




CARLSBERG CUP: SORTEIO DA PRIMEIRA E SEGUNDA FASE SEM OS "TRÊS GRANDES"



PATRÍCIA MARTINS


O sorteio da Taça da Liga também foi realizado hoje, em Leça do Balio. As duas primeiras etapas da prova não contam ainda com a participação de Benfica, F. C. Porto e Sporting.

A primeira etapa da competição conta com dezasseis equipas da Liga de Honra e é uma fase eliminatória. Na segunda fase, as oito apuradas juntar-se-ão a dez equipas da Liga principal: as oito classificadas entre a 7.ª e a 14.ª posição, e as duas equipas promovidas da Liga de Honra na época 2007/2008 e a prova desenvolver-se-á em grupos. A terceira fase vai contar com as restantes seis equipas da BWIN Liga.

A disposição dos jogos é a seguinte:

Primeira fase - fase eliminatória

1ª mão: 2 e 3 Agosto; 2ª mão: 9 e 10 de Agosto

Jogo 1:Feirense - Vizela
Jogo 2:Santa Clara - Olhanense
Jogo 3:Oliveirense - Estoril-Praia
Jogo 4:Varzim - União de Leiria
Jogo 5:Sporting da Covilhã - Paços de Ferreira
Jogo 6:Freamunde - Desportivo das Aves
Jogo 7:Portimonense - Gil Vicente
Jogo 8:Gondomar - Beira-Mar

Segunda Fase – fase de grupos

1.ªjornada:17 Agosto;
2ªjornada, 24 Setembro;
3ª jornada: 20 Outubro

Grupo A: Sporting de Braga; Leixões;Rio Ave
Grupo B: Belenenses e Vencedores do 5.º e 7.º jogos
Grupo C: Boavista; Estrela da Amadora e Vencedor do 1.º jogo
Grupo D: Nacional; Trofense e Vencedor do 4.º jogo
Grupo E: Naval e Vencedores do 2.º e 3.º jogos
Grupo F: Académica e Vencedores do 6.º e 7.º jogos

SORTEIO DA LIGA VITALIS EFECTUADO COM MUITAS INDECISÕES


PATRÍCIA MARTINS


Realizou-se esta manhã o sorteio do calendário da Liga Vitalis para a época de 2008/2009. No entanto, a cerimónia ficou marcada por muitos "asteriscos" devido às incertezas de participação de diversas equipas, como é o caso do Paços de Ferreira que aguarda a decisão do Conselho de Justiça da Federação sobre a descida de escalão do Boavista.

Oiveirense e Sporting da Covilhã também têm em abertoa possibilidade de marcar presença nesta prova, uma vez que a candidatura dos recém-promovidos ainda não foi aprovada. Já o Gondomar e Vizela, cujos processos relativos ao Apito Dourado ainda decorrem, não têm qualquer tipo de condicionante e garantem a participação.

A prova tem início a 24 de Agosto e a primeira jornada é marcada pelos seguintes encontros:

Freamunde-U. Leiria
Beira Mar-Santa Clara
Feirense-Gondomar
Oliveirense**-Gil Vicente
Olhanense-Estoril
D. Aves-Sp. Covilhã**
P. Ferreira*-Vizela
Portimonense-Varzim

* Participação depende do processo pendente no Conselho de Justiça
** Participação condicionada a deliberação de aprovação de candidatura

Pode consultar aqui o calendário da primeira volta e aqui o da segunda ronda.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

RONALDO EM LISBOA PARA SER OPERADO




PATRÍCIA MARTINS



Cristiano Ronaldo esteve hoje em Lisboa para tratar da sua operação ao pé direito. O craque reuniu num restaurante da capital com o seu empresário Jorge Mendes, Steve McNally, médico do Manchester United, Henrique Jones e António Gaspar, médico e fisioterapeuta da Selecção portuguesa.


Ficou acordado que a cirurgia de Ronaldo será realizada nos próximos dias e vai estar a cargo dos responsáveis médicos do Manchester. Steve McNally deslocou-se a Portugal para tomar conhecimento dos relatórios que revelaram que a lesão que o extremo padece terá mesmo de ser debelada com o recurso a cirurgia. Recorde-se que o número sete do United controlou a mazela durante a fase final do último europeu para poder jogar com a camisola das quinas.


Os exames realizados esta quarta-feira confirmaram que Cristiano Ronaldo padece de uma lesão na articulação do tornozelo direito que afecta a cartilagem. A artroscopia que será realizada nos próximos dias irá desvendar a dimensão e a profundidade da lesão e só nessa altura haverá uma certeza quanto à gravidade da mesma. Contudo, o tempo de paragem nunca será inferior a um mês.


No que diz respeito ao seu futuro e à polémica que envolve uma possível transferência para o Real Madrid, Cristiano Ronaldo não abre o jogo e garante que não pode falar do assunto.



FONTE:






O REGRESSO DE JARDEL


PEDRO ROCHA


Jardel vai voltar aos relvados. O avançado de 34 anos assinou, esta terça-feira, pelo Criciúma, equipa da série B brasileira.O contrato é válido até Dezembro. O goleador que já passou por Porto, Galatasaray e Sporting, regressa agora aos relvados brasileiros. Na apresentação Mário Jardel foi igual a si próprio “vou ser mais um elemento na equipa. Estou aqui para ajudar o clube e fazer golos”.

O internacional canarinho começou logo após a apresentação um programa especifico de recuperação no clube. Dentro de 15 dias espera-se que possa estrear-se pelo clube brasileiro.

terça-feira, 1 de julho de 2008

LIGA: IRREGULARIDADES DE BOAVISTA E LEIXÕES




OS DOIS CLUBES NÃO PODEM CELEBRAR NOVOS CONTRATOS DE TRABALHO COM JOGADORES. EM CAUSA A FALHA NA APRESENTAÇÃO DAS CERTIDÕES RELATIVAS AOS COMPROMISSOS COM FISCO E SEGURANÇA SOCIAL. BOAVISTA E LEIXÕES TÊM AGORA ATÉ FINAL DA ÉPOCA DE INSCRIÇÕES PARA REGULARIZAR A SITUAÇÃO.




JOSÉ PEDRO PINTO




Boavista e Leixões não podem registar contratos de trabalho com novos jogadores nem renovações de vínculos. Os dois clubes não apresentaram as devidas declarações relativas aos compromissos com Fisco e Segurança Social no processo de candidatura para a época 2008/2009. A reunião de ontem da Comissão Executiva da Liga de Clubes analisou a situação em causa, cuja resolução passa apenas pela devida regularização processual tanto de Boavista como de Leixões.


Se o caso do Boavista se afigura como evidente, pelos graves problemas financeiros porque passa o clube do Bessa, já o Leixões se deparou, no início da temporada transacta, com a mesma situação, não apresentando, no processo de candidatura para a época 2007/2008, os devidos pressupostos financeiros.


Para verem regularizada a sua situação, Boavista e Leixões têm três formas de o fazer, sempre e quando delas fizerem uso até 31 de Agosto, data do fecho das inscrições: através de uma certidão que comprove a regularização das suas responsabilidades; um documento que demonstre haver pendência de reclamações, impugnações e oposições fiscais; uma prova de celebração de acordo com o Estado (Processo Extrajudicial de Conciliação).


Os dois emblemas nortenhos foram, assim, os únicos entre os 32 participantes nos campeonatos profissionais de futebol a não cumprirem com este pressuposto, algo que não impede ambos os clubes de marcarem presença na época 2008/2009.




FONTES

O JOGO

A BOLA

RECORD


domingo, 29 de junho de 2008

EURO 2008: ESPANHA GANHA FINAL E SAGRA-SE CAMPEÃ!


44 ANOS DEPOIS, A SELECÇÃO ESPANHOLA LEVA A TAÇA DE CAMPEÃ DA EUROPA PARA CASA. NUM JOGO DIGNO DE UMA FINAL EUROPEIA, BASTOU UM ÚNICO GOLO DE FERNANDO TORRES PARA DECIDIR ESTE DUELO. FUTEBOL TÁCTICO E CALCULADO CONTRA A FORÇA DA EMOÇÃO EM EQUIPA: VENCEU O CORAÇÃO CALIENTE DOS ESPANHÓIS.


PATRÍCIA MARTINS



A Alemanha entrou melhor no jogo, de forma concentrada e bem organizada, não deixou fazer valer o favoritismo espanhol. Aliás os espanhóis não conseguiram ultrapassar durante uns bons minutos a barreira tacticamente posicionada pela Alemanha.


Mas aos 13’ Fábregas faz um bom remate e mostra que os espanhóis não estão adormecidos. Contudo, Lehman faz uma grande defesa, desviando para canto. Neste período a Alemanha mantinha a maioria da posso de bola, mas as dificuldades começavam a fazer-se sentir

Torres faz um cabeceamento (22’) forte… ao poste. Estava aí a primeira ameaça de “El Niño”, que ao minuto 33 consegue mesmo concretizar e colocar a Espanha na frente do marcador. Fernando Torres sabe beneficiar do erro adversário e consegue ser mais rápido do que Lahm e Lehman. A equipa de Aragonés estudou bem a lição e aproveitou um dos pontos fracos desta Alemanha: pouca rapidez do quarteto defensivo.


Quase a fechar a primeira parte foi o árbitro que protagonizou um mau lance ao mostrar (injustamente) um cartão amarelo a Casillas que se limitou, como capitão, a tentar acalmar os ânimos dos colegas após um lance entre Ballack e Fábregas. Era o final de uma primeira parte bem disputada e que mantinha os adeptos de futebol satisfeitos.

Na segunda metade Espanha não deu tréguas e a cada erro do adversário fazia provar o veneno do contra-ataque. No entanto, a Alemanha lá ia ameaçando igualar e rondava a grande área de Casillas. Aos 59 minutos Ballack chegou mesmo a rematar… mas ao lado.

Destaque para Iniesta que fez um grande jogo, sempre presente no meio campo alemão. Perde mesmo uma oportunidade (81’) de ouro em frente à baliza contrária para alargar a vantagem.

Uma final europeia com poucos remates, mas uma grande atitude de equipa por parte dos espanhóis, que são uns justos vencedores da prova. Recorde-se que na fase de apuramento conseguiram ultrapassar muitas dificuldades, mas Aragonés colocou a equipa na fase final da prova, ficando em primeiro lugar na fase de grupos. Mais tarde deixou de fora a campeã mundial em título, Itália, nos quartos-de-final. Para chegar à final eliminou a Rússia, grande surpresa positiva deste campeonato.

A Alemanha fez um bom jogo, mas foi insuficiente para derrotar uma Espanha com grande censo de equipa. Venceu o futebol-emoção e é hora de “nuetros hermanos” voltarem a festejar… 44 anos depois.


EURO 2008 - FINAL

ALEMANHA-ESPANHA
Estádio: Ernst-Happel, Viena
Hora: 19.45
Árbitro: Roberto Rosetti (Itália)

EQUIPAS OFICIAIS

ALEMANHA

1-Jens Lehmann
3-Arne Friedrich
17-Per Mertesacker
21-Christoph Metzelder
16-Philipp Lahm
7-Bastian Schweinsteiger
8-Torsten Frings
15-Thomas Hitzlsperger
13-Michael Ballack
20-Lukas Podolski
11-Miroslav Klose

Treinador: Joachim Löw

ESPANHA


1-Iker Casillas
15-Sergio Ramos
5-Carles Puyol
4-Carlos Marchena
11-Joan Capdevila
19-Marcos Senna
6-Andres Iniesta
8-Xavi
21-David Silva
10-Cesc Fabregas
9-Fernando Torres

Treinador: Luís Aragonés


sábado, 28 de junho de 2008

EDITORIAL


DIAGNÓSTICO: «FLOP»



O futebol está diferente. A Rússia é o paradigma de uma nova visão e a ela se juntam a Espanha e, a espaços, a própria Alemanha. Para equipas que demonstram debilidades, como a França ou a Itália, o aeroporto é o caminho indicado. Há um «espaço vital» deste mundo, ao qual só os bons têm acesso. Os restantes, os «flops», são recambiados para casa.



29 de Junho, Viena: data e local da final de mais um campeonato da Europa de Selecções nacionais. Chega ao fim uma organização a dois – Áustria e Suíça – de um Euro 2008 em que, mais do que analisar o segredo do sucesso russo ou a garra turca, importa chegar a uma breve e cruel conclusão: não vale a pena antever partidas no plano teórico e estatístico.

A queda precoce dos favoritos a erguer a taça Henry Delaunay, no Ernst Happel, coloca-nos perante o assumir dessa evidência, em que os media desportivos apenas se limitam a colorir as páginas de jornais, as transmissões televisivas e as reportagens radiofónicas antes das partidas. Contam, isso sim, apenas as indicações estatísticas no final do jogo, aquelas que demonstram que a equipa «A» rematou mais vezes à baliza do que a equipa «B» e que, por isso, acabou por sair pela porta grande, vencendo.

Um autêntico «flop» foi o que redundou na campanha das Selecções nacionais que almejavam o título de campeãs europeias. Falta de qualidade? Sobranceria? Venha o diabo e escolha. O que todos vimos foi uma França a ser afastada sem um único relance de bom futebol e uma Itália cujo cinismo finalmente saiu vergado perante um estilo ofensivo de «nuestros hermanos». Falando de Portugal, pecou apenas por não ter perdido o respeito perante a «Mannschaft». Pormenores que se tornaram em “pormaiores”.

Em Junho de 2004, a Grécia surpreendeu o mundo do desporto-rei, depois de uma saída triunfal do Estádio da Luz, erguendo o caneco e vencendo um europeu à defesa. Em Junho de 2006, foi a vez da Itália dar também ela um ar da sua graça, com Marcelo Lippi a orientar os transalpinos num «catenaccio» bem eficaz mas em nada bonito de se ver. Contudo, Berlim viu Cannavaro erguer a copa do mundo.

O futebol está diferente. A Rússia é o paradigma de uma nova visão e a ela se juntam a Espanha e, a espaços, a própria Alemanha. Para equipas que demonstram debilidades, como a França ou a Itália, o aeroporto é o caminho indicado. Há um «espaço vital» deste mundo, ao qual só os bons têm acesso. Os restantes, os «flops», são recambiados para casa.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

ESTA SEMANA, ESCREVO EU...



ARBITRAGENS:

PROTAGONISTAS IMPREVISTOS DO EUROPEU




Quando os erros são demasiados, a questão não é o erro devido aos limites humanos, é o erro devido às limitações daquele indivíduo para aquele cargo. Isto é algo que os senhores da FIFA e da UEFA não podem continuar a ignorar. É preciso forçar as Ligas a encontrarem uma maneira de treinar os seus árbitros para que, pelo menos, os europeus e mundiais futuros possam decorrer com todo o protagonismo nos jogadores e não no “gajo do apito”.




ANDRÉ MATOS LEITE




A Europa é conhecida como um continente com grande qualidade no que toca ao futebol. Diz-se que o desporto-rei nasceu na Inglaterra e de terras de Sua Majestade partiu para ocupar o seu lugar no mundo. No velho continente, estão os talentos de todos os outros. Os melhores dos quatro cantos do mundo ambicionam jogar na Europa onde está o dinheiro do futebol.

Inglaterra, Itália, Espanha, Alemanha, Portugal, Holanda, França… As ligas europeias são sempre emocionantes de ver. O futebol praticado, especialmente pelas melhores equipas, é sempre uma forma rara de arte, mesmo dentro da modalidade. Os portugueses estão entre os povos que mais adoram este desporto. Aliás, provavelmente é o país onde mais pessoas associam ao desporto o futebol. Adoramos ver a bola no relvado na batalha dos 22 de tal forma que muitas vezes nos esquecemos dos outros desportos. A liga portuguesa tem sempre as maiores audiências ao longo do ano, mas há algo de que nenhum adepto pára de se queixar: as arbitragens. “Os nossos árbitros são maus”, “roubam sempre para o mesmo lado”, “são todos uma cambada de gatunos!”… São alguns dos comentários mais simpáticos que já ouvi ou já proferi em relação aos nossos homens do apito. Serão eles assim tão maus?

Neste europeu, o Euro 2008, vimos algumas arbitragens que deixaram muito a desejar. O primeiro caso que levou à “revolta” foi o lance do primeiro golo do encontro entre Holanda e Itália, um golo manchado pela discussão do costume: era fora-de-jogo ou não? Desde então os lances multiplicaram-se. Na maioria dos jogos que vi (e acreditem foram muitos) a arbitragem tomou demasiado do palco que pertence aos jogadores. Árbitros de todas as nacionalidades cometeram erros que não se permitem a senhores que querem apitar partidas tão importantes que já ultrapassam os clubes, partidas entre selecções nacionais.


Um bom exemplo disto mesmo, um exemplo que tocou a Portugal, foi a arbitragem do encontro entre lusitanos e helvéticos. Pode não ser desculpa para a derrota e não é. Com a nossa equipa B (que tem nomes como Nani, Quaresma ou Fernando Meira) deveríamos ter ganho. No entanto, isso também não invalida a questão da má arbitragem.


No Alemanha – Turquia, foram demasiados os lances mal avaliados pelo trio de arbitragem. Não foram só para um lado, é certo, mas isso não despenaliza ou diminui a questão. Se um árbitro comete tantos erros que consegue beneficiar as duas equipas que se enfrentam é porque ou o árbitro ou a sua equipa ou ambos são maus! A questão, meus amigos, é esta mesmo! Não interessa se só há erros para um lado ou não, não interessa se são propositados ou não.


Quando os erros são demasiados, a questão não é o erro devido aos limites humanos, é o erro devido às limitações daquele indivíduo para aquele cargo. Isto é algo que os senhores da FIFA e da UEFA não podem continuar a ignorar. É preciso forçar as Ligas a encontrarem uma maneira de treinar os seus árbitros para que, pelo menos, os europeus e mundiais futuros possam decorrer com todo o protagonismo nos jogadores e não no “gajo do apito”.


quinta-feira, 26 de junho de 2008

EURO 2008: PODER ESPANHOL QUEBRA RÚSSIA DE HIDDINK E ARSHAVIN






ANDRÉ MATOS LEITE


Domingo, 29 de Junho. É daqui a três dias que se disputa a final da presente edição do Euro da Áustria e da Suiça. Alemanha e Espanha vão decidir entre si quem será o campeão europeu de 2008. A selecção ibérica conseguiu a vitória, por 3-0, na segunda meia-final do torneio sobre a selecção russa, uma equipa que conseguiu afastar a poderosa Holanda.

Com mais uma tempestade durante um encontro europeu se jogou este Rússia – Espanha. A formação de Leste começou mal a partida e permitiu o domínio espanhol nos momentos iniciais da partida. A Espanha podia mesmo ter atingido cedo a vantagem, mas Akinfeev esteve muito bem ao parar as tentativas de Sérgio Ramos, Fernando Torres e David Villa. A partir do quarto de hora a Rússia começou a entrar no jogo e pouco depois Pavlyuchenko rematou perto da baliza de Casillas na conversão de um livre directo. Apesar do bom início que a partida teve, o jogo foi perdendo velocidade e emoção até ao fim da primeira parte. Arshavin, figura de proa do submarino russo, esteve muito apagado e David Villa, uma das estrelas da constelação espanhola, saiu lesionado aos 34 minutos.

Se na primeira metade, especialmente no final, nunca se adivinharia o resultado com que terminaria o jogo, na segunda parte esse mesmo resultado começou cedo a desenhar-se. Aos 50 minutos Xavi e Iniesta mostraram o entrosamento que jogar na mesma equipa dá e, numa boa jogada de ataque, Iniesta centrou para o seu companheiro do Barcelona permitindo a Xavi inaugurar o marcador. Estava feito o 1-0 e começava o início do naufrágio russo. Com o golo, a turma de Guus Hiddink descontrolou-se e permitiu o regresso do jogo ao seu início, ou seja, ao domínio da selecção ibérica. As oportunidades para o segundo golo espanhol sucediam-se, mas Akinfeev ia adiando como podia o que cada vez mais parecia inevitável. Aos 73 minutos, Fàbregas isola Daniel Guiza que não desperdiça e dilata a vantagem dos pupilos de Luís Aragonês. O terceiro e último golo não tardou a seguir-se. Novamente Fàbregas na assistência desta feita para David Silva que fechou o marcador aos 83 minutos. A Rússia ainda tentou o golo de honra e teve mesmo a melhor oportunidade aos 88 minutos, com Casillas a negar o tento a Sychev.


Ficha de Jogo

EURO'2008 - Meia-final
RÚSSIA-ESPANHA
Estádio: Ernst-Happel, Viena
Hora: 19.45
Árbitro: Frank de Bleeckere (Bélgica)

RÚSSIA - Igor Akinfeev, Alexander Anyukov, Vasily Berezutsky, Sergei Ignashevich, Yuri Zhirkov, Sergei Semak, Ivan Saenko, Konstantin Zyryanov, Igor Semshov, Andrei Arshavin, Roman Pavlyuchenko
SUPLENTES - Diniyar Bilyaletdinov, Renat Yanbayev, Alexei Berezutsky, Roman Adamov, Vladimir Bystrov, Vladimir Gabulov, Oleg Ivanov, Roman Shirokov, Dmitry Sychev, Vyacheslav Malafeyev.
TREINADOR - Guus Hiddink

ESPANHA - Iker Casillas, Sergio Ramos, Carles Puyol, Carlos Marchena, Joan Capdevila, Marcos Senna, Andres Iniesta, Xavi, David Silva, David Villa, Fernando Torres
SUPLENTES - Andres Palop, Pepe Reina, Alvaro Arbeloa, Juanito, Raul Albiol, Fernando Navarro, Santi Cazorla, Xabi Alonso, Ruben de la Red, Cesc Fabregas, Sergio Garcia, Daniel Guiza
TREINADOR - Luís Aragonés


Fontes

EURO 2008: FRIEZA FAZ DAS SUAS E A ALEMANHA ESTÁ NA FINAL



PEDRO ROCHA

A Alemanha está na final do Euro 2008, doze anos depois de ter vencido a competição em 1996. Depois de afastar Portugal nos quartos de final por 3-2, os germânicos eliminaram agora a Turquia pelo mesmo resultado. Hoje, os alemães ficam a saber qual será o seu adversário na final, Rússia ou Espanha.

A frieza alemã voltou a fazer das suas. Os turcos sairam do estádio St. Jacob Park, em Basileia, com uma enorme sensação de injustiça. A equipa de Fatih Terim mesmo com muitas baixas entrou melhor e a criar oportunidades de golo. Foi sem surpresa que chegou ao golo por Ugur Boral aos 22 minutos. Passados quatro minutos, a Alemanha empatou por Schweinsteiger, no primeiro remate da Alemanha à baliza turca. Eficácia total.

No segundo tempo, a equipa de Joachim Low entrou melhor na partida mas sem criar qualquer ocasião de golo. Na única oportunidade voltaram a ser eficazes, erro de Rustu e Klose a não falhar aos 79 minutos. Sem baixar os braços, a Turquia conseguiu igualar por Senturk a quatro minutos do final. Quando já todos pensavam no prolongamento a tremenda injustiça alemã voltou a funcionar. Grande jogada de Lahm e Alemanha na final. Grande jogo turco que mereciam melhor sorte, a Alemanha voltou a provar o seu cinismo eficaz.

EURO'2008 - Meia-final
ALEMANHA-TURQUIA
Estádio: St. Jakob-Park, Basileia, Suíça
Hora: 19.45

Árbitro: Massimo Busacca (Suíça)
ALEMANHA -Jens Lehmann, Arne Friedrich, Per Mertesacker, Christoph Metzelder, Philipp Lahm, Bastian Schweinsteiger, Thomas Hitzlsperger, Simon Rolfes, Michael Ballack, Lukas Podolski, Miroslav Klose

Suplentes: Robert Enke, Rene Adler, Marcell Jansen, Clemens Fritz, Heiko Westermann, Torsten Frings, Piotr Trochowski, David Odonkor, Mario Gomez, Kevin Kuranyi , Oliver Neuville, Tim Borowski

Treinador:Joachim Löw

TURQUIA-Rustu Recber, Hamit Altintop, Ugur Boral, Gokhan Zan, Hakan Balta, Sabri Sarioglu, Ayhan Akman, Mehmet Topal, Mehmet Aurélio, Kazim Kazim, Semih Senturk
Suplentes: Tolga Zengin, Servet Cetin, Mevlut Erdinc, Gokdeniz Karadeniz, Tumer Metin, Emre Belozoglu
Treinador: Fatih Terim